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“A universalidade democrática é um mero pressuposto europeu” Novembro 12, 2006

Posted by Ezequiel Vieira in política, ufes.
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Qual seu perfil socioeconômico? Pelo o que foi discutido na aula de comportamento político essa resposta pode dizer muito a respeito de seu grau de politização.

O professor argumentou que a participação aumenta de forma propocional à renda e escolaridade. Quanto mais esses dois critérios se elevam a participação também se torna mais substantiva – mesmo em áreas mais pobres, o maior envolvimento sempre acontece entre aqueles que têm mais recursos do que a média local.

É cruel dizer que os mais pobres não se envolvem com política por alienação. Chega a ser ocioco constatar que os indivíduos tem uma escala de preferência para suprir suas necessidades fundamentais e, por que não, de lazer também; e a política, que tem mais um aspecto processual do que imediato, raramente desponta na escala de preferências da média geral.

“Em resumo, no recorte dos tempos, dos espaços, da fala, do visível e do invisível, alguns ficam de fora da política, já que esta diz respeito ao que se vê, se sente e se pensa, logo ao que se pode dizer sobre o visível no âmbito da polis, a Cidade-Estado. A visibilidade de algum modo ‘precodifica’ as posições a serem assumidas por aqueles a quem se destina o suposto jogo livre da política.”

Um outro fator, digamos assim, mais genuinamente humano, é que a ação cooperativa é um fenômeno recente na maneira pela qual nos organizamos socialmente. Foi lembrado que somos marcados pela carência e que isso nos leva a suprir nossas necessiadaes pessoais primeiro e as comuns muito depois.

“Uma coisa é preciso ter sempre em mente: a palavra ‘política’ é européia (grega) e pressupões instâncias – polis, Estado, território e autoctonia – que se afirmaram no âmbito da especificidade cultural e civilizatória da Europa. A sua universalidade tal e qual é um mero pressuposto europeu, mesmo quando admitimos que algumas das características do regime democrático podem ser universalmente desejáveis.”

Ps.: ambas as citações são do livro de Muniz Sodré: As estratégia sensíveis – afeto, mídia e política; páginas 129 e 130.