Fórum de comunicação na Ufes com cobertura wiki Novembro 29, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in "Jornalismo Cidadão", cibercultura, comunicação, eventos/debates, internet, jornalismo.add a comment
27/11/07 – A edição do Foco desse ano vem com uma novidade: no lugar de ser criado mais um blog para relatar o que rolou pelas palestras, essa 5ª edição terá uma cobertura wiki.
A surpresa veio quando foi colocada em votação a eliminação do verbete da wikipedia “Página de propaganda de um forum de uma universidade. Não diz de maneira sobre o que o fórum trata. Uso da wiki para propaganda“. O resultado da votação sai no dia três de dezembro. Por lá, o organizador do evento, Fábio Malini, apela para o óbvio:
Não sei quem deliberou que se trata de propaganda de evento. Ao contrário, é um projeto de registro de memória de acontecimento anual da universidade pública no Espírito Santo/Brasil. Um fato com notícias e informações, tal como existe aqui: cobertura do acidente da TAm em São Paulo, Copa do Mundo etc. Estão envolvidos na produção desse verbete mais de 20 colaboradores, que são estudantes de jornalismo, que, em vez de estarem a trabalhar numa mídia proprietária, estão construindo esse ambiente cooperativo.
Por ora, sigo com minhas anotações. Assim que arrumar um tempinho, publico por aqui as minhas impressões do que acompanhei.
Filosofia e catarse Novembro 29, 2007
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Fico imaginando o quanto de material que a academia produz e que fica estocado pra sabe Deus quem. Acho que, digamos assim, deveria ganhar o mundo.
Não sabia, por exemplo, que o simples fato de disponibilizar meu relatório final de iniciação científica por aqui fosse me render alguns cumprimentos, me pareceu algo tão natural…
Uma tarefa que penso em começar a fazer é buscar saber o que as universidades fazem com as pesquisas realizadas [tccs, mestrados, doutorados, iniciação científica etc] e como disponibilizam isso. Talvez seja falha minha, mas mal sei como esse processo de arquivamento e hipotética disponiblização é feito pela Ufes.
Mas enfim. A postagem é pra disponibilizar o Estudo Dirigido feito para a disciplina Filosofia e Ética. Digamos que o estudo ainda não foi sancionado pelo professor, mas já fica por aqui a quem interessar possa.
Essa matéria só veio amadurecer o que já vinha encaminhando faz um algum tempo: esquecer os livros de auto-ajuda e buscar ler mais filosofia; descobri que é uma ótima terapia.
Esse é um bom vídeo sobre a vida e obra de quem tô conhecendo e cada vez gosto mais: Nietzsche.
Lendo Schopenhauer, por exemplo, – que me parece ser mais realista do que o pessimista roxo de que ouvi falar – aposentei minha crônica teoria da conspiração [virei adepto da teoria do caos...], de desconfiar de cada olhar, de querer ver qual sentido oculto de alguma coisa. De me torturar sobre o que os outros estejam pensando de mim. Enfim. Aposentei muito de minhas paranóias e não gastei um centavo com psicológo…
Feito com meu colega João Paulo, eis o estudo: (mais…)
Autor de “A Cabeça do Brasileiro” estará em mesa-redonda na Ufes Novembro 26, 2007
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24/11/07 – Nesta segunda-feira (26/11) o curso de ciências sociais da Ufes promove uma mesa-redonda com a presença do sociólogo e professor da UFF, Alberto Almeida. Ele, que também esteve no Roda Vida em agosto para debater o mesmo tema, vem falar sobre o seu livro “A Cabeça do Brasileiro” – também tem esse vídeo no Youtube.

Ainda não tive acesso à obra, mas quem já leu diz que ela traz um perfil dos valores, atitudes e opiniões dos brasileiros sobre uma grande variedade de temas como a sexualidade, a família, a economia, a religião etc. O livro, apesar de ter sido fruto de uma pesquisa social quantitativa, vem se tornando um best-seller e atraindo a atenção da impresa e do público em geral.
Para debater a Pesquisa Social Brasileira (PESB) da qual deriva boa parte dos dados do livro, a mesa-redonda também contará com a presença do ex-professor Ufes Jaime Roy Doxsey (responsável pela PESB no ES), da professora da UVV, Maria Angela Soares e do assessor para projetos especiais do governo do estado do ES, Leonardo Bis dos Santos, ambos ex-alunos da Ufes.
