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	<title>Polimidia - mudei para http://polimidia.blog.br &#187; artigos</title>
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		<title>Polimidia - mudei para http://polimidia.blog.br &#187; artigos</title>
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		<title>Primeiro artigo publicado</title>
		<link>http://polimidia.wordpress.com/2007/12/19/primeiro-artigo-publicado/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 13:08:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Tô um tanto desesperado buscando publicar algum texto/artigo. Digamos que é uma vergonha um estudante de comunicação, às portas de se formar, ainda não tenha nada publicado.
Uma colega da geografia disse que pra mim as coisas são mais fáceis, já que o jornalismo seria uma área que facilitaria bastante ter alguma coisa publicada. De fato [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=645&subd=polimidia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><div>Tô um tanto desesperado buscando publicar algum texto/artigo. Digamos que é uma vergonha um estudante de comunicação, às portas de se formar, ainda não tenha nada publicado.</p>
<p>Uma colega da geografia disse que pra mim as coisas são mais fáceis, já que o jornalismo seria uma área que facilitaria bastante ter alguma coisa publicada. De fato é, mas ainda não tenho. Se for levado em conta o que faço por aqui e não é oficialmente publicado como artigo… <img src="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif" alt=")" class="wp-smiley" /> já tô com muitos créditos no currículo…. hehe</p>
<p><img src="http://bp1.blogger.com/_UKEA8ntsS40/R2PEtS6jGaI/AAAAAAAAAFM/f2n0U_Yfx0E/s400/Vale.JPG" border="0" /></p>
<p>Hoje uma amiga lá de Aracruz veio me dizer que já posso dizer sim que tenho um artigo publicado. Ela <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/12/03/cvrd-sobe-a-montanha-e-vira-vale/">leu a postagem</a> [CVRD sobe a montanha e vira VALE] sobre a mudança de logomarca da Vale que, feito <i>spam</i>, mandei pra Deus e o mundo e encaminhou para um tal de <a href="http://folhalitoral.sites.uol.com.br/">site Folha Litoral</a>. A postagem foi publicada no site e na edição impressa do jornal na seção de artigos. Uma pena que não saiu nenhuma lincagem que coloquei e muito menos um linquezinho pro meu blogue….</p>
<p><img src="http://bp0.blogger.com/_UKEA8ntsS40/R2PIfC6jGbI/AAAAAAAAAFU/DiiC8JmF2tA/s400/folha.JPG" border="0" /></p>
<p>Mas em todo caso tá aí</p></div>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/polimidia.wordpress.com/645/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/polimidia.wordpress.com/645/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polimidia.wordpress.com/645/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polimidia.wordpress.com/645/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polimidia.wordpress.com/645/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polimidia.wordpress.com/645/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polimidia.wordpress.com/645/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polimidia.wordpress.com/645/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polimidia.wordpress.com/645/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polimidia.wordpress.com/645/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polimidia.wordpress.com/645/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polimidia.wordpress.com/645/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=645&subd=polimidia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Blogs metropolitanos: “É hora de construir bairros na rede”</title>
		<link>http://polimidia.wordpress.com/2007/12/11/blogs-metropolitanos-%e2%80%9ce-hora-de-construir-bairros-na-rede%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Dec 2007 17:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA["Jornalismo Cidadão"]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[blogs]]></category>
		<category><![CDATA[ufes]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis mais um artigo ou, para ser mais exato, eis mais um trabalho de final de semestre. Feito para a discisplina Internet e Jornalismo Cidadão, este é o trabalho final feito com a colega Camila Fregona.
O artigo segue abaixo na postagem. Quem preferir também pode fazer download.
