Financiamento de campanha: a tal da transparência fica a desejar Agosto 11, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in eleições 2006, política.4 comments
Curioso. Numa eleição marcada pela tentativa de transparência e de combate à corrupção, nesta segunda o TSE divulgou a declaração que os candidatos fizeram onde consta os valores arrecadados até o momento para a campanha eleitoral. A próxima divulgação será em 6 de setembro e não se menciona a origem do dinheiro – o que será feito apenas um mês depois das eleições.
No longo post campanha: quem paga? (18/10/05) foi reunido algumas razões que levam alguém a contribuir com determinado candidato. Fica claro que isso pode ser um forte determinante que iriá guiar o eleito no cargo conquistado. Transparência por transparência, saber antes do voto de onde veio o financiamento ajudaria a traçar desde já que perfil terá o candidato caso seja eleito.
Em matéria do jornal O Globo, o diretor-executivo da ONG Transparência Brasil é categórico quando diz que “Isso não adianta de nada, é peça de ficção. Sem os nomes dos doadores, o dinheiro vai continuar circulando pelos subterrâneos e não há nada a fazer“.
eu acredito
são contribuições do eleitor ideológico, que acredita nas idéias do candidato e trabalha como pode para fazê-lo prosperar. A ajuda financeira, nessa categoria é pequena, coisa de 50, 100, 200 reais. É um tipo de contribuição raro no Brasil.
é meu colega
são contribuições de caráter corporativo, quando o eleitor dá dinheiro ao candidato que representa sua categoria profissional na esperança de que apresente projetos que o favoreçam. A doação corporativa existe em todas as categorias, mas é particularmente visível entre servidores públicos.
me ajuda, vai
é a contribuição defensiva. São empresas ou entidades enroladas, ou alvos potenciais de uma investigação. Exemplo: a Confederação Brasileira de Futebol doou mais de 1 milhão para formar a “bancada da bola” – que, por sua vez, sempre defende a CBF das suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Continua
depurando Agosto 11, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in catarse.1 comment so far
Pra quem não tinha interesse por política, nesses 10 meses de blog temos avanços:
Me peguei namorando e comprando os livros Jornalismo Político (Franklin Martins) e As estratégias sensíveis – afeto, mídia e política de Muniz Sodré, professor da UFRJ. O livro do Franklin tô lendo pela segunda vez, o do Sodré ainda tento decifrar.
O discurso de lamento diminuiu. As leituras para o projeto de pesquisa contribuíram bastante nesse sentido. Para esta eleição ainda não tenho candidato, mas – ao máximo possível – ninguém vai ser submetido ao paredão da boa ética e moral. Debaixo do sol, não há quem resista a ele. Cínico? Não. Prefiro pragmático.