o PMDB e seu afago fraternal Outubro 6, 2006
Posted by Ezequiel Vieira in eleições 2006, política.trackback
Ah, PMDB, o que seria de minha vida sem você! Acabo de encontrar no site da Câmara uma notícia que certos comentaristas já contavam os dias pra ler. O líder do PMDB, deputado Wilson Santiago (PB), afirmou que o partido está aberto para negociar com parlamentares eleitos que queiram se filiar à legenda para evitar restrições impostas pela cláusula de barreira. Santiago destacou, no entanto, que não é interesse do partido o inchaço da bancada, com adesões sem critério – e que isso fique bem claro! heheh
A propósito: na aula de ontem, Representação e Comportamento Político, foi destacado as quatro fases pelas quais passa uma organização com ênfase, obviedade da obviedade, para legendas partidárias:
1a fase: acontece aqui uma relação de solidariedade e um nobre ambiente de democratização. A instituição tem pleno domínio sobre o que ocorre dentro dela – “dane-se o mundo! Não renunciamos a nossos princípios!!”
2a fase: começa o período de institucionalização, hierarquização e profissionalização dos cargos distribuídos pela estrutura do partido.
3a fase: os interesses específicos da cúpula partidária começa a entrar em conflito com a ideologia latente da base.
4a fase: etapa em que não se dá pra negar as estratégias de adaptação ao contexto social. O partido nem sempre luta pelos melhores objetivos se isso representar algumrisco a sua sobrevivência. Nessa eleição não existe mais aquele discurso queixatório sobre a ampliação das alianças do preseidente Lula. Houve um convencimento de petistas ? Melhor recategorizar para a palavra converção. Por essa linha inescapável (?), Albernaz, professor da disciplina, opina que o “PT é o Psol amanhã”.
O que voce ve no PMDB?
Partido imundo!
Ao meu ver, não está posta a questão quanto a moralidade das coligações, nesta eleição, por um motivo de transição ideológica; antes se pensava idealmente, hj – o que é o grosso da população barasileira – olha-semais para a praxis. O curioso de tal transformação foi a própria capacidade que esse movimento teve em engessar os partidos que levam a bandeira da moralidade sem nunca antes terem governado. Como é o caso do PSOL ou mesmo do candidato Cristovam Buarque. Esses se viram presos dentro de suas próprias concepções, provando de uma vez por todas a extensão de suas capacidades negociativas e de abarcamento das diversas vertentes que formam um quadro democrático.
Fica nítido aí a tendência a radicalização, tanto quanto a impossibilidade de compreesão da realidade. È um quadro que tende a revolução, mas nas palavras do prórpio MArx, nenhum sistema se esvai antes que se tenham sido exauridas todas as formas possíveis que esse possa ter.
PAra não ficarmos na ingenuidade, só podemos acreditar então, que se trata da construção – por parte desses candidatos – de uma candidatura futura. Estão cativando um eleiorado, fundando as bases do que, como já foi dito, deverá ser um PT de 2006 daqui a 18 anos…
[...] ou para os de ciências sociais. Neste caso, até cheguei a fazer duas disciplinas por lá (I e II) e poderia fazer outras duas se a cognição por quem tava interessado não tivesse se [...]