Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet Maio 25, 2007
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] - O seminário a Constituição do Comum termina hoje no ES e, nessa ordem, segue para o Rio de Janeiro, Bahia e Pará - saiba mais no site do evento. As palestras programadas para o Rio, entre 28 de maio e 01 de junho, poderão ser acompanhadas ao vivo pelo site do Telejornal Online da Escola de comunicação da UFRJ – os seminários vão está arquivados para livre acesso nesse mesmo endereço.
- A pauta da manhã de hoje foi “Programas Públicos de acesso à internet pública: estratégias e parcerias”. Não pude acompanhar as apresentações, mas a temática deve ter passado por aqui
11/04/07 – Vitória organiza projeto de acesso livre à internet
09/05/07 – Autonomia na produção de comunicação e cultura é tema de seminário
21/05/07 - A fuga das fábricas, o encontro nas redes
07/04/07 – Linux para além de um software livre
- O tema da tarde foi “Nós a mídia: jornalismo cidadão e o futuro do jornalismo profissional”. Um post do blog bem relacionado ao tema é “A opinião distribuída no mercado do diálogo”.
- Ainda tenho muita coisa para postar por aqui e quisera eu que a digestão das discussões fosse mais fácil. Em algumas temáticas me senti contemplado e bem a vontade para escrever. Em outros temas, como ativos imateriais na cidade - um dos assuntos do seminário da quinta-feira – ainda vou organizar o texto melhor para não ficar uma tradução simultânea mal feita – me surpreendi com meu interesse pelo tema.
- Acesse a todos os posts sobre o seminário publicados por aqui.
“A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique Maio 25, 2007
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] - Ainda na manhã de quarta
O editor da Lemonde Diplomatique no Brasil, Antonio Martins, constata que houve uma mudança muita grande na forma de se alcançar o direito de se produzir informação. “Muito diferente de como se deveria agir há 20 anos atrás, por exemplo”. Martins usou dessa constatação para dizer que é necessário pensar então em novas formas de emancipação sóciocomunicativa.
Projetos que realcem a ação autonôma implica responsabilidades maiores. Autonomia para enxergar novas formas de luta.
Essa conquista do direito à comunicação não passa mais – como nunca viria a se passar, mas o contexto político hoje grita isso – por uma centralização dos meios de se produzir comunicação, – um verdadeiro crtl c crttl v do modelo tradicional a que tanto a chamada esquerda viria a contestar – ou seja, muito pensamento a partir do que já está proposto e nada de autonomia de pensamento político. “Querer enfrentar os veículos de comunicação era quase sempre uma batalha perdida”, reconhece catarticamente.
Martins vai argumentar que a internet traz uma realidade alternativa e não dialética – o que também não significaria afirmar que ela represente uma panacéia. “As pessoas deixam a TV e passam então a valorizar as múltiplas possibilidades da internet.”
Impossível não citar aqui Derrick de Kerckhove quando diz (mais…)
“A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol Maio 25, 2007
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] – De volta ao debate de quarta pela manhã, Raul Sanchez destacou aquilo que, pelo que venho escrevendo das discussões que se tem em aula, já não é bem uma novidade. Sim, o potencial técnico da internet traz uma grande virtualidade democrática. ”Ela pode ser uma forma de democracia expressiva e não representativa” – muito diferente do que Muniz Sodré teoriza sobre a televisão O Monopólio da Fala.
É necessário dar às pessoas meios de produção para que elas divulguem também a “configuração da verdade”
Mas Sanchez faz a ressalva de que essa virtualidade de produção democrática só se materializa com a universalização do acesso às novas tecnologias – o que também dialoga com a fala de Giuseppe Cocco na 2ª feira.
Acredito que Sanchez lembrou em muito meus tópicos de seminário sobre Lorenzo Vilches – também espanhol – quando ele fazia provocações do tipo “Quem constrói a rede? Aonde ela chega?”; “Internet – utopia de que qualquer comunica”.

- Da esquerda para direita – Ruh Reis, sec. de comunicação de Vitória; Antonio Martins, editor da Le Monde Diplomatique; André Passos, presidente da Câmara de Vereadores de Vitória; Raul Sanchez, professor na Universidade Nomada e Pablo Ortellado, do Centro de Mídia Independente.
Leia também – A segregação socioespacial no mapa mundial de acessos a internet (02/05)
Acesse o perfil de Raul Sanchez: (mais…)
“Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul Maio 25, 2007
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[Seminário A Constituição do Comum - blog]
- por Juliana Farias e Thaís Paoliello para o blog O Comum
Cheguei atrasado nas palestras de ontem pela manhã por que acreditava que o tema tinha um “quê” de chatisse – Criação de ativos imateriais e desenvolvimento das cidades. Então vem a Juliana, com seu jeito bem empolgado, e fala que perdi uma das melhores apresentações.
De fato. Esse relato me convenceu. Eis a reportagem que ela fez em parceria com Thaís Paoliello. Também tem essa entrevista feita por Juliana Tinoco e Eduardo Valente
A globalização, a identidade, a marca e o papel da comunicação na nova relação de trabalho e consumo, característicos do capitalismo cognitivo, foram alguns dos temas discutidos nas entrevistas com Yann Moulier e o Antoine Rebiscoul.
No cenário de produção colaborativa, socializada e difusa no capitalismo imaterial, as novas relações de trabalho e a importância da atuação dos setores de comunicação passam a ser reavaliadas e questionadas .
Neste contexto, Yann repensa o papel da esquerda na mobilização social
“As proposições de esquerda foram marginalizadas, após a mudança do capitalismo industrial. Os programas de socialismo são fracos. Hoje, ninguém vai dizer que a solução é nacionalizar a indústria. A esquerda tem que aprender a ter uma proposta a altura do desafio. Além de ter a preocupação em se adaptar a esta relação capitalista atual”.

Outro ponto de debate foi a ruptura de paradigmas impostos pelo capitalismo industrial em que somente os países desenvolvidos teriam por direito o acesso aos artigos de luxo. Yann destaca um exemplo interessante acerca do consumo de celulares. “Após a globalização, os aparelhos que circulam na Europa são os mesmos que chegam nas lojas do Brasil e países sub-desenvolvidos. Antes, estes países estavam fadados a ter celulares com poucos recursos”.
Identidade
Quando o assunto é o conceito de identidade, Yann Moulier aponta o possível mascaramento das pessoas por meio do nacionalismo, ou seja, uma tentativa de preservar a cultura local e combater ao internacionalismo cultural, o que vai de encontro ao intercâmbio proposto pela globalização.
“Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças. Por exemplo, o Ipod é apenas um dispositivo vazio. Quem define o que ele será é o usúario quando insere suas músicas (discoteca) e o personaliza”, disse Antoine Rebiscoul.
O papel da Comunicação

Antes, o processo de produção era a fabricação de produtos e, depois que estes estivessem prontos, se pensava a estratégia de atuação no mercado. No entanto, Antoine ressalta que atualmente as empresas criam conceitos e os incorporam na forma de produtos. Assim, o departamento de comunicação das companhias, anteriormente secundário, passa a concentrar uma maior responsabilidade. Logo, a grade curricular de comunicação tem que reavaliar a sua forma de ensino. Rebiscoul destaca também a importância de se pensar numa graduação mais integrada, antenada ao contexto de economia, administração e finanças.
- Acesse a todos os posts sobre o seminário publicados por aqui.