Resumo: O presente artigo faz uma avaliação das práticas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=639&subd=polimidia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eis mais um artigo ou, para ser mais exato, eis mais um trabalho de final de semestre. Feito para a discisplina <a href="http://fabiomalini.files.wordpress.com/2007/08/plano-de-disciplina-optativa-malini.doc">Internet e Jornalismo Cidadão</a>, este é o trabalho final feito com a colega <a href="http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=12524263186037186608">Camila Fregona</a>.</p>
<p>O artigo segue abaixo na postagem. Quem preferir também <a href="http://polimidia.files.wordpress.com/2007/12/artigo-blogs-metropolitanos-final.doc">pode fazer download</a>.</p>
<p><strong>Resumo</strong>: O presente artigo faz uma avaliação das práticas de blogs metropolitanos das cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Antes, são feitas considerações sobre o contexto social contemporâneo que possibilita essa prática em redes virtuais desde uma perspectiva pela qual a produção de comunicação e cultura se torna cada vez mais democratizada e sua distribuição e acesso se torna também mais facilitados.</p>
<p><strong>Palavras-Chaves</strong>: Redes Sociais; Blogs metropolitanos; Subjetividade; Sociedade em Rede; Jornalismo hiperlocal</p>
<p align="center"><font color="#800000">Blogs metropolitanos: “É hora de construir bairros na rede”</font></p>
<p>Lorenzo Vilches (2003) identifica que com a introdução da indústria e do mercado, a partir do século XVI, o intercâmbio do conhecimento passa a experimentar grandes mudanças na estratégia política e cultural.</p>
<p>O acesso ao saber, que antes era restrito ao um detentor do conhecimento, se dispersa, se espalha e se globaliza a partir de quatro estágios básicos propostos pelo autor:<span id="more-639"></span></p>
<ul>
<li>Generalização do consumo de bens que incluem conteúdos de conhecimentos impressos e escritos. A mídia clássica nesta fase é o livro.</li>
<li>Redução do tempo entre produção e consumo de conteúdos. Nesta fase coexistem o telégrafo, o telefone e o rádio.</li>
<li>Capacidade de representar o conhecimento e a informação por imagens.</li>
<li>Síntese dos suportes anteriores numa rede de interfaces. InteraCamila Fregonatividade e digitalização. É importante lembrar que os estágios anteriores não se excluem, mas se intercambiam.</li>
</ul>
<p>Vilches está entre os autores que apontam esse último estágio como o catalisador de uma crise do modelo clássico de comunicação em seus fundamentos teóricos e práticos. De forma resumida, o modelo clássico da lógica linear <strong>emissor &gt; mensagem &gt; receptor</strong> entra em colapso. Potencialmente, todos são produtores de conteúdos nesse novo suporte virtual.</p>
<p>Sociedade do conhecimento para uns. Sociedade da informação para outros. Ou mesmo sociedade em rede ou <a href="http://www.slideshare.net/fabiomalini/aula-i-ps-em-comunicao-da-ufes">tecnológica</a>. O modo de apreender tem suas especificidades e nuances, mas o fato em questão é o mesmo. Potencialmente, toda a sociedade é posta ou se vê em condições de produzir. Os meios para distribuir essa produtividade antes estocada, não mais estariam restritos a um pequeno grupo que detém os modos de produção de riqueza. Para a fase contemporânea, a riqueza agora se estrutura e se estabelece em sua produtividade por uma lógica comunicativa e informacional.</p>
<p>Neste contexto, o conteúdo produzido nas margens, a partir do usuário comum, passa a protagonizar o que vai se constituir na chamada web social, que resulta das interações feitas em rede. Obra que, como lembra um dos diretores do Yahoo!, Ricardo Baeza-Yates, (2007) &#8220;va mucho más allá de las fotos y videos&#8221;.</p>
<p>Diante dessas mudanças que as novas tecnologias de informação e comunicação [TICs] provocam e potencializam, o que Da Cruz (2006) busca problematizar é como a atividade jornalística é afetada e se reconfigura. O autor lembra que as TICs estão gerando &#8220;nuevas formas de relacionamiento entre los periodistas y el público, y el público mismo ha tomado a su cargo tareas periodísticas.&#8221; (Da Cruz, 2006. p. 1)</p>
