Primeiro artigo publicado Dezembro 19, 2007
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Uma colega da geografia disse que pra mim as coisas são mais fáceis, já que o jornalismo seria uma área que facilitaria bastante ter alguma coisa publicada. De fato é, mas ainda não tenho. Se for levado em conta o que faço por aqui e não é oficialmente publicado como artigo…
já tô com muitos créditos no currículo…. hehe
Hoje uma amiga lá de Aracruz veio me dizer que já posso dizer sim que tenho um artigo publicado. Ela leu a postagem [CVRD sobe a montanha e vira VALE] sobre a mudança de logomarca da Vale que, feito spam, mandei pra Deus e o mundo e encaminhou para um tal de site Folha Litoral. A postagem foi publicada no site e na edição impressa do jornal na seção de artigos. Uma pena que não saiu nenhuma lincagem que coloquei e muito menos um linquezinho pro meu blogue….
Mas em todo caso tá aí
Blogs metropolitanos: “É hora de construir bairros na rede” Dezembro 11, 2007
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Eis mais um artigo ou, para ser mais exato, eis mais um trabalho de final de semestre. Feito para a discisplina Internet e Jornalismo Cidadão, este é o trabalho final feito com a colega Camila Fregona.
O artigo segue abaixo na postagem. Quem preferir também pode fazer download.
Resumo: O presente artigo faz uma avaliação das práticas de blogs metropolitanos das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Antes, são feitas considerações sobre o contexto social contemporâneo que possibilita essa prática em redes virtuais desde uma perspectiva pela qual a produção de comunicação e cultura se torna cada vez mais democratizada e sua distribuição e acesso se torna também mais facilitados.
Palavras-Chaves: Redes Sociais; Blogs metropolitanos; Subjetividade; Sociedade em Rede; Jornalismo hiperlocal
Blogs metropolitanos: “É hora de construir bairros na rede”
Lorenzo Vilches (2003) identifica que com a introdução da indústria e do mercado, a partir do século XVI, o intercâmbio do conhecimento passa a experimentar grandes mudanças na estratégia política e cultural.
O acesso ao saber, que antes era restrito ao um detentor do conhecimento, se dispersa, se espalha e se globaliza a partir de quatro estágios básicos propostos pelo autor: (mais…)
A cooperação como elemento constituinte das redes sociais Junho 22, 2007
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Nessa metade de ano a temática do blog ficou bem mais virtual. Também pudera. Não poderia ser diferente tendo ao longo do período um laboratório de jornalismo digital e uma optativa sobre produção e colaboração em rede.
Talvez menos virtual e mais nas ruas o blog segue em frente. Esse é o 7º período de um curso que, cá onde estou agora, parece ter passado bem depressa – mas não me prometa nada para daqui a quatro anos. Talvez por medo de ainda não saber muito bem o que pretendo fazer depois de formado, sigo na universidade por mais um ano.
Até lá vou pegando algumas disciplinas de política que me interessaram em ciências sociais pra minimamente saber sobre o que estou falando quando essa for a minha atividade no jornalismo. Além das matérias também não posso me desgrudar de professores de quem acredito que tenho muito a aprender – Mauro, Zorzal, Martinuzzo, Malini, Albernaz. Quando eu crescer quero ser uma mescla deles.
Em suma, depois de alguns percalços, alinhavei as anotações que vinha fazendo pro artigo que tinha que fazer para a optativa sobre redes virtuais. Sem muita criavitidade batizei de “A cooperação como elemento constituinte das redes sociais”.
- A quem interessar possa, eis o artigo.
Imagem: Flickr
Sistema político cá e lá – não existe transcendência a ser manifestada Março 14, 2007
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Naomi Klein (Sem Logo) traz uma provocação para o campo da publicidade que no final das contas é muito bem-vinda como metodologia de pensamento. Ela escreve que
Embora haja uma trajetória clara em todas essas histórias, há pouco propósito, nesse estágio de nossa história patrocionda, em imaginar um passado mítico sem marcas ou algum fututo não comercial.
No campo da política, assim mesmo não tão distante da publicidade – para desgosto dos puristas e revolucionários que agem pontualmente em visitas de Bush e cia, tento encontrar a época a qual Bauman se refere como ideal de convívio e atividade politíca coletiva que teria sido deixada para traz e que, como tal, deveria ser resgatada – Modernidade Líquida.
