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Pobreza não é a determinação da criminalidade, indica estudo fevereiro 28, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in cotidiano, política.
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O mapa da violência no Brasil, segundo um estudo divulgado ontem e elaborado pela Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), mostra que não existe uma correlação estatística entre mais pobreza e mais violência, ou menos pobreza e menos violência. Está errado o diagnóstico de que, estatisticamente, os jovens que cometem atos violentos o fazem por falta de comida, por falta de vagas nas escolas ou por falta de condições básicas de existência. Causas sociais influenciam mas não são a determinação da violência como alguns querem fazer acreditar.Nas regiões mais pobres do Brasil (semi-árido nordestino, Vale do Jequitinhonha) há relativamente menos violência do que nas áreas metropolitanas, na fronteira agrícola do norte e do centro-oeste e na fronteira com o Paraguai e a Bolívia.

A Agência Brasil relata que o estudo ampliou as pesquisas sobre violência, até então realizadas nos grandes centros. As mortes violentas vêm ocorrendo com maior intensidade no interior, principalmente na região Centro-Oeste. Entre as dez cidades com maior taxa de mortalidade, quatro são do Mato Grosso – Colniza (1º), Juruena (2º), São José do Xingu (5º), Aripoanã (8º). Os demais são Coronel Sapucaia (MS), em 3º, Serra (ES), em 4º, Vila Boa (GO), em 6º, Tailândia (PA), em 7º, Ilha de Itamaracá (PE), em 9º, e Macaé (RJ), em 10º.

Comentário de Pedro Barros Lima no Blog do Alon sobre o infográfico da pesquisa

Bingo! Realmente, a omissão do governo federal na regularização das atividades econômicas do setor primário na macroregião do povoamento adensado da Amazônia – onde verificou-se grande fluxo migratório nos últimos 40 anos -, além do aumento do desmatamento, também provoca a marginalização da população.

Não apenas a questão da regularização fundiária, mas todas as demais atividades que dependem de recursos naturais sob controle da União, estão marginalizadas pela falta de regularização que compete ao governo federal: extração madeireira, garimpos, e atividade agropecuária sem licenciamento ambiental das propriedades rurais. Na conta da irresponsabilidade, além da violência, e desmatamento, também a institucionalização da corrupção.

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Comentários»

1. anônimo - fevereiro 28, 2007

Realmente, o mapa do crime não é o mapa da pobreza, é o mapa da desigualdade. Nota-se que a criminalidade é maior nas áreas onde a pobreza convive mais fortemente com a riqueza. Nota-se, também, que a taxa de homicídios é maior em regiões de fronteira agrícola, onde a posse da terra é disputada, ou seja, latifundiários e suas milícias contra os sem nada de sempre. Então, no fim, acho que crime, pobreza e desigualdade social extrema têm, sim, tudo a ver.

2. Gabriely - março 2, 2007

Concordo plenamente que é a desigualdade a força-motriz para a violência. Pobre só em casos muito extremos rouba de pobre …

3. Ezequiel Vieira - março 3, 2007

nao, nao, esses crimes nao tem como causa fundamental a desigualdade social: ou estão ligados ao tráfico de drogas e de armas ou à pistolagem; a violência impera onde o Estado nao manda em nd ou nao existe mesmo. Mas isso tb nao quer dizer q a constatação de q a violência caminha para o interior indique q a situação nos centros urbanos esteja muito melhor.

A caminhada do crime para o interior indica q o bandido aposta que não vai ser pego. Se pego, aposta que não cumprirá a pena até o fim. Se não ganhar na primeira, ganha na segunda. Pode ser morto antes Pode, claro. Quem nao pode? heheh

lembrando q o estudo mostra predominantemente os crimes violentos – de morte e afins- e nao roubo de bife no açougue

Diante desses dados q desafiam certas ‘crenças paralizantes’ tem ate quem proponha a redefinição do conceito de pobreza: “retirando o conceito da interpretação unicamente financeira – reducionista, improdutiva e suicida, ao meu ver. Minha intenção é trabalhar em termos de ‘pobreza civilizatória’. Acho que pensar assim pode nos servir de alguma coisa.”

