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Exibição de filmes debate “Espaços urbanos, redes e territórios” Maio 31, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in ufes.
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O Núcleo de Pesquisa Espaços urbanos, redes e territórios da Ufes divulgou a lista de filmes que vai delinear as discussões do grupo até o final do ano. As exibições vão acontecer mensalmente sempre às 18h30 no auditório do IC II  – campus de Goiabeiras.

18/06  – Cidade de Deus (Fernando Meirelles)

13/07 - O Expresso da meia-noite (Alan Parker)

21/08 – Carandiru (Hector Babenco)

19/09 – Dogville (Lars Von Trier)

10/10 – O Invasor (Beto Brant)

23/11 – Abril despedaçado (Walter Sales)

07/12 – Quanto vale ou é por quilo? (Sérgio Bianchi)

Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet Maio 25, 2007

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[Seminário A Constituição do Comum - blog] - O seminário a Constituição do Comum termina hoje no ES e, nessa ordem, segue para o Rio de Janeiro, Bahia e Pará - saiba mais no site do evento. As palestras programadas para o Rio, entre 28 de maio e 01 de junho, poderão ser acompanhadas ao vivo pelo site do Telejornal Online da Escola de comunicação da UFRJ – os seminários vão está arquivados para livre acesso nesse mesmo endereço.

- A pauta da manhã de hoje foi “Programas Públicos de acesso à internet pública: estratégias e parcerias”. Não pude acompanhar as apresentações, mas a temática deve ter passado por aqui

11/04/07 – Vitória organiza projeto de acesso livre à internet

09/05/07 – Autonomia na produção de comunicação e cultura é tema de seminário

21/05/07 - A fuga das fábricas, o encontro nas redes

07/04/07 – Linux para além de um software livre

- O tema da tarde foi “Nós a mídia: jornalismo cidadão e o futuro do jornalismo profissional”. Um post do blog bem relacionado ao tema é “A opinião distribuída no mercado do diálogo”.

- Ainda tenho muita coisa para postar por aqui e quisera eu que a digestão das discussões fosse mais fácil. Em algumas temáticas me senti contemplado e bem a vontade para escrever. Em outros temas, como ativos imateriais na cidade -  um dos assuntos do seminário da quinta-feira – ainda vou organizar o texto melhor para não ficar uma tradução simultânea mal feita – me surpreendi com meu interesse pelo tema.

“A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique Maio 25, 2007

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[Seminário A Constituição do Comum - blog] - Ainda na manhã de quarta

O editor da Lemonde Diplomatique no Brasil, Antonio Martins, constata que houve uma mudança muita grande na forma de se alcançar o direito de se produzir informação. “Muito diferente de como se deveria agir há 20 anos atrás, por exemplo”. Martins usou dessa constatação para dizer que é necessário pensar então em novas formas de emancipação sóciocomunicativa.

Projetos que realcem a ação autonôma implica responsabilidades maiores. Autonomia para enxergar novas formas de luta.

Essa conquista do direito à comunicação não passa mais – como nunca viria a se passar, mas o contexto político hoje grita isso – por uma centralização dos meios de se produzir comunicação, – um verdadeiro crtl c crttl v do modelo tradicional a que tanto a chamada esquerda viria a contestar – ou seja, muito pensamento a partir do que já está proposto e nada de autonomia de pensamento político. “Querer enfrentar os veículos de comunicação era quase sempre uma batalha perdida”, reconhece catarticamente.

Martins vai argumentar que a internet traz uma realidade alternativa e não dialética – o que também não significaria afirmar que ela represente uma panacéia. “As pessoas deixam a TV e passam então a valorizar as múltiplas possibilidades da internet.”

Impossível não citar aqui Derrick de Kerckhove quando diz (mais…)

“A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol Maio 25, 2007

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[Seminário A Constituição do Comum - blog] – De volta ao debate de quarta pela manhã, Raul Sanchez destacou aquilo que, pelo que venho escrevendo das discussões que se tem em aula, já não é bem uma novidade. Sim, o potencial técnico da internet traz uma grande virtualidade democrática.  ”Ela pode ser uma forma de democracia expressiva e não representativa” – muito diferente do que Muniz Sodré teoriza sobre a televisão O Monopólio da Fala.

É necessário dar às pessoas meios de produção para que elas divulguem também a “configuração da verdade”

Mas Sanchez  faz a ressalva de que essa virtualidade de produção democrática só se materializa com a universalização do acesso às novas tecnologias – o que também dialoga com a fala de Giuseppe Cocco na 2ª feira. 

Acredito que Sanchez lembrou em muito meus tópicos de seminário sobre Lorenzo Vilches  – também espanhol – quando ele fazia provocações do tipo “Quem constrói a rede? Aonde ela chega?”; “Internet – utopia de que qualquer comunica”.