<p>Duas seriam as características fundamentais desse novo formato de jornalismo. Ele obedeceria a um estilo mais conversacional e, portanto, se vê muito mais afetado por aquilo que o público diz. Percebe-se outro ponto fundamental logo na primeira citação feita por Da Cruz em seu artigo: “La mayoría de la gente (…) no tiene tantas horas diarias para leer la web, y quiere que alguien le diga rápida y sucintamente lo que necesita saber.” Essa não seria a descrição da atividade de cartografia de que Jesús Matin-Barbero analisa em seu livro “O Ofício de Cartógrafo [travessias latinoamericanas de comunicação na cultura]”, sobre o novo papel a ser desempenhado para que caminha o jornalismo?</p>
<p>Nesse novo cenário, o jornalista deixa então de exercer o papel do único provedor de informação. O leitor agora também quer interferir no conteúdo. O link Editar das plataformas wikis é bem paradigmático nesse sentido. O momento indicaria o jornalista muito mais relacionado a desempenhar o papel de organizador de conteúdos, o jornalismo cartógrafo, do que o de ser porta-voz da verdade. Talvez, no fim, essa seria a repetição de uma velha atividade atribuída ao jornalista &#8211; organizar a realidade, o caos, cartografar os acontecimentos, enfim, reunir &#8220;rápida y sucintamente lo que necesita saber .&#8221; (Da Cruz, 2006. p. 01)</p>
<p>Mas se o jornalista caminha para o ofício de cartografia, como pode ser caracterizado o que as pessoas, digamos, comuns/amadoras, produzem? Tanto para um quanto para o outro, Da Cruz lembra que existem nomes diferentes e que também expressam formas diferentes de agir dentro desses dois meta-ofícios.</p>
<blockquote><p>…. periodismo ciudadano, participativo, cívico, social, de fuente abierta, comunitario o periodismo 3.0 (de tercera generación). Las denominaciones no son sinónimos sino que, con matices, los adjetivos califican fenómenos contemporáneos que potencian el protagonismo de lectores o audiencias, o aún su autonomía. Según cómo se instrumente el concepto, según en qué actor se ponga el acento, la potenciación sucede en los marcos de los medios tradicionales o va por fuera de los mismos, ligado a las tecnologías digitales. (Da Cruz, 2006. p.2)</p></blockquote>
<p>Seria esse o caso de os jornalistas serem mais editores do que propriamente jornalistas em seu sentido até aqui entendido? Varela (2007, Online) indica que um aspecto fundamental nesse contexto é a nova forma de valoração da informação. O autor vai diferenciar esse valor a partir de dois momentos. A chamada era da escassez e, agora, a era da abundância.</p>
<p>Na escassez o valor da informação era estabelecido a partir da dificuldade de se conseguir notícias atuais e verdadeiras. Na era da abundância, Varela aponta que o problema não é a falta de informação. Agora se tem para todos os gostos, espalhada pelos grupos de estilos e afetividades formados e potencializados pela internet. A atitude de agora seria a de apurar, cartografar qual é a informação mais valiosa e fazer uma reelaboração para que todos, e não apenas um grupo em particular, possam saber.</p>
<p><strong><font color="#800000">2. Metroblogs</font></strong></p>
<p>Metroblogs basicamente são diários que têm como função fazer uma crônica da cidade. Varela (2007) lembra que quando se pensa em cidades pequenas, nos povoados, nos bairros, nos lugares onde se desenvolve a vida cotidiana das pessoas normais, os meios de comunicação até podem fazer uma cobertura da vida cotidiana, &#8220;mas não suficientemente a fundo&#8221;. O autor ressalta também que a profundidade a que podem chegar os meios de comunicação tradicionais e as redações profissionais, quando se trata de assuntos cotidianos das comunidades mais próximas do cidadão, é escassa.</p>
<p>Em entrevista ao jornal A Gazeta, o diretor de jornalismo da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo no Espírito Santo, Abdo Chequer, também parece reconhecer essa limitação de alcance da pauta e apuração do jornalismo tradicional. &#8220;Atender aos interesses da comunicação com jornalismo hiperlocal é muito interessante, mas intelectualmente, me parece carente.”</p>
