A produção do imaterial na cidade Junho 12, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, cibercultura, comunicação, economia, inclusão digital, política, política/ES, redes.trackback
[Seminário A Constituição do Comum - blog] Com essa postagem chega ao fim as anotações que fiz durante o seminário. As postagens publicadas sobre o evento foram
21/05 – “A fuga das fábricas, o encontro nas redes”
24/05 – Internet: “O gato saiu do saco”
24/05 – “A televisão é controle da subjetividade”, diz filosófo
24/05 – “Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul
24/05 – “A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol
25/05 – “A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique
25/05 – Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet
As anotações que publico agora são das apresentações feitas na quinta-feira. O tema foi “Dinâmicas metropolitanas e políticas de desenvolvimento”
Célio Turino
O que é o comum nesse tempo de profunda intolerância? É a possibilidade de construir plataformas de entrecruzamento. Pontos de encontro. Plataforma comum de convivência. Nós, enquanto brasileiros, precisamos admitir que falhamos em construir uma escola pública de qualidade – “pontos de encontros”.
É necessário desenvolver soluções que caminhem para a construção do comum. Esapço da almagáma. Entrecruzamento de mapas, culturas e de vozes. O governo vem construindo o programa “cultura viva”. O que poderia ser uma redundância. Mas não é. A cultura se burocratiza – até chegou a achar normal a escravidão.
Buscar construir um espaço onde a cultura tenha um cárater emancipador e não sacralizante. A cultura serve como distinção. É critério pra estabelecer quem está mais legitimado do que o outro. Necessidade de quebrar hierarquias. Romper com o “aprisionamento do conhecimento”. A cultura digital não é apenas técnica. É construção de cultura.
Ampliar o acesso aos meios organizados de cultura. Fazer pontos de cultura. Pontos de cultura que nunca recebem apoio do Estado, mas que agora isso vem acontecendo. Existem 400 pontos de cultura no Brasil
Tierry
Cultura da cidade na perspectiva da mutação da cultura. Cidade e território produtivo e essencialmte integrado ao processo de globalização. Importância das cidades portuárias e não dos portos em si – porque algumas cidades são apenas portos. A cultura da cidade desempenha um papel fundamental.
- O que faz uma cidade portuária ser importante nesse sentido?
Portos como o de Vitória é uma raridade. Como as cidades vão aproveitar esse ganho? Como uma cultura da cidade vai criar uma produtividade?
1ª fase: Não existe um método comum a todas as cidades para se ligar à globalização. Cada cidade vai ter que encontrar seu próprio método em função de sua própria história. Como captar essas externalidades? Não existe método para isso.
A organização da sociedade não tem nada a ver com o modo industrial. Não temos a mesma hierarquia virtual. As cooperações que surgem não são morganizados e tem muito a ver com o aleatório. Organizar capacidades de cooperação em diversos projetos.
2ª fase de produção. Instituições funcionais para que cooperem umas com as outras. O porto de Vitória começo a comunicar com a cidade. Esse é o primeiro passo para que a cidade se torne uma estrutura produtiva em si. Todos esses atores se tornam atores de inovação.
A primeira mudança é o problema política cultural é o sentimento de pertencer a sua cidade. A questão é compreender que na era industrial era o Estado quem defendia o interesse nacional. Mas hoje a metrópole representa um comum. Isso significa que os atores possum relações totalmente diferentes que possuem relações totalmente diferentes.
Existe uma luta violenta de quem defende o seu interesse em particular mas que ao mesmo tempo precisa agir em torno daquilo que é comum. E isso não se trata de um consenso.
O importante é que nessa metropóle o seu ponto de vista vai ser valorizado. Para ser produtiva a democracia requer muito tempo de disputas e discussões. Não há globalização dos métodos de governar. A cidade portuária de Barcelona vende o seu “produto de beira-mar”. As pessoas imaginam que podem comprar esse modelo. Mas essas cidades não se tornam novas Barcelonas. Vende-se o modelo mas não o seu processo e dinâmica democráticos.
Barcelona investe mas também captura fluxos de produção. Isso é cultura metropolitana: entender que existem interesses diversos em circulação e disputa. O projeto de cidade só se faz pela constituição de um comum. O projeto é para agora.
Michèle Collin
Continuar na temática de desterritorialização da produção social. A produção não é mais centrada na fábrica, mas está difusa na cidade como um todo. Cidade – espaço de produção.
Todas as especificidades da cidade vão ser postas em produção. Há vários projetos urbanos tentando reposicionar a cidade na lógica da globalização. Ressignificar a cidade sob o ponto de vista produtivo. Interessa a passagem da cidade industrial para a pós-fordista.
Essas passagens não acontecem com facilidade. Nessa idéia de projeto exitem novos paradigmas para atores sociais na constituição da economia. Novos tipos de especialização. Introduzir essa idéia de governança local da cidade.
Existe uma grande dificuldade em integrar esses novos paradigmas sob o ponto de vista de uma ação propriamente dita. Partindo para a inclusão do urbano na produtividade. Existe uma autonomização da força urbana
Cooperação – isso é muito difícil. O que se entende por cooperação é diferente da lógica da constituição do comum discutida nesse seminário – o que seria ruim. Entendemos cooperação como a atitude de aproveitar as dissenções para fazer um comum.
Importância da especialização – no plano urbano temos especialistas extremamente técnicos sem levar em conta a dinâmica dos outros atores locais. Necessidade de confrontar isso.
Gerir do conceito de usuários e criar projetos que valorizem a produtividade da territorialidade. Ver as práticas dos moradores antes de uma arquitetura para não cair na igualdade técnica.
Como criar espaços para que essas subjetividades façam o comum? Esse investimento do espaço público como alogo de socilização é algo central a ser discutido.
Como organizar o espaço público mas que ao mesmo tempo seja um espaço comum, sem que seja uma “colônia de férias?
Ezequiel,
Parabéns pelos seus posts.
Muito bons.
Malini
[...] a quarta e última edição do seminário. Das discussões que aconteceram aqui em Vitória foram oito relatos publicados. Acho que aquele que chegou mais perto do que foi discutido por aqui foi o post, abaixo, “A [...]
[...] a todos os posts sobre o seminário publicados por [...]