o PMDB e seu poder de barganha Outubro 2, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in eleições 2006.trackback
Esqueça os números da disputa presidencial. O grande vencedor desta eleição continua sendo o PMDB com a maior bancada para a câmara federal e o segundo colocado no número de senadores eleitos.
Seja Lula ou Alckmin o vencedor no 2º turno, ele vai ser obrigado a negociar a peso de ouro o apoio do partido que dificilmente algum dia vai conseguir eleger um presidente próprio, mas sempre vai ser necessário para que o eleito de outra sigla se sustente ao longo do governo – cargos, verbas, direção de estatais de fartas receitas é o precinho que o PMDB não se faz de rogado para cobrar – todos em geral, mas ele especialmente.
Não tenho nada a reclamar da sigla. Foi ela que deu um dos maiores picos de audiência que o blog já teve. Diariamente tenho buscas que acessam o post E as propostas do PMDB, hein? - recordista absoluto. Esse, outros posts e alguns acessos fiéis e ocasinais também, por 2 meses mantiveram o Polimidia com uma média de 30 visitas por dia com pico de 50 acessos por três vezes. Grato a tod@s!
Prometo que assim que tiver mais novidades não vou me demorar em escrever.
Retrato claro dessa situação é o Governo do Espírito Santo. O Governador Paulo Hartung (PMDB), o mais votado, proporcionalmente, no país poderia optar tanto pelo apoio a Lula ou a Alckimim no segundo turno e não seria contraditório.
A coligação do pela qual ele se elegeu, e a maior parte do grupo político que sustenta seu mandato é do PSDB de Geraldo Alckimim, mas PH mesmo já disse que “Lula foi o presidente que mais ajudou o Espírito Santo”, e o PT do presidente também apoiou Hartung no ES, na corrente infinita de alianças, formais e informais, que ele conseguiu costurar.
A “neutralidade” parece ser o caminho mais indicado para o Governador, assim estaria fiel a seu partido, sempre na situação, não importa quem esteja no poder.
Hartung, para ou bem ou para o mal, é de se tirar o chapéu. Ele, com seu perfil chuchu (pq nao?), conseguiu atrair várias forças políticas pra ele. Os que se mativeram incólumes foram isolados
ele tem um discurso capcioso – quem não o apóia é contra o ES. Apesar de que todo esse apoio é uma pechincha. Como os partidos capixabas nao são organizados como acontece em Brasília, qq coisa já é um agrado e uma pressão sobre o governo é bem mais difícil de ser arquiteta de forma forte e coêsa
Principalmente agora com a ampla bancada amiga q foi eleita na AL e o Casagrande com seus supreendentes 62% pro senado