<p>Não ficou claro ao longo da entrevista como, em que medida e referente exatamente a que, ou a quem, aconteceria essa limitação intelectual do jornalismo hiperlocal. O fato é que os acontecimentos do que também se convencionou chamar de informação microlocal, não podem ser encontrados nas páginas dos jornais. A maioria desses veículos, aponta Varela, &#8220;não conta com a redação suficiente nem com páginas necessárias, além de não supor que esses acontecimentos e informações sejam importantes.&#8221; (Varela, 2007. p. 44)</p>
<p>Para superar esses furos no tecido informático local surgiram os meios cidadãos, ou colaborativos, hiperlocais, exemplificados neste artigo pelas experiências de blogs metropolitanos do Rio de Janeiro e de São Paulo. Os chamados metroblogs têm entre suas características estruturantes o fato de que a informação provém basicamente das colaborações de vizinhos ou pessoas comuns, interessados no que ocorre nas comunidades locais ou mesmo na cidade como um todo, mas sob uma outra perspectiva de abordagem.</p>
<p>Mas esse jornalismo hiperlocal não vem refutar ou deslocar os meios de comunicação tradicionais. O objetivo fundamental indicado por Varela é &#8220;ser complemento e preencher o vazio existente pela dificuldade e carência de se cobrir com métodos e jornalistas profissionais os acontecimentos de menor importância da atividade social e cidadã”. (Varela, 2007. p. 46)</p>
<p>Henrique Antoun, professor do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, também compartilha dessa perspectiva da não substituição dos meios. Em palestra em Vitória no seminário &#8220;A Constituição do Comum&#8221; (Maio de 2007) <a href="http://ezequielvieira.blogprofissional.com.br/2007/05/24/internet-o-gato-saiu-do-saco/">ele argumentou</a> que os blogs não vão fazer com que os veículos tradicionais desapareçam. Isso porque, lembra, a lógica que os mantém são bem diferentes. &#8220;O veículo publica o preconceito de sua audiência. Você só arregimenta as massas a partir de grandes preconceitos. Ela [a massa] é mantida dócil pelos meios de comunicação fazendo com que ela desconfie de sua capacidade de ação.”</p>
<p>A estrutura dos blogs se destoaria no sentido de que eles não representam uma comunicação para os outros. Seria antes uma perspectiva a partir do mundo de quem produz, o que leva ao necessário reconhecimento no enunciado do sujeito produtor de seus discursos. Muito diferente dos efeitos de objetividade e realidade buscados pelo jornalismo tradicional, pois conforme lembra Ramaldes (1997, p.4). &#8220;Além de produzir efeito de verdade objetiva, o jornal, com a aparência de afastamento, evita arcar com a responsabilidade do que é dito, já que sempre transmite a opinião dos outros, o saber das fontes&#8221;.</p>
<p><strong><font color="#800000">3. Estudo de caso</font></strong></p>
<p><strong>3.1. Metroblogging Rio de Janeiro</strong></p>
<p><img border="0" src="http://bp1.blogger.com/_UKEA8ntsS40/R11ZetpA7DI/AAAAAAAAAE8/CTVtLdu1Xpw/s400/rioblog.JPG" /></p>
<p>Este exemplo de blog metropolitano faz parte da plataforma Metroblogging Network, que possui atualmente 52 páginas¹. Destas, 29 estão na América do Norte, 12 na Ásia, oito na Europa, duas na Oceania e apenas uma na América do Sul. O único representante sul-americano é o blog da cidade do Rio de Janeiro, que será apresentado a seguir.</p>
<p>O Metroblogging, como o próprio portal se define, é escrito da perspectiva de pessoas que vivem, trabalham e divertem-se na cidade todos os dias. É uma oportunidade de saber mais sobre o Rio de Janeiro, através das experiências compartilhadas pelos autores.</p>
<p><a href="http://rio.metblogs.com/">O Rio Metblog</a> surgiu em 30 de junho de 2006. Em 17 meses já conta com 815 posts e quase três mil comentários. Em seu primeiro post, já fica claro o caráter informal que estará presente nos textos.</p>
<blockquote><p>“O Rio Metblog nasceu no Lamas, bar/restaurante que fica no Flamengo. Nunca fui muito com sua cara, para o desespero de amigos, conhecidos e outros. Ele parece ser uma unanimidade, por ser um lugar bacana, com comida e bebida boas e aberto até altas horas.</p>
<p>Mas ontem, enquanto nos reuníamos e imaginávamos as possibilidades deste blog carioca, observei o Lamas diferente. (&#8230;)</p>