Lembro que o Alon, do blog que acompanho com freqüência, fez parte do grupo que entrevistou Alberto Almeida quando ele participou do Roda Viva – mas não consegui ver a íntegra do programa.
A espinha dorsal da tese de Alberto, pelo o que foi explicado nesta postagem, [tem essas outras também] é que existiria uma correlação estatística entre ética e escolaridade. Na prática, isso implicaria que aquele que conta com mais estudo também tem mais consolidado, em princípio, os valores fundamentais que permitem diferenciar entre o bem e o mal, entre o certo e o errado.
Mas se isso é verdade, aponta Alon, então a recíproca também é verdadeira: quem tem menos escolaridade tem, também, taxas menores de convicção quanto a esses valores. “Ou seja, segundo o professor, a baixa escolaridade seria responsável por um ‘déficit ético’ que variaria inversamente ao número de anos passados na escola.”
A mesa-redonda acontece no campus da Ufes em Goiabeiras lá no auditório do IC2, às 19h. Nesse mesmo horário também rola pela universidade o V Fórum Regional de Comunicação (Foco) e as palestras que me interessaram são justamente à noite.
Tal como aqui, vou ter que priorizar de novo. Na terça-feira venho com o resultado de um desses encontros.
Programação do Foco: (mais…)
“Perco o amigo mas não perco a notícia. Vivo disso p****!” Novembro 25, 2007
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23/11/07 – Uma Arcelor, uma CVRD, uma Petrobrás da vida sempre investem na formação e capacitação de seus funcionários. A grande pergunta com que Ancelmo Gois começou sua fala na palestra de ontem pela manhã foi: “Por que os jornais não investem na formação de seus quadros?”
Foi bem enfatizado a necessidade da leitura [Ancelmo, por exemplo, adora poesia. Prefiro prosa] de ouvir uma boa música, ver filmes. Em síntese, ter vida social para além do apura e publica.
Se é verdade que a única coisa que jornalista ler é o jornal da concorrência – mas só pra ver se não foi furado – também é fato que ainda são poucos os jornais que promovem cursos de residência por aí. “Uma tragédia”, enfim, como resumiu e dramatizou Ancelmo.
Em um bate-papo bem descontraído e quase confessional, ele reforçou o velho radar do que seria notícia e que acredito que deva ser a primeira coisa ouvida por qualquer o calouro de jornalismo: “Não existe nada de mais em um cachorro morder o homem. Mas se o homem morder o cachorro, isso sim é notícia.” Esse teria sido sempre o príncipio-guia que procuraria adotar nas notícias que publica. “Perco o amigo mas não perco a notícia. Vivo disso porra!”
Acaba ou não acaba – a cantilena sobre o jornalismo impresso
Mais por paixão do que por uma avaliação, digamos, racional, Gois aposta que o papel, e por extensão o jornalismo impresso, tem uma longa vida pela frente. “Pelo menos não quero que acabe.” Ele lembra que, a rigor, a morte do impresso está anunciada desde os anos 1920, época da invenção do rádio. Mas ele avalia que “quem ficar fora desse mundo [internet] é bobo. Deveria ser assim: o que aparecer pela frente eu traço. Seja jornal de TV, rádio, internet […].”
Gois ainda ver que se atribui muito mais legitimidade ao jornalismo impresso do que ao online. “Ainda não podemos apontar nenhum nome importante do jornalismo digital. Mas tudo indica que isso vai mudar: até uns 20 anos atrás, por exemplo, ninguém dava legitimidade pro jornalismo feito na TV.”
Com um reconhecido saudosismo ele comenta que agora ninguém teria mais tempo pra ler um livro, uma poesia.
“Vejo o corre-corre de meus filhos e fico impressionado com aquilo.” A internet seria sim uma grande oportunidade, “mas também é impressionante o quanto ela deixa à mostra o que há de pior na alma humana. No fundo, acredito que seja um grande banheiro de rodoviária do interior do Brasil: cheio de palavrões, baixaria […]”
Um ponto de vista interessante sobre essa, digamos, avalanche de expressividade, pode ser lido na postagem do Henrique Antoun “A garotada pertuba a mídia no orkut”.
