A segregação socioespacial no mapa mundial de acessos a internet Maio 2, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in internet, mundo afora, política.trackback
A perspectiva de análise não me agrada e o que ele diz também não é exatamente uma novidade. Tanto que o que mais me chamou atenção no autor foi o estilo nada aveludado de escrita e de visão de mundo do que propriamente as análises que ele fez.
Logo lembrei de Milton Santos quando encontrei esse mapa.
A ilustração informa muito bem como se dá a distribuição dos acessos à internet mundo afora. Milton Santos argumenta que a globalização, potencializada pelas novas tecnologias, se contrói em torno de três fábulas que logo associo à internet – desterritorialização, compressão do espaço-tempo e adeia global.
Santos diz que tudo isso funciona muito bem sim, mas só para aqueles que já são incluídos, os pontinhos vermelhos do mapa, e não como forma de inclusão e exercício de cidadania – que para ele, nunca antes, e muito menos agora, se viu o exercício de tal conceito sendo praticado no Brasil.
A argumentação completa pode ser encontrada no livro Por uma outra globalização. Eis um trecho da resenha feita pela revista Partes
Para SANTOS, “a humanidade desterritorializada é apenas um mito” e que este não é um imperativo da globalização. Diferente das antigas brigas por territórios, os novos “desbravadores” usam ternos, não usam fardas — exceto em situações de conflitos tipo Afeganistão ou Líbano — e pregam do evangelho do livre-mercado.
O que de fato a globalização vem realizando é a violação das culturas locais e de suas diversidades, difundindo um saber único, na escola, na leitura, no entreterimento e nos mais variados costumes (alimentação, moda etc). É neste aspecto que a globalização tem sido mais perversa e violadora. “o território é hoje um território nacional da economia internacional” (SANTOS p.74)
“A globalização revaloriza os lugares e os lugares – de acordo com o que podem oferecer às empresas – pontencializa a globalização na forma em que está aí, privilegiando a competitividade. Entre o território tal como ele é e a globalização tal como ela é cria-se uma relação de causalidade em benefício dos setores mais poderosos, dando ao espaço geográfico um papel inédito na dinâmica social” Não existe, portanto, o espaço global, senão apenas como espaço de globalização. O que existe é a fragmentação do território.
Leia também
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Atina Chile – Tesis sobre la Distribución de la Información en el Territorio
Imagem: Atina Chile

Esses dados são bons para jogar um pequeno balde de água fria nos entusiastas dos novos meios tecnológicos como se por si só eles fossem transformar a sociedade.
Como diria um certo professor “a tecnologia não é nem boa, nem má, ela simplesmente é. O que fazemos com ela é que faz a diferença”.
Pois é Leticia, me segurei pra nao citar esse certo professor. “o mundo nao é obra de Deus nem do diabo mas resultado de nossas ações”
É impossivel negar o mapa e as analises de Milton Santos, mas ainda prefiro, sempre com o “risco” de ser chamando de negriano, a perspectiva propositiva e nao de constatação que seja similar a de Negri
entre outras razões, foi por isso q meu primeiro link do leia tb foi “Vitória organiza projeto de acesso livre a internet”
[...] Leia também – A segregação socioespacial no mapa mundial de acessos a internet (02/05) [...]
[...] Por uma outra Globalização - Milton Santos [...]
Sou estudante de Geografia e gostei mt do assunto aqui tratado. A tecnologia esta aí, mas não está acessível a todos. Segundo o próprio Milton Santos, o termo globalização remete a uma idéia de homogeinização, mas na verdade o que ela faz é acentuar as diferenças princiapalmente através da desterritorialização do espaço.
[...] muito diferente do que indica um outro mapa publicado por aqui no blog em maio. A novidade fica por conta da forma como esses dados de acesso foram [...]
[...] muito diferente do que indica um outro mapa publicado por aqui no blog em maio. A novidade fica por conta da forma como esses dados de acesso foram [...]
Nesse mundo globalizado em que a tecnologia exerce o papel de virtualmente romper com as fronteiras geo-politicas e navegar sem limites é importante enteder que por traz de tudo isso existe a hegemonia do capital que desfragmenta as culturas locais. Então e importante como ferramenta para a educação ter o senso crítico e provocar essa discusão em sala de aula. Marcos Moreno – Geografia
po seilá!!!