<p>O Lamas tem 133 anos e fica na Marquês de Abrantes 18. O manual diz que fica aberto até às 3hs, mas isso pode ser negociado”. (Lamas. Escrito por Marcelo Nóbrega, em 30 de Junho de 2006)</p></blockquote>
<p><strong>O blog é dividido em 28 categorias:</strong></p>
<p><em>Ar livre, Bares, Bizarrice, Coisas, Comida, Cultura, Dia, Esporte, Eventos, Exposições, Futebol, Internet, Jornais, Lugares, Música, Na rua, Natureza, Noite, Notícias, Pessoas, Poesia, Política, Praia, Rádio, Restaurantes, Só rindo&#8230;, Shows e TV.</em></p>
<p>Nelas, existe a preocupação de representar a cidade na Rede, junto com assuntos bem gerais cuja abrangência possibilita que se escreva qualquer coisa pelo critério do que se queira no momento.</p>
<p>Rio Metblog é escrito por</p>
<ul>
<li>Ilka Porto [ser humano dotado de olhos, boca, ouvidos, nariz, cérebro e coração. Não necessariamente nessa ordem],</li>
<li>Luiz Paulo Rocha [um artista plástico que perde seu tempo escrevendo de graça pra esse blog],</li>
<li>Alexandra Wiltshire [estudante de Tradução na PUC-Rio, cantora, compositora, carioca e moradora da aflita cidade do Rio de Janeiro] e</li>
<li>Letícia Novaes [papel de carta].</li>
</ul>
<p>De acordo com a descrição pessoal de cada autor, o leitor pode conhecer um pouco sobre a personalidade de cada um e reconhecer também as características que permeiam cada texto, mesmo sem observar o nome que assina cada post.</p>
<p>A formação dos autores influência bastante a forma de cada um escrever. O Rio Metblog possui posts com caráter literário, outros em que o fato é um olhar diferente sobre a paisagem da cidade, diferenciando assim as narrativas, em histórias que vão desde pequenos ensaios, até registros pessoais ou verdadeiros desabafos diante do caos da cidade.</p>
<p>Em cada pequena história, curiosidades da cidade &#8211; algumas que provavelmente só os cariocas entendem, outras que o visitante precisa conhecer minimamente a cidade para poder visualizar a cena descrita. Outros posts retratam traços marcantes da personalidade e da linguagem oral do carioca. Essas peculiaridades ressaltam o caráter hiperlocal do meio.</p>
<blockquote><p>“SÁBADO, FIM DE TARDE, SOL SE PONDO EM IPANEMA.<br />
POSTO NOVE.</p>
<p>TODOS: Clap, clap, clap, clap, clap&#8230; [aplaudindo o pôr-do-sol]</p>
<p>LEK 1, COM LÔRA BOAZUDA A TIRACOLO: Qualé, merrmão, já vai vazá já?</p>
<p>LEK 2, ALISANDO O ABDOME SARADO: Pôôô&#8230; Acho que já vou chegar já, irrmão.</p>
<p>BROU, COM BOLA NO PÉ E AÇAÍ NA MÃO: Belê, lek. Aquela parada nem rola, então, né?</p>
<p>LEK 2, ALISANDO A NUCA: Aê, brou&#8230; Acho que nem. Fica bolado?</p>
<p>BROU, COM AÇAÍ NO PÉ E BOLA NA MÃO: Trank&#8230; Marr tá ligado que tu tá deveno, né, xóqui?</p>
<p>LEK 2, ACENO DE TORCIDA, GANGUE, COMANDO OU QUALQUER COISA QUE OS IDENTIFICA COMO TURMA: Valeu. Força aê, fui.</p>
<p>LEK 1, CABEÇA COM CABEÇA DO BROU: Já vô chegar já tamém, brou. O sol já foi já. Formô?</p>
<p>BROU: Já é. Tamém tô vazando.</p>
<p>LEK 1, TAPINHA NA BUNDA BOAZUDA DA LÔRA: Tu vem comigo.</p>
<p>LÔRA BOAZUDA: &#8230;</p>
<p>TODOS SOMEM NO HORIZONTE.</p>
<p>EU: Clap, clap, clap, clap, clap&#8230;</p>
<p>(Licença mau-humorética que logo passa com um bom banho de mar. No Leme, claro)”.</p>
<p>(Ela é carioca. Escrito por Maíra Abrahão, em 20 de Julho de 2006)</p>
<p>“E viva a Lisboa de Portugal que nos legou esse sotaque carioca cheio de xizes e de erres e todos os santos e santas e todos esses açougues, padarias e botequins que se chamam rainhas disso e reis daquilo, sobremaneira as dúzias de variantes em torno do bacalhau, seja o Rei do Bacalhau, seja o Bacalhau do Rei, seja ainda este Império do Bacalhau e aquele Bacalhau Imperial, príncipes e princesas do Reinado do Bacalhau e todas essas nobrezas vagabas que se estampam nos letreiros e nos cartazes da cidade, inclusive o da Padaria Santa Marta, na Fonte da Saudade, que anuncia em promoção 88 bolinhos de bacalhau, tudo aos módicos 88 reais e 88 centavos”.</p>
<p>(Salve meu nobre. Escrito por Luiz Paulo Rocha, em 08 de Novembro de 2007)</p></blockquote>
<p>Em todos os textos, o sentimento de quem o escreveu está muito explícito, seja no prazer de falar das experiências positivas na cidade ou no repúdio a algum problema vivenciado pelo Rio e seus moradores. Por parte do leitor, fica a possibilidade de se encantar ao ver uma cidade mundialmente conhecida, como o Rio de Janeiro, descrita pelas pessoas que vivenciam a realidade local dia a dia e não somente por manchetes, muitas vezes tendenciosas, de jornais.</p>