Saiu a matéria do JB sobre a garotada que usa o orkut. A Juliana da Rocha me ligou e pediu pra que eu respondesse umas perguntas q me mandou por e-mail. Usou um pouquinho na matéria. Vou publicar tudo aqui. É o mínimo q eu posso fazer pela garotada que começa a enfrentar a caretice familiar alavancada pelo cinismo da mídia de massa nestas plagas.
Ainda do Henrique, uma outra avalição pode ser acompanhada no post “O gato saiu do saco”. Esse texto é sobre a fala dele na edição que aconteceu em Vitória do seminário “A Constituição do Comum“.
Centralidade da informação
Afagando o ego de calouros e focas – mas não deixando de fazer uma constatação – Ancelmo comenta que nunca como agora a sociedade foi tão estruturada pela comunicação. Isso apontaria uma grande oportunidade para quem vive, ó eu aqui, de apurar e transmitar informações. “As pessoas precisam de se alimentar mas também precisam de informação. Sem ela, ninguém sai do lugar. E nós somos catadores de informação. Fomos ‘eleitos’ para isso. Vcs estão na ponta de todo esse processo. É por isso que gosto muito dessa profissão, é a melhor do mundo, e acredito que nunca vai acabar.”
Causos
A tal da objetividade, lembra Ancelmo, não existe e também “não vejo nenhum problema nisso. O que não pode é vc ser desonesto com os fatos.” Tipo: dizer que meia dúzia de pessoas numa passeata era uma multidão.
A partir disso ele comentou que não gosta do Galvão Bueno – ele e mais essa multidão aqui - e aproveitou a deixa pesquisar nas ruas para quem as pessoas repetiriam a tal frase do rei espanhol “Por que nao te calas?“.
Os mais cotados teriam sido Pelé, Caetano Veloso, outros tantos e Galvão. Ancelmo teria dado um jeitinho para o nome do dito cujo também fosse publicado na lista dos desafetos do povão. “Ele é um chato. Se Deus fosse conversar com Galvão, o Criador iria sair com crise de auto-estima.”
Acesse também
04/05/07 – A opinião distribuída no mercado do diálogo
01/06 – Da lógica da centralidade à politica em redes
22/06 – A cooperação como elemento constituinte das redes sociais
Mapa de acessos à internet = Imagem da riqueza e pobreza pelo mundo Novembro 22, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in internet.1 comment so far
O Jornalismo & Internet traz que Chris Harrison criou uma série de mapas da internet onde são mostrados padrões de conexões mundo afora.
Nada muito diferente do que indica um outro mapa publicado por aqui no blog em maio. A novidade fica por conta da forma como esses dados de acesso foram organizados.
Esse aqui, por exemplo, indica as cidades pelo mundo entre às quais se tem um maior número de conexões. Ou seja, a maior conectividade acontece entre a Europa e os EUA.
Acesse o site Internet World Stats para saber a porcentagem de acessos à internet por cada país.
Limitações da aplicação na Internet dos modelos de redes sociais Novembro 20, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in Resumos, redes.2 comments
Com pessoas reunidas apenas pelo software, a autora conclui que o Orkut não pode ser considerado, a priori, como viabilizador e exemplo de uma rede social.
O objetivo era fazer uma resenha, com toda a aura de reflexão que ela tem. Mas relendo o texto agora vejo que ele ficou muito mais para um bom e velho resumão do que uma resenha propriamente dita.
Feito para a disciplina Imprensa e Jornalismo Cidadão, esse resumo é do artigo da Raquel Recuero: Redes Sociais na Internet – Considerações Iniciais. (mais…)
Gazeta e Tribuna com seminários para 22/11, quinta-feira Novembro 20, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in comunicação, eventos/debates.add a comment
Para essa semana têm dois eventos importantes relacionado à comunicação para acontecer aqui no estado. Um é organizado por a Tribuna e o outro pel’A Gazeta.
