o PMDB e seu poder de barganha Outubro 2, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in eleições 2006.2 comments
Esqueça os números da disputa presidencial. O grande vencedor desta eleição continua sendo o PMDB com a maior bancada para a câmara federal e o segundo colocado no número de senadores eleitos.
Seja Lula ou Alckmin o vencedor no 2º turno, ele vai ser obrigado a negociar a peso de ouro o apoio do partido que dificilmente algum dia vai conseguir eleger um presidente próprio, mas sempre vai ser necessário para que o eleito de outra sigla se sustente ao longo do governo – cargos, verbas, direção de estatais de fartas receitas é o precinho que o PMDB não se faz de rogado para cobrar – todos em geral, mas ele especialmente.
Não tenho nada a reclamar da sigla. Foi ela que deu um dos maiores picos de audiência que o blog já teve. Diariamente tenho buscas que acessam o post E as propostas do PMDB, hein? - recordista absoluto. Esse, outros posts e alguns acessos fiéis e ocasinais também, por 2 meses mantiveram o Polimidia com uma média de 30 visitas por dia com pico de 50 acessos por três vezes. Grato a tod@s!
Prometo que assim que tiver mais novidades não vou me demorar em escrever.
Eleições 2006: sem fumança branca até dia 29/10 Outubro 2, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in eleições 2006.2 comments

É…. a tendência verificada na reta final se confirmou em pelo menos um aspecto: teremos mesmo 2º turno mas em um cenário bem mais favorável a Alckmin do que era esperado. Na melhor das hipóteses era estimado 35% dos votos válidos pro tucano e ele alcançou 41.6% do resultado final.
Os comentários de ontem à noite e hoje pela manhã opinam que essa mudança de última hora vai desde o aparecimento do dossiê à ausência de Lula nos debates – a propósito: já temos um marcado para às 21h do próximo domingo na Band.
Alexandre Garcia e cia comentou no Bom dia Brasil que o 2º turno será a oportunidade de discutir de forma mais consistente um projeto de governo minimamente claro para os próximos 4 anos – o que realmente ficou longe de acontecer nesses 2 meses de campanha. Mas me parece ser mais lúcido constatar como um erro imaginar que a disputa, agora ainda mais plebiscitária, irá jogar luz sobre problemas e soluções para o país.
O editor de Brasil da Folha, Fernando de Barros e Silva, opina que a divisão binária entre o bem e o mal será posta em seu extremo. Por aí, a pauta de campanha passaria longe da nobre discussão de programas para ser polarizada entre o discurso do “pega ladrão” – vindo de Alckmin – contra o mantra do”golpistas da elite” e cia vindo, claro, de Lula.