“Fabricando Polêmica”, feito por amigos de Michael Moore, coloca o cineasta em xeque (atualizado em 20/03) Março 18, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in cotidiano, do bastidor ao palco, eventos/debates, política.trackback

A imagem de Michael Moore nunca mais será a mesma depois do documentário canadense “Manufacturing Dissent – Uncovering Michael Moore (fabricando Polêmica – Desmascarando Michael Moore), de Debbie Melnyk e Ruck Caine. Pelo menos essa é a avaliação do diretor-fundador do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, Amir Labaki. “Não se trata de mais um pertardo da direita contra o diretor de ‘Fahrenheit 11 de Setembro’. More acaba de ser ferido por fogo amigo”. E ainda bem que é amigo e não deve está pretendendo ascensão midiática.
“Quando começamos este projeto, esperavámos fazer um documentário que celebrasse Michael Moore”, diz Melnyk citado por Labaki no caderno EU& do Valor Econômico deste final de semana. “Mas descobrimos certos fatos sobre os documentários dele que desconhecíamos. Acabamos desapontados e desiludidos”, confessam os documentaristas, que não sei se estão em começo de carreira, mas parece que só agora deram de cara com esse mundo cruel e comedor de criancinhas. O que seria então se a dupla fosse atrás da dica de uma professora de redação lá do 3º período – A psicanálise dos contos de fadas (Bruno Bettelheim)? Eles iriam ver que Chapeuzinho Vermelho é o retrato de uma sapequinha saliente. É uma leitura que ainda não tive coragem de terminar – hahhaha
Dentre os casos em que a montagem teria ido além daquela que toda produção pede está “Roger &Eu” (1989). Labaki escreve que Moore firmou seu nome entre os documentaristas americanos com seu retrato da insensibilidade corporativa da Genral Motors, simbolizada por seu então CEO Roger Smith, quanto ao fechamento de uma fábrica em Flint, Michigan. “Como satiriza o título, o eixo dramático do filme é a impossibilidade de Moore confrontar-se pessoalmente com o executivo.”
“Fabricando Polêmica” comeceria por aí com sua, sempre amiga, diga-se, desconstrução de consensos. A verdade vale por si mesma, não tem preço e muito menos ressentimentos quando não se tem o espaço aspirado. Então, segundo um colaborador de Moore da época, o cineasta teria registrado não uma, mas duas entrevistas com Roger Smith, que se revelou sempre atencioso e colaborativo. Como os depoimentos não teriam servido ao roteiro de Moore e ao personagem que iria montar, as conversas foram insensivelmente descartadas da edição final.
Cooperação: postagem enviada para votação no Digg e no Linkk. Para saber como funciona, acesse aqui.
- Etc
Li no Comunique-se a notícia de que Mídia bombardeia projeto de TV estatal. O texto afirma que o ataque ao projeto do Governo uniu as tendências ideológicas de maneira muito singular. Pra dar espaço ao contraditório, eis outro ótimo texto do Alon sobre o assunto – Liberalismo com reserva de mercado e de dinheiro público.
Imagem: Icicom
Eu to mto curiosa pra ver esse documentario….nunca tive uma imagem de heroi do michael moore na cabeça, mas tbm o considero mto. Agora eh assistir neh.
Ah, gostei mto desse blog.parabens !
“É tudo verdade”? Muitas vezes, uma mentira pode conter muitas verdades. E muitos documentários partem desta premissa….
Abraços
Acho bastante coerente a colocação do André Dib. Misturar-se meias-verdades, inexatidões e mentiras discretas em meio a afirmações notóriamente verdadeiras ou óbvias tem sido um método muito usado por documentaristas e governos para engambelar sua audiência/povo. Aliás, o método é bem antigo, pelo que sei…
Bom, pelo que sei, e na verdade sempre soube, as coisas sempre foram assim desde os primórdios da humanidade “desumana”, a teoria é bem simples : Ganhe o que tiver que ganhar, mas pelo amor de deus ganhe !
Acho extremamente horrível e indecente tal teoria de que nós seres pseudo racionais devemos fazer de tudo pelo sucesso ou para amenizar o fracasso dado como certo.
As mentiras sim podem virar meias verdades e vice-versa, mas sinceramente ficção e realidade não se misturam de forma homogênea na vida real. As mentiras costumam ter pernas curtas, e também de passagem acabam alongando as orelhas daqueles que as praticam desmoralizando-os.
Reflexão do que vale mais : um meio mau mentiroso, um mentiroso mau assumido, ou um contador de histórias bonzinho com ar de cinismo, mas espere e o contador de histórias autêntico ? Após o invento da ficção fica difícil resposnder a esta pergunta.
[...] a pena ler a postagem do Ezequiel sobre um documentário que está sendo lançado. Esse documentário relativiza as críticas feitas [...]
Nina, valeu pela visita e pela citação lá pelo seu fotolog;
Para o André e o Daniel – é verdade, nem tinha pensado nisso. Logo q li a materia no Valor, a afobação em comentar foi tanta q nem pensei, q, parafraseando bem porcamente Maquiavel, meias verdades fazem parte de toda uma boa historia – o comentario era para traçar a constituição de um bom politico, sem hipocrisias;
mas q é bem ridicula a ideia de uma homenagem q virou uma decepção, ah!, isso é
Rodrigo, te responderia melhor se tivesse entendido seu comentario
Mais um golpe fajuto de marketing pro filme se tornar um sucesso.
[...] a pena ler a postagem do Ezequiel sobre um documentário que está sendo lançado. Esse documentário relativiza as críticas feitas [...]