Deve fazer mais de um mês que a Tribuna anuncia seu seminário Como Planejar 2008. O grande bam-bam-bam convidado, muito bem destacado nas matérias feitas pelo jornal, era o presidente da Cvrd, Roger Agnelli. Mas de uma hora pra outra, sem explicar o porquê, o nome dele some da lista dos palestrantes. E então eis que surge um novo nome de peso como substituto: Ivan Zurita – presidente da Nestlé do Brasil.
Meu interesse mesmo em ir nesse seminário era para ouvir o Agnelli, auto-intitulado cidadão do mundo. Mas como ele furou, ou foi furado, sei lá, uma palestra que promete ser bem importante pro meu tcc é: “A Comunicação Inserida no Planejamento Estratégico Empresarial”.
O detalhe é que só agora fui reparar que tanto esse seminário d’A Tribuna quanto o da A’Gazeta estão marcados para o mesmo dia – 22/11. Como parte do programa do curso de residência em jornalismo, nesta quinta-feira o Ancelmo Gois vai palestrar no auditório da Rede Gazeta. Com 44 anos de jornalismo, Ancelmo já trabalhou na Exame, Veja e JB. Hoje ele é colunista do jornal O Globo e edita o blog que leva seu nome Ancelmo.com.
O jeito vai ser definir prioridades. A palestra do Ancelmo é pela manhã, 09h; o seminário d’A Tribuna é o dia todo. Vou deletar o Ivan Zurita e ver o que o Ancelmo tem a dizer. A palestra do seminário que realmente importa pra mim parece que só vai ser à tarde, 15h, “A Comunicação Inserida no Planejamento Estratégico Empresarial”.
Para quem é de Sampa ou vai estar por essas bandas por esses dias, também para o dia 22/11 acontece a Conferência de Planejamento 2007, promovida pelo GP. Acesse mais informações no blog Brainstom #9.
Lista das 10 maiores empresas e de marca mais valiosa Novembro 16, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in cvrd, economia, empresas, marcas, sociedade midiatizada, tcc.2 comments
O projeto de meu tcc até que tá bem encaminhado. Nesta segunda apresentei ao meu orientador para eventuais alterações e o comentário foi ”Siga em frente. Não vejo grandes ajustes. Acho, apenas, que precisas falar também da nova economia no capítulo 1 ou mesmo um capítulo só para isso.” – o resumo do projeto pode ser acessado na página do blog meu projeto de tcc.
Por minha conta em risco …. ando relendo o projeto e achei que analisar só o site da CVRD não seria o bastante. Não, eu não vou fazer em apenas um projeto um estudo de caso com outras empresas parecido com a análise que pretendo fazer sobre a Vale. Mas acredito que também seja interessante ter o site de outras empresas como forma de controle: faço uma análise do site da CVRD e tento acompanhar, em linhas gerais, como as constatações feitas também podem valer para outras corporações.
O difícil mesmo foi selecionar, com o máximo rigor possível, quais seriam essas outras empresas. Comecei com uma boa referência: a lista das 1000 maiores empresas do Brasil segundo ranking montado este ano pelo jornal de bacana Valor Econômico.
Cruzei os nomes do 50 primeiros nesta lista do Valor com os 50 primeiros na lista das marcas mais valiosas do Brasil segundo lista publicada pela revista Época – minha meta era selecionar as 10 primeiras empresas cujos nomes estivessem nas duas listas.
Da lista do Valor Econômico, entre as 50 primeiras empresas, metade também aparece entre as 50 marcas mais valiosas, de um total de 130 empresas ranqueadas. Do resultado dessa combinação cheguei aos seguintes nomes entre os 10 primeiros dessa nova lista que montei:
- Petrobras
- Volkswagen
- General Motors
- Fiat
- Pão-de-açúcar
- Carrefour
- Telefônica
- Wal-Mart
- Casas Bahia
- Correios
Depois dessa mini-maratona, esse vai ser meu grupo de controle para avaliar o grau de interface dessas empresas com as características da chamada economia da informacional [A Era da Informação], principalmente, no que diz respeito ao fator midiatização.
Mais do que qualquer outra empresa que encontrei, a página da Vale, caso principal de meu estudo, tem uma forte carga de interação e linguagem midiática:
- O centro do site relaciona releases e notícias publicadas em jornais de estados onde a empresa atua;
- Com várias opções de formatos e temáticas, existe um espaço para se assinar por email a newsletter da empresa;
- Jornalistas de redação podem fazer um outro tipo cadastro para recebimento de informações segundo a área de interesse – a ficha de cadastro busca relacionar a hierarquia que existe dentro de uma redação padrão – do estagiário ao editor-chefe.