<blockquote><p>“No Brasil o carioca é conhecido, entre outras, pela malandragem, o cara ‘exxxxperto’. Isso irrita muita gente de outros estados que chega para visitar a cidade maravilhosa.</p>
<p>Longe de ser uma especificidade local, vemos que até em países ditos desenvolvidos, de &#8220;primeiro mundo&#8221;, como Grécia, Itália e Espanha, a malícia e vontade de tirar vantagem em cima dos outros também é constante.</p>
<p>(&#8230;) Na verdade, onde tem turista, tem um bando de besta em potencial e alguém querendo se aproveitar, pouco importa o lugar do mapa. (&#8230;)</p>
<p>A malandragem é universal, mas os artifícios para exercê-la são diferentes. (&#8230;) Pelo menos o europeu é mais pacífico na hora do roubo, ou melhor, furto. E muito provavelmente não vai apontar uma arma na sua cabeça. O que já é alguma coisa.”</p>
<p>(Malandragem universal ou turista é uma merda. Escrito por Ilka Porto, em 16 de Outubro de 2007)</p></blockquote>
<p>Em outros casos, são mostrados ângulos diferentes das tragédias quase diárias que a mídia pontua. É quando o cidadão carioca, que vivencia esses fatos e às vezes não se dá conta do que acontece ao seu redor, assume o papel tradicionalmente legado ao jornalista e se torna o sujeito que informa, com fatos reais, mais sentimento, além de observações que vão muito além do lead.</p>
<blockquote><p>“Ontem à tarde saindo de uma gráfica, ali no finalzinho da Rua da Passagem, notei uma caminhonete toda queimada, vidros estraçalhados em volta, ferragem retorcida, parecia até carro do Jó, aí do post abaixo. Estava rodeada de curiosos e trazia ao redor aquelas fitas amarelas da Defesa Civil. Na hora achei interessante aquele monte de ferro destroçado. Hoje fiquei sabendo que o carro pertencia à professora de catecismo Vitória Marques, que morreu quando seu carro, um Santana Quantum, foi metralhado por assaltantes e explodiu em seguida. Havia um padre com ela, que também foi atingido mas sobreviveu aos tiros. Dona Vitória foi enterrada hoje no São João Batista e seu caixão estava coberto com a bandeira do Botafogo”.</p>
<p>(Tem coisas que também acontecem em Botafogo. Escrito por Luiz Paulo Rocha, em 04 de Dezembro de 2007)</p></blockquote>
<p>Os traços da linguagem característica do carioca estão evidentes nos posts. Essas marcas bem nítidas na fala, estão presentes também na escrita. Os textos são produzidos sem o rigor da norma culta e, como destaca Varela (2007), quanto mais oral é o estilo, mais os leitores se sentem pertencentes ao meio, já que eles se identificam com pessoas que escrevem da mesma forma como eles falam.</p>
<blockquote><p>“(&#8230;) No ano passado, conheci uma paulistana que me pediu ajuda pra entender minha cidade. Segundo a lógica de que toda cidade é uma língua, por algumas horas virei professor desse idioma chamado Rio de Janeiro. Mas como uma língua só se aprende na base da humilhação e do erro, como diz uma amiga querida, dei à paulistana uns dois ou três verbos, uma dúzia de bons substantivos, uma interjeição pra casos de emergência e orgasmo (uma só pros dois casos) e mandei que comprasse um mapa, numas de &#8220;Ó só, mina: isso aqui é a guerra, tá ligada?&#8221;</p>
<p>(Cartografia Carioca. Escrito por Nuno Virgilio Neto, em 30 de Junho de 2006)</p></blockquote>
<p><strong><font color="#800000">3.2. Sampaist</font></strong></p>
<p><img border="0" src="http://bp1.blogger.com/_UKEA8ntsS40/R11a2tpA7EI/AAAAAAAAAFE/JriHziESHdU/s400/sampablog.JPG" /></p>
<p>Um exemplo de blog metropolitano na cidade de São Paulo <a href="http://sampaist.com/">é o Sampaist</a>. É ligado a Gothamist LLC, que se considera a mais popular rede de blogs de cidades na internet hoje. No entanto, segundo texto apresentado na página principal da Gothamist LLC, a rede possui apenas 14 sites, em cinco países. Como característica comum a todos os blogs metropolitanos, essa rede nova-iorquina também prioriza as notícias locais, eventos, comidas e entretenimento a fim de atrair a audiência do público jovem.</p>
