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Estatal ou privado, o capital não contempla a sociedade, argumenta Buarque Agosto 8, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in Estado, cvrd, privatização.
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Em meu processo de varredura sobre a Vale do Rio Doce, encontrei vídeos sobre a empresa. No Youtube se tem uma discussão feita em junho no Senado, quando a Vale completou 65 anos de criação, sobre privatização e estatização.

A iniciativa do pronunciamento (transcrição) foi do senador José Nery (Psol/BA) para falar sobre o plebiscito de reestatização a se realizar em setembro. Heráclito Fortes (DEM/PI) e Cristovam Buarque (PDT/DF) foram alguns dos que fizeram apartes.

Ambos os pedidos de palavra foram para relativizar a figuração problemática que Nery construiu sobre privatizações em geral e, no caso do discurso em questão, a da Vale. Nery argumenta que os lugares onde a ex-estatal fica no Pará “são regiões marcadas pela exclusão, pela miséria de forma cada vez crescente.” Ele completa dizendo que o crescimento da Vale não traz nenhum benefício para a maioria da população.

Fortes cita o caso do leilão da telefonia para dizer que “hoje se compra telefone na esquina” em oposição ao bom tempo em que antes se aguardava para se ter um aparelho funcionando em casa. Meu irmão, por exemplo, ficou três anos esperando. Outro dia consegui que em menos de 48h, pelo telefone mesmo, que fosse instalado um aparelho na casa de minha mãe. Sobre celulares, até minha avó que mora no interior de Fundão/ES (!) se encheu de razão e decidiu comprar um – ela dispensou o telefone convencional.

O aparte de Buarque buscou matizar e não colocar a questão em termos absolutos. Ele afirma que é importante “sair do caso específico do Pará, e da empresa que o Sr. está tratando para o caso mais profundo – estatização e privatização.” Ele argumenta que também deveria ser avaliado “todo o processo de estatização que ocorreu a partir da metade do século XX.” O senador comenta o que chega a ser evidente. Existem acertos e erros nos dois casos. Ele também sugere que não há muita diferença entre os beneficiários tanto numa situação como na outra.

Buarque diz que as estatais brasileiras também serviram e servem às chamadas elites. Ele lembra que se for feito um balanço do que as estatais já fizeram para se reduzir a pobreza no Brasil, “vai se ver que foi muito pouco.” Uma estatal, pelo simples fato de assim o ser, não é um tótem puro e intocável.

Ao redor das instalações da Petrobras, por exemplo, existiria a mesma miséria que estaria no entorno das mineradoras privadas. Não seria enfim uma questão de propriedade do capital, acredita Buarque. Mas da relação que se estabelece entre esse mesmo capital e a sociedade. “No Brasil o capital está isolado da sociedade. Seja nas mãos do Estado, seja nas mãos do setor privado.”

Bancos despontam na lista nacional das marcas mais valiosas Agosto 8, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in cvrd, publicidade.
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Três postagens atrás publiquei uma postagem sobre quais eram as marcas mais valiosas do mundo – Marcas globais e o feeling para se anteciparem às mudanças. Nesta semana a revista Época traz esse mesmo assunto mas com destaque para quais seriam as marcas mais valiosas pelo Brasil afora.

A revista relembra que hoje “as marcas são reconhecidas como uma das principais riquezas intangíveis de uma empresa – com decisiva influência no valor de todo o negócio.” Entre as empresas que lideram essa lista nacionalmente se percebe a hegemonia de um mesmo setor – o bancário.

Globalmente, as 5 principais marcas são

  • Coca Cola, Microsoft, IBM, General Eletric e Nokia

Nacionalmente, depontam entre as 5 primeiras

  • Petrobras, Bradesco, AmBev, Banco do Brasil e Itaú.

A marca da líder da lista nacional, Petrobras, foi avaliada em R$ 8.4 bilhões. A Rede Globo aparece em 12º lugar, com o valor de R$ 3 bilhões, mas é a primeira da lista no índice de força da marca.

Sobre a Vale do Rio Doce, empresa que vou estudar em minha monografia, está muito bem para uma empresa cuja atividade principal se faz no ramo da mineração. Em uma lista com 134 empresas, ela aparece no 38º lugar com o valor de pouco mais de 1 bilhão de reais. Não sei bem como isso é avaliado, mas no caso da Vale, o valor de sua marca interfere em 7% na soma total de sua receita.

De volta à Rede Globo, ela só perde para a Coca Cola nacional (64%), no que se refere à interferência da marca em sua receita total. O percentual chega a 63%.