A coluna dessa semana de Cesar Felício (Um debate de críticas irresponsáveis - Valor Econômico 13/03) traz ainda mais luz nessa querela de transcendência da perfeição política que teria que ser manifestada.
Felício faz o favor de lembrar que o desprestígio do sistema partidário não é uma idiossincrasia tupininquim e sim um fenômeno mundial. Um problema que beira a ser um dado da realidade, para ser mais preciso. O jornalista cita uma pesquisa do Eurobarometro do ano passado e destaca que nos países mais populosos da Europa, como França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha, os partidos são as instituições em que a sociedade menos confia, com índices que vão de 12% (casos francês e inglês) a 25% (caso espanhol).
A situação não é diferente na América Latina. Outro levantamento citado pelo colunista, o Barômetro Iberoamericano de Governabilidade, apurou entre 2005 e 2006 índices de confiança partidária que variariam entre pífios 2% no Equador a 22% no Chile. A chuva de estatísticas indicaria que há um problema estrutural dentro dos poderes, seja qual for o nível de consolidação democrática. Os dados mencionados indicam também que a desconfiança atinge a maioria dos países com voto distrital puro, distrital misto, proporcional com lista fechada, com lista aberta, com financiamneto público de campanha, “enfim, com todo o rosário das soluções lembradas pelos que defendem a reforma política.”
Partidos e parlamentos são impopulares em todo o mundo, mas é óbvio que não fazem da tábua rasa das diferenças entre a democracia na Europa e na América Latina. A linha divisória está no grau de confianaça nas instituições responśaveis po políticas permanentes no Estado. Sabe-se onde o calo aperta. Os pesquisados no Haiti declraram confiança no Congresso igual à francesa: 27%. Quando se pergunta sobre Justiça, a credibilidade do judiciário francês vai a 40% e a do haitiano a 5%. Ao se tratar de Igreja, a da França consegue 35% de confiança e a do Haiti 82%. Nos países europeus, invariavelmente, desponta com maior credibilidade a polícia e as Forças Armadas. Nos latino-americanos, com exceção do Chile e da Venezuela, só Deus salva: a Igreja Católica é a instituição mais confiável para todos as demais países.
Etc - Acesse também a postagem Orkut dá poder de censura à política brasileira: repercussão na blogosfera no Jornalismo e Internet
Pena de morte e suas contradições Fevereiro 16, 2007
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por Elaine Dal Gobbo – Estudante do 7ºp de jornalismo/Ufes
Tenho certeza que a pena de morte não impedirá atos violentos cometidos por essa juventude. Sabe por que? Porque essa juventude sabe que vai morrer, com ou sem pena de morte.
Sempre que ocorre um crime com requintes de crueldade tem início a discussão sobre a pena de morte no Brasil e a redução da maioridade penal. Tenho que admitir que em relação à segunda medida mencionada para diminuir a violência eu ainda não tenho opinião formada. Preciso ler mais sobre o assunto e conversar com quem possui uma postura contrária, já que os argumentos de quem é favorável eu já conheço, pois são sempre os mesmos: “uma pessoa que pode votar também pode responder pelo crime que cometeu” ou “uma pessoa de quinze, dezesseis anos sabe muito bem o que faz”.
No que diz respeito à pena de morte eu tenho uma opinião formada: sou contra. Muitos fatores me influenciaram na adoção dessa postura, e esses fatores vão desde visitas a presídios, conversas com detentos, agentes penitenciários e jovens inseridos na criminalidade até convicções religiosas. Gostaria de narrar algumas experiências que vivi e que me fizeram crer que a pena de morte é um equívoco. Tive a oportunidade, por meio da Pastoral Carcerária, de visitar o Departamento de Polícia de Jardim América e o Mosesp, em Viana, o que foi uma experiência ímpar. Não vou aqui relatar as condições das cadeias, e sim, falar sobre as conversas que tive com pessoas lá de dentro. (mais…)
“Para onde vai a esquerda?” Janeiro 20, 2007
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Encontrei esse texto na seção de artigos do site Assessoria Política e acredito que, até certo ponto, possa servir como uma continuidade de dois posts atrás: América Latina – o avanço de qual esquerda estamos falando?