<p>O Sampaist é o único latino-amercano presente na Gothamist. Foi lançado oficialmente em maio de 2006 e em menos seis meses já contava com mais de mil posts. O blog segue o direcionamento da rede, como percebe-se em sua auto-descrição:</p>
<blockquote><p>Sampaist é um site sobre a cidade de São Paulo e tudo o que acontece nela. Isso significa notícias, eventos, bares, restaurantes, acontecimentos e opiniões.</p>
<p>Como a cidade, o blog é multifacetado. Gostos (bem) diversos entre os colaboradores, mas cada um na sua e com espaço para todos. Uma paixão com objetivos em comum: textos agradáveis, críticas contundentes, histórias bem humoradas e dicas imperdíveis. O Sampaist fala para quem quiser ouvir. Não se dirige ao gringo perdido na Paulista, nem ao paulistano que nasceu gritando &#8220;meu&#8221;. Você vai estar lá em algum post. Seja você um daqueles que não perde uma garoa na esquina da Ipiranga com a São João, ou um daqueles que não faz idéia do que seja a 25 de Março.</p></blockquote>
<p>Sampaist é atualizado diariamente, de acordo com o objetivo de documentar a vida paulistana e todas as suas nuances. Possui um editor (Leandro Meireles Pinto), um co-editor (Lucas de Oliveira Fernandes) e nove colaboradores (Ana Carolina Monteiro, Athos Sampaio, Carlos Augusto Gomes, Fernanda Fontes, Ligia Helena Sales Nunes, Luiz Horta, Marcela Tavares, Mayara Geraldini, Renata Honorato). Nas apresentações de cada participante, a relação pessoal com a cidade. Poucos deixam claro qual é a profissão, exceto – Renata Honorato, que relata ser em seu perfil “jornalista, apaixonada por música e cinema”.</p>
<p>O blog mantém certo nível de diálogo com os leitores, uma vez que em seu texto de apresentação afirma que dicas ou idéias para novos posts podem ser enviadas para o email de um dos escritores. Quanto à participação, o blog afirma que está constantemente em busca de novos colaboradores. Segundo a apresentação do Sampaist, para participar bastaria amar a cidade de São Paulo e enviar um email ao editor.</p>
<p>O blog é dividido em 17 categorias</p>
<p><em>Aniversário da cidade, artes &amp; eventos, carnaval, cinema, comportamento, consum-ist, entrevistas, esportes, imagens da cidade, internet, música, noite, notícias: SP, opinião, sabor da cidade, sampa para menores, universo-ist.</em></p>
<p>Pelos temas, percebe-se que existe a preocupação de representar a cidade da forma mais abrangente possível, para que o visitante possa conhecer a capital paulista sob diferentes aspectos.</p>
<p>Mas, diferente do metroblog carioca, o exemplo paulista apresenta textos mais informativos do que literários e direciona os posts para assuntos que interferem diretamente no dia a dia da população. Isso reforça o caráter de jornalismo feito por e para cidadãos.</p>
<blockquote><p>Tá lá no site da prefeitura: convênio com o governo Serra, assinado esta semana, garante a São Paulo mais 1.150 pessoas para o Cidade Limpa &#8212; carro-chefe da administração Kassab.</p>
<p>Os trabalhadores são bolsistas do Programa Emergencial de Auxílio-Desemprego &#8211; Frente de Trabalho. Cada subprefeitura terá 150 bolsistas, que vão realizar mutirões de limpeza e de conservação em ruas, praças e jardins.</p>
<p>Todos vestindo o uniforme amarelo e azul que já foi tema de post aqui e que, na imagem acima, quase foi promovido a crucifixo em missa tucana, não é, não?</p></blockquote>
<p>Na estrutura editorial aparecem inserções como “Vídeo” e “Imagem da Semana” – retirados do Youtube e Flickr, respectivamente. O post, quase diário, “Extra Extra!” traz as principais manchetes de São Paulo publicadas por portais como G1, IG e Folha.</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p>¹ Não consideramos para esse estudo a categoria “Outros” presente na lista. Essa categoria era composta por apenas 1 página, em 06 de dezembro de 2007.</p>
<p>BAEZA-YATES, Ricardo. IN: &#8220;Internet é a nova realidade&#8221;, afirma diretor do Yahoo!. <a href="http://polimidia.wordpress.com/2007/06/15/internet-e-a-nova-realidade-afirma-diretor-do-yahoo/">Acesso em 06/12/07</a></p>
<p>DA CRUZ, José. Periodismo Ciudadano: Ruído y Nueces. <a href="http://www.tribunadelosmedios.com/documentos/CartaGlobal6DaCruz.pdf">Acesso em 07/12/07</a></p>