- A página Sala de Imprensa só perde em número de seções para a de Investidores 12 a 13;
- Existe um mapa na lateral esquerda do site onde são pontuados os lugares mundo afora em que a empresa está.
Tambêm tô no Blog Profissional Novembro 13, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in problogger.1 comment so far
Deve ter sido uns três que passaram por aqui e me mandaram email com o mesmo assunto. “Vc tá satisfeito com o wordpress? Ele limita muito, não é? Que tal mudar de servidor?” Por não entender lá muito coisa de formatação de plugins e afins protelei o quanto pude. Até que veio o Luiz com uma proposta que me pareceu interessante.
“Estou criando um “Agregador de Blogs”, um site que usará o WordPressMU e uma séried e plugins para oferecer tudo que o WordPress oferece + a possibildiade (e um apoio efetivo) para monetização do blog.”
Convite aceito, transposição gratuita de conteúdo efetuada e depois de alguns percalços com a mudança de plataforma, os tais dos bugs, lá estou eu, no domínio BlogProfissional. O lançamento oficial do agregador vai ser no começo de dezembro – para saber mais acesse a página Sobre o Blog Profissional.
Faz uma semana que fiz minha mudança pra lá e ainda tô testando alguns plugins – aliás, fiquei um bom tempo pra escolher o modelo do blogue para terminar ficando com esse mesmo, ainda com a versão em inglês.
O plugin que acabei de instalar é um que traz dados mais precisos sobre as estatísticas do blogue e um outro por onde se pode inserir postagens ou páginas do blogue em redes sociais.
Ainda quero instalar uma opção para quem quiser assinar a newsletter do blogue, fazer indicação por email e mandar email diretamente pelo blogue – também tô aceitando sugestões para outras alterações.
Enfim, acho que tô seguindo meu devir: virar um problogger. Aguardo teu acesso por lá – Blog Polimidia.
Ainda não sei o que fazer com essa plataforma, enquanto penso, vou postando tanto aqui quanto lá no Blog Profissional.
Filosofia de buzu Novembro 10, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in catarse.add a comment
A viagem seria de uns 50 minutos, no máximo uma hora. Saí da casa de minha tia na Serra às 06h30 e só consegui chegar na Ufes, em Vitória, às 08h40 - o porquê do engarrafamento. Entre Vitória e Aracruz, cidade onde eu morava, a distância é de 85 km e o percurso custuma ser feito em 1h50. Mas meu otimismo quase crônico como sempre ver além e sempre busca subterfúgios para estravazar.
Ter ficado mais de duas horas num desses antes atípicos engarrafamentos em Vitória deu nisso: entre um ouvir de conversas das pessoas no ônibus e uma inglória tentativa de ficar lendo, em pé, alguma bula de remédio que aparecesse, enfim arrumei alguma coisa mais nobre e também mais cômoda para fazer; fiquei brincando de análise combinatória com algumas palavras.
Soprei a poeira do que o professor lá do ensino médio explicou sobre a composição das palavras e o resultado foi esse
Perdoar: Feita uma separação chegamos a per + doar, de onde per pode ser substituído por pela e doar não precisa de mais explicações.
Perdoar alguém apreende então a atitude que resulta numa doação. É algo de valor que temos e entregue a alguém de forma desinteressada, hipoteticamente não dolorosa e que não vai nos fazer falta alguma. A ação de perdoar não nos faz falta (pela doação), mas, em si, é algo que é somente nosso e que somente também por nossa livre vontade alguém pode receber.
Perdão tem ligação orgânica com desculpar, des + culpar; que nada mais é do que tirar a culpa de alguém por algo considerado errado – palavra aqui com um quê de eufemismo – que tenha feito a nós.
A pergunta que ficou sem resposta: se perdoar, em si, seja algo que em nada vai nos fazer falta, chega até a ser catártico e libertador, por que então fazer essa doação possa ainda nos ser algo tão difícil, ainda que não tão confessado que seja assim?
- Próxima palavra – destruir.