Que matiz de esquerda se distingue nesse lamaçal? Apenas traços quase indistintos de uma ou outra sigla nanica de entonação trotskista. O velho PC do B, do neocristão Aldo Rebelo, não pode mais se classificar como ícone esquerdista. O que se distingue é um espaço central onde as siglas vegetam. Todas elas pregam posições social-democratas como liberdade política, controle social do mercado e organização da sociedade civil. Nada disso, porém, resiste às injunções do patrimonialismo, praga que consome a lavoura partidária. Por isso, ante a pergunta sobre os rumos da esquerda, só há uma resposta: ela caminha para o centrão das conveniências. Até porque o Brasil repele as margens radicais. O perfil do País – extensão territorial, sistemas econômico e tecnológico, infra-estrutura, integração geoeconômica, cultura e organização social – se encaixa numa moldura social-democrata de tom progressista. Coisas como neocomunista ou neofascista se tornam extravagâncias. (mais…)
América Latina – o avanço de qual esquerda estamos falando? Janeiro 16, 2007
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Entre uma explicação e outra na aula de Comportamento Político, o professor brincou que três coisas se esperam de quem se forma num curso de humanas: que seja sexualmente plural, ateu e militante de esquerda. Céus! Falta um ano pra me formar em jornalismo e não me identifico com nada disso. Me consola o fato de que pelo menos uma coisa ficou bem clara – é anátema suprimir as singularidades de uma tendência em uma única categoria.
O 13º Encontro do Foro de São Paulo termina hoje e teve como desafio algo parecido – “la nueva etapa de la integración latinoamericana y caribeña” e “la relación entre las forças políticas, los movimentos sociales y los gobiernos de izquierda e progresistas”.
São 12 os governos que fazem pensar em um avanço da esquerda na América Latina, mas a atuação política deles põe em xeque a tradicional alcunha de esquerdismo que algumas análises ainda costumam dar. É um exercício de muita concentração e paciência pensar o que existe de similar entre os governos de Bachelet e Lula de um lado e o do missionário Chávez de outro. O documento base do Foro (1) prefere tangenciar e dizer que “los caminhos que la izquierda latinoamericana son diversos y plurales”. Na mesma seqüência a vitimazação aflora
Llaman a nuestros gobiernos “populistas” en el afán de estigmatizar y descalificar nuestra política, asociándola con el pasado. Al mismo tiempo, intentan dividir a los gobiernos progresistas en dos grupos: la “izquierda moderna” y la “izquierda atrasada” con la intención de borrar los muchos objetivos comunes que unen a nuestros gobiernos y partidos. Esta diferencia es falsa y lo que en verdad existe es una diversidad de estrategias que responden a las realidades y condiciones de lucha que existen en cada país.
O fato da forma de governo no Brasil e na Inglaterra ter como pontos em comum eleições regulares e oposição ao governo, não faz com que se denomine, genericamente, que em ambos um mesmo sistema de governo se manifeste. Com o mesmo racicínio, mas na direção oposta, receber o nome de esquerda não significa que os governos tenham atuação similar. Nesse caso, as diferenças na América Latina são tão grandes que é melhor rever os termos que estão sendo usados.
”La denominación de izquierda confunde a la opinión pública”, segundo a diretora executiva do Latino Barometro, Marta Lagos (2), porque seria um conceito nascido no palco da Guerra Fria e associado a “movimientos revolucionarios del Che Guevara, el gobierno de Salvador Allende en Chile y la propia Revolución Cubana”.
Lagos acredita que a nova esquerda não pode mais ser chamada de esquerda e sim de sociodemocrata. O direcionamento dessa forma de governo se basearia em “la construcción de redes sociales de apoyo a los más desvalidos de la sociedad, pero sin rupturas, y en su mayoría asumiendo orientaciones económicas conservadoras”.
Tal como la palabra izquierda, también América Latina fomenta el “engaño”, haciendo creer “que existen más similitudes de las que hay”, porque “cada día hay más diferencias” entre los países o grupos de países de la región, desde el fin del autoritarismo”, sentenció Lagos, recomendando “distinguir fenómenos que se dan en dos, en tres países”.
1.Para ler o documento-base do foro, em espanhol, visite o site do PT
2. ver texto Desafios 2006-2007 America Latina y el enigma de la izquierda por Mario Osava
3. Artigo no Noticiero Digital, de oposição a Chávez – El día en que Chávez mató otra véz a Léon Trotski
4. Texto no Comunique-se: O que os jornalistas pensam de Chávez?
Ciclo de Conferências – Vozes do pensamento político contemporâneo Janeiro 13, 2007
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1. Essa semana passei pelo site de algumas assembléias legislativas pra começar a pensar e organizar meu projeto de TCC – como se pautam o legislativo e a imprensa no ES.