  • Da esquerda para direita – Ruh Reis, sec. de comunicação de Vitória; Antonio Martins, editor da Le Monde Diplomatique; André Passos, presidente da Câmara de Vereadores de Vitória; Raul Sanchez, professor na Universidade Nomada e Pablo Ortellado, do Centro de Mídia Independente.

Leia também – A segregação socioespacial no mapa mundial de acessos a internet (02/05)

Acesse o perfil de Raul Sanchez: (mais…)

“Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul Maio 25, 2007

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[Seminário A Constituição do Comum - blog]

Cheguei atrasado nas palestras de ontem pela manhã por que acreditava que o tema tinha um “quê” de chatisse – Criação de ativos imateriais e desenvolvimento das cidades. Então vem a Juliana, com seu jeito bem empolgado, e fala que perdi uma das melhores apresentações.

De fato. Esse relato me convenceu. Eis a reportagem que ela fez em parceria com Thaís Paoliello. Também tem essa entrevista feita por Juliana Tinoco e Eduardo Valente

A globalização, a identidade, a marca e o papel da comunicação na nova relação de trabalho e consumo, característicos do capitalismo cognitivo, foram alguns dos temas discutidos nas entrevistas com Yann Moulier e o Antoine Rebiscoul.

No cenário de produção colaborativa, socializada e difusa no capitalismo imaterial, as novas relações de trabalho e a importância da atuação dos setores de comunicação passam a ser reavaliadas e questionadas .

Neste contexto, Yann repensa o papel da esquerda na mobilização social

“As proposições de esquerda foram marginalizadas, após a mudança do capitalismo industrial. Os programas de socialismo são fracos. Hoje, ninguém vai dizer que a solução é nacionalizar a indústria. A esquerda tem que aprender a ter uma proposta a altura do desafio. Além de ter a preocupação em se adaptar a esta relação capitalista atual”.

 

Outro ponto de debate foi a ruptura de paradigmas impostos pelo capitalismo industrial em que somente os países desenvolvidos teriam por direito o acesso aos artigos de luxo. Yann destaca um exemplo interessante acerca do consumo de celulares. “Após a globalização, os aparelhos que circulam na Europa são os mesmos que chegam nas lojas do Brasil e países sub-desenvolvidos. Antes, estes países estavam fadados a ter celulares com poucos recursos”.

Identidade

Quando o assunto é o conceito de identidade, Yann Moulier aponta o possível mascaramento das pessoas por meio do nacionalismo, ou seja, uma tentativa de preservar a cultura local e combater ao internacionalismo cultural, o que vai de encontro ao intercâmbio proposto pela globalização.

“Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças. Por exemplo, o Ipod é apenas um dispositivo vazio. Quem define o que ele será é o usúario quando insere suas músicas (discoteca) e o personaliza”, disse Antoine Rebiscoul.

O papel da Comunicação

Antes, o processo de produção era a fabricação de produtos e, depois que estes estivessem prontos, se pensava a estratégia de atuação no mercado. No entanto, Antoine ressalta que atualmente as empresas criam conceitos e os incorporam na forma de produtos. Assim, o departamento de comunicação das companhias, anteriormente secundário, passa a concentrar uma maior responsabilidade. Logo, a grade curricular de comunicação tem que reavaliar a sua forma de ensino. Rebiscoul destaca também a importância de se pensar numa graduação mais integrada, antenada ao contexto de economia, administração e finanças.

“A televisão é controle de subjetividade”, diz filósofo Maio 24, 2007

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[Seminário A Constituição do Comum - blog]Vamos de entrevista. Não peguei as anotações de Juliana sobre a fala em francês de Lazzarato, mas ela fez uma entrevista com ele para o blog O Comum.

Eis o resultado (mais…)

Internet: “O gato saiu do saco” Maio 24, 2007

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[Seminário A Constituição do Comum - blog] – Duvido que alguém tenha saído da Estação do Porto na tarde de ontem sem pelo menos ter esboçado um sorriso. Bem ao seu estilo Show-Men, Henrique Antoun fez parte da mesa “Internet:  Novas Formas de Opinião Pública e de Consumo“. Também participaram da mesa Gustavo Fortes e Edney Souza – têm muitas novidades ainda e pouco a pouco faço meus relatos das paletras de que participei.

Henrique baseou sua fala no tópico que postou em sua comunidade do orkut Ciberidea Guerra do Código incendeia a web – leia mais abaixo.

Ele entende que esse caso seja bem ilustrativo do que representa a internet. Espaço a que, por mais que se tente, é difícil que alguma ação ou caracterização, consiga domesticar, “tornar a fera mais mansa”.

“A internet dá vazão a sua expressividade. Não é lógica de massa e nem de nichos [domestificação].” É então imanência cooperativa. A subjetividade, “a verdade que te inclui”, vem a ser o grande valor.

