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Vamos Apagar o Brasil Fevereiro 15, 2007

Posted by Juliana Farias in cotidiano.
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Em solidariedade aos professores e estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Peço aos leitores que participem deste apagão protesto. Recentemente, a França promoveu um “apagão” unido para alertar ao mundo a importância do combate ao aquecimento global. Agora a proposta dos cariocas é fazer 5 minutos de silêncio em homenagem às vítimas da violência na capital do Rio, em especial ao menino João Hélio, de apenas 6 anos, arrastado por 7 Km .

“Vamos apagar as luzes de nossas casas por 5 minutos nesta sexta-feira, 16 de fevereiro, às 20 horas(horário de verão) ou às 19h(sem horário de verão)”.

Queremos mudanças neste país. A redução de pena não é uma medida solucionadora, apenas um reação paliativa para mostar serviço. É fundamental que a população conheça seus direitos civis. Talvez somente assim, poderemos constituir, verdadeiramente, uma sociedade democrática, livre e segura.

Não é bom tomar atitudes no calor das emoções. O ideal é a população se mobilizar e exigir auditorias públicas. Maiores esclarecimentos sobre a legislação e de forma democrática decidir pela melhor constituição de seu país.

Por Juliana Farias

Quando um princípio vira dogmatismo paralizante Fevereiro 15, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in cotidiano, política.
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Tenho uma teoria. Independente do sentido que ultrapasse essa vida, na hipótese de sua existência, nele tem que ser inerente a noção de movimento. Ação. Em tudo a que atribuímos vida obrigatoriamente alguma atividade é exercida. Sempre associamos a inatividade à morte. Não são os órgãos vitais aqueles que estão em permanente atividade? Não é a pulsação um indicativo imediato de que ainda se vive?

Toda essa divagação é pra finalmente dizer que nessa semana ouvi uma barbaridade que não vai ser superada tão cedo. Em nome de um dogmatismo, paralisante em sua essência, um camarada afirmou um supremo absurdo. Para ele a criminalidade sempre pressupõe causas sociais, portanto é tentar punir a vítima (aqueles que arrastaram o garoto no Rio por 7 km) e não o agressor (a sociedade que exclui) a discussão em torno da redução da maioridade penal ou mesmo que esse conceito seja abolido – o ideal que passei a defender.

  • A vítima não foi o garoto. A vítima na verdade é o menor  e cia que arrastou o menino.

Há um elemento mínimo para que se comece uma argumentação com alguém e não dar pra discutir com alguém que pense dessa forma. É um pensamento que acredita ter encontrado a verdade e que por isso não está em atividade para entender o que acontece em volta: “Tal fato ratifica ou põe em xeque o que defendo”. No campo das idéias, tal pessoa está morta.

Me incomoda o pensamento de que o humano seja escravo a uma estrutura social e que a possibilidade de escolha não existe em momento algum. Isso é muito cômodo, vitimado e próprio para quem quer se isentar de uma responsabilidade que também lhe pertence.

Via Blog do Alon - O psiquiatra Contardo Calligaris explica hoje na Folha de S.Paulo por que o debate em torno da maioridade penal não é exatamente resultado de um surto que possa ter acometido alguns histéricos. Ao contrário, é uma discussão vital para qualquer política de combate à violência que se pretenda eficaz. Um trecho do texto de Calligaris:

Em geral, para evitarmos admitir que a prisão serve para punir e proteger a sociedade (e não para educar), muda-se o foco da atenção: “Esqueça a prisão, pense nas causas”. Preferimos, em suma, a má consciência pela desigualdade social à má consciência por punir e segregar os criminosos. Ora, a miséria pode ser a causa de crimes leves contra o patrimônio, mas o psicopata, que estupra e mata para roubar, não é fruto da dureza de sua vida.
Por exemplo, no último número da “Revista de Psiquiatria Clínica” (vol. 33, 2006), uma pesquisa de Schmitt, Pinto, Gomes, Quevedo e Stein mostra que “adolescentes infratores graves (autores de homicídio, estupro e latrocínio) possuem personalidade psicopática e risco aumentado de reincidência criminal, mas não apresentam maior prevalência de história de abuso na infância do que outros adolescentes infratores”.

A íntegra do artigo está aqui (mais…)