uma prova… Outubro 5, 2005
Posted by Ezequiel Vieira in artigos, catarse, comunicação, política, ufes.add a comment
Como o blog é diário, temos que encontrar soluções miraculosas para o post nosso de cada dia… Tivemos uma prova sobre comunicação, suas implicações na sociedade contemporânea e, claro, políticas.
Eu, Gabriely Sant’Ana serei a primeira a transcrever.
Leia a vontade e faça seu comentário.
P.S: se acertar a nota que eu tirei, ganha um doce!
A sociedade contemporânea esta fundamentada no paradigma informacional e na perda de valores fechados, como verdade e justiça. Estamos em meio a um turbilhão de notícias, disponíveis em diversos âmbitos comunicacionais (impresso, TV, rádio e internet) que nos ensinam nossa forma de agir, pensar e nos comunicar com outros sujeitos sociais.
Com o Liberalismo Econômico, houve uma falência gradual do poder do Estado e com o surgimento da Indústria Cultural, uma padronização de comportamentos, embora estejam claramente segmentados no que chamamos tribos. A desacreditação na política e no coletivo deu espaço a uma cultura do individualismo e do consumo. Antes, era tudo baseado na proibição (pela família, igreja, escola, fábrica, polícia) e agora está na liberação e na fruição dos prazeres que este novo modo de vida oferece. Consumir é a lei e os que não conseguem cumpri-la estarão fadados ao roubo ou a completa exclusão social.
A publicidade cumpre este papel ao constantemente apresentar novos produtos que irão fazer o indivíduo mais feliz, realizado e livre, se efetuar a compra. O produto vem revestido de toda imagem e sentido que construirá o estilo de ser daquela pessoa. Mas o jornalismo também contribui ao apresentar os fatos e acontecimentos de forma “imparcial e com isenção”, quando na esmagadora maioria das vezes está a serviço da elite neoliberal, e informa de maneira a fazer com que o receptor não vincule o que ocorre em sua volta para assim transformá-la. As opiniões subliminares presentes nos meios de comunicação de massa difundem os valores individualistas e a apatia quanto à política e à reflexão do que está acontecendo.
E assim caminha a massa amorfa, que compra desesperadamente e só assiste o Jornal Nacional porque serve de intervalo entre as novelas, que são a sua anestesia diária dos sofrimentos e angústias do dia-a-dia.