Blogs. Credibilidade. Fim do jornalismo

Tão à queima roupa quanto a pergunta, Antoun diz que os blogs não vão fazer com que os veículos tradicionais desapareçam. Isso porque, lembra, a lógica que os mantém são bem diferentes.

“O veículo veicula o preconceito de sua audiência. Você só arregimenta as massas  a partir de grandes preconceitos. Ela [massa] é mantida dócil pelos proprietários de comunicação fazendo com que desconfie de sua capacidade de ação.” Mauro lembraria também que o cinema sempre representa a chamada massa, como não sendo capaz de se autogerenciar. Sempre quando isso vem a acontecer nos filmes, frisa o professor de Opinião Pública, Mídia e Democracia, o caos se estabelece.

A lógica dos blogs se destoaria no sentido de que eles não representam “uma comunicação para os outros. É antes uma perspectiva a partir do mundo de quem produz. “O que leva ao necessário reconhecimento no enunciado do sujeito produtor de seus discursos. Muito diferente dos efeitos de objetividade e realidade buscados pelo jornalismo tradicional.

“Além de produzir o efeito de verdade objetiva, o jornal, com a aparência de afastamento, evita arcar com a responsabilidade do que é dito, já que transmite sempre a opinião dos outros, o saber das fontes” – Dalva Ramaldes em sua dissertação de mestrado

A guerra do código incendeia a web: (mais…)

Artigos sobre redes sociais Maio 22, 2007

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- E o seminário na Estação Porto continua, mas hoje eu não vou. Tenho que estudar uns três textos para analisar uma mídia social qualquer – é para a matéria sobre web 2.0 de que falei por aqui. É tanta opção que nem sei qual mídia escolher e que tipo de análise fazer. Até agora a principal inspiração tem sido os textos da Raquel Recuero.

- E eis que surge mais um caso de corrupção denunciado a partir de uma ação de nome cuidadosamente pinçado Operação Navalha. Acredito que meu in progress já purgou esse tema do blog. Mas não sem antes deixar um bom material de consulta…

24/02/07 – Negri e Cocco: O moralismo impotente e a cantilena sobre a verdade do poder

28/01/07 – “A política substituiu o mito e a religião na modernidade”  

08/01/07 – Corrupção deve ser controlada pela melhoria das instituições

02/01/07 – Minhas previsões para 2007

Sem contar o meu projeto de iniciação científica feito em 2005 –  A crise política no governo Lula pelos jornais capixabas (download).

“A fuga das fábricas, o encontro nas redes” Maio 21, 2007

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[Seminário A Constituição do Comum - blog] - Ele não estava por lá. Mas foi e será uma influência determinante do seminário que começou hoje pela manhã na Estação Porto. A começar pelo nome do evento – A constituição do comum. Foi dessa forma que Antonio Negri intitulou sua apresentação no ”II Seminário Internacional Capitalismo Cognitivo – Economia do Conhecimento e a Constituição do Comum” que aconteceu em outubro de 2005. A fala de Negri acabou por delinear a temática das discussões ao longo desse evento. Acesse mais na postagem A liberdade que constitui.

A apresentação da manhã de hoje contou com a presença de Giuseppe Cocco e Maurizio Lazzarato. Cocco e Negri comungam assinaturas em vários artigos. O livro Glob(AL) [Biopoder e luta em uma América Latina Globalizada] também é o resultado dessa, digamos assim, camaradagem. Quanto a Lazzarato, não sei se ele assinou artigos com Negri, mas posso afirmar categoricamente… que o livro Trabalho Imaterial é de autoria deles. Acesse no blog O Comum o perfil de todos os palestrantes.

 

  • Da direita para esquerda: Lazzarato, Cocco, e Ruth Reis  – secretária de comunicação de Vitória

O meu relato vai se restringir à fala de Giuseppe. Ele é um italiano que fala português o quanto sonho um dia falar em inglês. Lazzarato falou em francês e não consegui encontrar a freqüência em que tradução simultânea era feita. Depois pego as anotações da Juliana pra saber o que ele falou. Deve ser sido qualquer coisa muito interessante mas que para mim tinha quase sempre a mesma pronúncia.

Mais que de produção, é preciso falar de co-produção de serviços(mais…)

Influências paramilitares no governo da Colômbia Maio 18, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in mundo afora, política.
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A postagem foi publicada por aqui em maio do ano passado. Mas, pelo texto que leio hoje no Ciberamérica (Colombia | El Estado y la parapolítica. Una crisis que se agudiza), o assunto continua mais do que atual.

Pois é. A afirmação de que Alvaro Uribe governa a Colômbia com o apoio do narcotráfico tem lá seu fundo de verdade. Além das Farc também existe no país os chamados paramilitares, grupos que disputam o controle do comércio de drogas na Colômbia e que surgiram na mesma época, como lembra o jornalista Gianni Carta- em um cruzamento de informações se chega à conclusão de que Uribe tem origem em um grupo de paramilitares da região de Medellin. (mais…)