No site da assembléia fluminense tenho a supresa de encontrar um amplo material resultado de um Ciclo de Conferências organizado entre os anos de 2001 e 2004, Vozes do pensamento político contemporâneo.
Ao todo são 28 palestras que discutem temas que passam pelo terceiro setor, eleições nos EUA e Império, uma das muitas referências feitas por Chávez em seu discurso de perpetuamento no governo da Venezuela, para quem o socialismo não é um projeto político arcaico, mas cuja reinvenção e sucesso passa por ele – El Socialismo del Siglo XXI. ?El Evangelho según Chávez? por José Andrés
2. A Assembléia Legislativa do Ceará traz a biografia de todos os ex-presidentes da Casa. Tem nomes de 1835, Joaquim José Barbosa, até o ano de 2002, José Welington landin.
3. O Legislativo do Paraná, em um nítido reconhecimento do elo que existe hoje entre política e mídia, traz um link para os principais jornais do estado.
Corrupção deve ser controlada pela melhoria das instituições Janeiro 8, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in artigos, política.2 comments
Em minhas previsões para 2007 escrevi que segui a tradição e também fiz minhas promessas e planejamentos para o ano. Um deles era escrever um artigo por mês, pelo menos. Ontem à noite comecei a rabiscar alguma coisa e eis o resultado
Provocativo, discípulo de Foucault e opositor da racionalidade que negativize as emoções humanas, não necessariamente nessa ordem harmônica, Júlio Pompeu costuma dizer que uma sociedade pode ser entendida pela análise de suas microinstâncias*. Ora, o que pensar quando esse mesmo raciocínio é usado para se debruçar sobre a ação política em um sistema representativo como o nosso? Para dizer o mínimo, fica marcada pela hipocrisia a afirmação de quem se declara desiludido e faz uma associação direta entre política e corrupção.
Uma moral nunca pode ser coletiva se antes ela não for individual. Um Congresso, uma Assembléia, uma Câmara não é palco de uma moral diferente daquela que é cotidiana. Para ficar com o pensamento de Foucault, macro e micro se constituem por meio de ações que se ampliam e que também podem ser verificadas ao longo de uma rede.
O que é gritante em um caso como esse é que a moral de ação pode ser a mesma, mas a responsabilidade por ela é maior para quem fica na macroinstância social e se compromete com os rumos de uma comunidade e de uma nação por inteiro. Esse não é, porém, a caso de negar os vícios e paixões humanas, e sim o de reforçar e fazer valer as formas de controle institucional e social do poder público.
Espinosa aqui é perfeito. Ele não considera as paixões humanas como vícios ou defeitos, mas algo tão natural como os elementos e os fenômenos da natureza. O filósofo afirma que é ficção e loucura querer que os governantes ajam como se não tivessem paixões e interesses. Querer isso seria o mesmo que exigir que eles deixassem de ser humanos, tornando-se anjos.
Os princípios para uma ética da ação pública se encontrariam então na qualidade das instituições republicanas e democráticas. São as instituições que devem ter o poder de cercear e impedir que as paixões (os interesses) pessoais dos governantes tenham força para esmagar, ferir ou bloquear os direitos dos governados.
Marilena Chauí, cujo defeito de endeusar Lula e cia não deve ser considerado agora, também diz que o maior perigo para o Estado, em Espinosa, é o indivíduo privado ou grupos de indíviduos privados que se apresenta como defensor das leis, abolindo as existentes para decretar outras que atendam seus próprios interesses.
A corrupção, portanto, seria isso. Ela só acontece quando a fraqueza das instituições ou sua má qualidade permite a privatização do que é público.
* ver post O presídio é a lata de lixo pata uma massa que deixou de gerar interesse
“Para além da aritmética” Novembro 13, 2006
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Em parte como consequência desse realinhamento, o grau de disciplina partidária também foi alterado. Nos quatro anos de governo Lula, o PT, apesar de manter-se disciplinado, não alcançou o extraordinário índice de 97% de coesão partidária obtido durante primeiro mandato de FHC.
texto de Maria Cristina Fernandes, editora de política do jornal Valor Econômico (mais…)