A correlação entre pobreza e criminalidade tem q se encaixar em algum lugar, não é?

a ausência da presença do Estado gera violência. É isto que acontece em Rondônia, norte do Mato Grosso, e no sul do Pará

4. Regininha Moreira - abril 18, 2007

É triste ver a minha cidade, Macaé, ser considerada a 10ª mais violenta do País. Tudo em decorrência da péssima administração do ex-prefeito Sylvio Lopes, que por 3 vezes foi eleito comprando votos dos mais inconscientes. Tudo porque a população votou mal e escolheu este destino para Macaé, a pobre cidade rica. Mas precisamos reverter o rumo da nossa história. Macaé precisa do nosso socorro!!!!!!!!!!!

5. Aiala Colares - maio 2, 2008

É importante análisar os fatores que levam ao fenômeno da violência urbana ou do campo. Nesse sentido, a pobreza não leva à violência, mas a desigualdade social é aproveitada pelo grupos ligados ao crime que estabelecem estrategias de manipulação monstrando-se como uma opçao de inserção econômica, principalmente o tráfico de drogas, assim como a mídia cria uma sociedade do cionsumo que leva nosso jovens a cometerem atos ilegais. No caso da violência no campo está ligada também as desigualdades, só que relacionadas à questão fundiária e claro a pouca presença do Estado também contribui. Assim, adimite-se que estamos sobre o “cerco da violência”.

6. debora lima - outubro 8, 2008

a criminalidade despenca , apesar do aumento da pobreza. a principal explicaçaõ para isso é o aumento do policiamento preventivo.

7. Ufes organiza II Seminário sobre Violência e Segurança Pública | Blog Polimidia - dezembro 8, 2008

[…] Pobreza não é a determinação da criminalidade, indica estudo [28/02/07] […]

8. pedro - dezembro 16, 2009

Meu Deus

9. Dr. Eduardo Matheus - setembro 13, 2011

Minha gente desigualdade social se mede por onde e pelo DINHEIRO, então pessoas que estão menos DESIGUAIS também logo podese relacionar com a pobreza gerando a violência nas classes que chamamos de MENOS DESIGUAIS.

10. JUPIRA LUCAS ZUCCHETTI - abril 14, 2012

INCENTIVOS A CRIMINALIDADE

As vezes as pessoas reclamam que a criminalidade está alta, que a policia não faz nada, etc, etc, e etc.

Mas já pararam para perceber também que a própria população contribue para o aumento dessa criminalidade??!!

Alguns exemplos claros de se ver no dia a dia: se encosta o carro para ir a padaria e se deixa ele totalmente “arreganhado”, um convite bacana para que ele seja roubado. Fato esse que se observa de forma rotineira em cidades pequenas, como também em grandes centros urbanos.“Ahhh, mas tem seguro, não há preocupação”. Sim, pode até ter, mas muitas vezes um roubo também vem acompanhado de violência , ou até morte, que inúmeras vezes envolvem terceiros; um outro exemplo são aquelas pessoas que muitas vezes fazem faculdade de alguma coisa, e fazem questão de colocar um “simples adesivinho” no carro, daqueles do tipo: “faço medicina; direito, engenharia” e o nome de alguma universidade que cursa.Aquele “simples adesivinho”é um outro “convite” interessante para o bandido passar a investigar a vida daquela pessoa. E daí para um crime futuro é apenas questão de tempo. Justamente porque deu margem para isso.

Ou seja, a própria sociedade em si incentiva a criminalidade. “Ahhh, mas temos que viver encarcerados então??!! Não existe a liberdade de ir e vir??!!”. Até tem, apartir do momento que não se estrapole. Que não dê margens para incentivar a criminalidade, e depois culpar terceiros pela falta de segurança. Porque o governo tem que fazer a parte dele, mas a sociedade também tem. Não é apenas jogar a culpa nos outros usando os “famosos” argumentos de que paga impostos e portanto tem que ter segurança. Cada um tem que fazer o seu. É assim que funciona em qualquer sociedade de qualquer país que seja. Jamais deixar tudo a cargo do estado, é uma questão de educação no dia a dia, também.

Jupira Lucas Zucchetti
(Contabilista em Campinas-SP)


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