Santa Catarina também lidera no índice de filiações partidárias Março 2, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in política.trackback
Mais um levantamento divulgado nessa semana coloca Santa Catarina em destaque. Com o menor índice de homicídios por habitante (OEI), o estado catarinense também lidera no número de eleitores filiados a partidos políticos (veja no TSE).
Lá, 14.64% de eleitores são filiados a agremiações políticas. São 610 mil pessoas associadas a partidos num universo de 4.1 milhões de eleitores. Em segundo lugar, está o Rio Grande do Sul, com 13.9%. Os estados com a menor proporção de filiados são Alagoas (5.89%) e Amazonas (6.67%).
O curioso é que o PT foi o partido que mais cresceu numericamente pelo período analisado. Ele ganhou mais de 200 mil filiados entre a eleição de Lula em outubro de 2002, e sua reeleição, em outubro de 2006.
Por outro lado, o PT ainda está longe de ser o maior partido do Brasil. Com 1.047 milhão de integrantes, ocupa a quarta colocação, atrás de PMDB, PP e PSDB. O PT tem quase metade de filiados que possui o PMDB que conta com 2.037 milhões de filiados.
Esses dados também confirmam a tese de Fabiano Santos, cientista político/Iuperj, para quem o sistema partidário brasileiro caminha para uma estabilidade em torno dos seguintes partidos – PT, PSDB, PFL, e PMDB. Pelo levantamento do TSE, da lista dos quatro maiores partidos do Brasil, dois são aqueles que Fabiano relaciona como os mais estáveis politicamente e que, contrário ao senso comum, indicaria que a política brasileira caminha para uma lógica.
- A síntese da argumentação de Fabiano está nesta postagem. A íntegra foi publicada originalmente neste livro.
Etc – entrevista com Cristovam Buarque na Agência Senado: “não é através da economia que o país conseguirá dar a todos e a cada um igualdade de oportunidades”.
Para se ter uma idéia, hoje se gastam cerca de mil reais por ano por aluno na educação pública, o que é, aliás, muito pouco (basta comparar com o que um pai de classe média gasta nas escolas particulares). Em contrapartida, cada menino que está na Febem custa R$ 4,4 mil por mês, o que dá uma idéia exata da discrepância.
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