<p>GOTHAMIST LLC. <a href="http://www.gothamistllc.com">Acesso em 07/12/07</a></p>
<p>JORNAL A GAZETA. &#8220;A Sociedade perdeu suas bandeiras.&#8221; Disponível na Internet: <a href="http://gazetaonline.globo.com/jornalagazeta/anteriores/ant.php?cd_matia=378608&amp;cd_site=97&amp;cd_data=02/12/2007">Acesso em 06/12/07</a></p>
<p>MARTÍN-BARBERO, Jesus. O Ofício de Cartógrafo [travessias latinoamericanas de comunicação na cultura]. Editora: Loyola</p>
<p>RAMALDES, Maria Dalva. O discurso político sob o olhar semiótico. Dissertação de Mestrado. Ano de Obtenção: 1997. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, Brasil.</p>
<p>RIO METBLOG. <a href="http://rio.metblogs.com/">Acesso em 06/12/07</a></p>
<p>SAMPAIST. <a href="http://sampaist.com/">Acesso em 06/12/07</a></p>
<p>VARELA, Juan. Nuevos medios, nuevos periodistas. <a href="http://www.slideshare.net/JuanVarela/nuevos-medios-nuevos-periodistas">Acesso em 06/12/07</a></p>
<p>VARELA, Juan. Jornalismo participativo: o Jornalismo 3.0. IN. Blogs: Revolucionando os Meios de Comunicação. Editora: Thomson Learning</p>
<p>VILCHES, Lorenzo. A Migração Digital. Ed. PUC-Rio, 2003.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/polimidia.wordpress.com/639/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/polimidia.wordpress.com/639/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polimidia.wordpress.com/639/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polimidia.wordpress.com/639/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polimidia.wordpress.com/639/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polimidia.wordpress.com/639/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polimidia.wordpress.com/639/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polimidia.wordpress.com/639/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polimidia.wordpress.com/639/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polimidia.wordpress.com/639/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polimidia.wordpress.com/639/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polimidia.wordpress.com/639/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=639&subd=polimidia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A cooperação como elemento constituinte das redes sociais</title>
		<link>http://polimidia.wordpress.com/2007/06/22/a-cooperacao-como-elemento-constituinte-das-redes-sociais/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Jun 2007 18:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[catarse]]></category>
		<category><![CDATA[redes]]></category>
		<category><![CDATA[ufes]]></category>

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		<description><![CDATA[Nessa metade de ano a temática do blog ficou bem mais virtual. Também pudera. Não poderia ser diferente tendo ao longo do período um laboratório de jornalismo digital e uma optativa sobre produção e colaboração em rede.
 
Talvez menos virtual e mais nas ruas o blog segue em frente. Esse é o 7º período de um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=536&subd=polimidia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Nessa metade de ano a temática do blog ficou bem mais virtual. Também pudera. Não poderia ser diferente tendo ao longo do período um laboratório de jornalismo digital e <a target="_blank" href="http://polimidia.wordpress.com/2007/04/09/a-liberdade-que-constitui/">uma optativa</a> sobre produção e colaboração em rede.</p>
<p> <a href="http://polimidia.wordpress.com/photos/dr/470658347/" title="Redes Sociais"><img width="237" src="http://farm1.static.flickr.com/220/470658347_6d747a368b_m.jpg" alt="Redes Sociais" height="240" /></a></p>
<p>Talvez menos virtual e mais <em>nas ruas</em> o blog segue em frente. Esse é o 7º período de um curso que, cá onde estou agora, parece ter passado bem depressa &#8211; mas não me prometa nada para daqui a quatro anos. Talvez por medo de ainda não saber muito bem o que pretendo fazer depois de formado, sigo na universidade por mais um ano.</p>
<p>Até lá vou pegando algumas disciplinas de política que me interessaram em ciências sociais pra minimamente saber sobre o que estou falando quando essa for a minha atividade no jornalismo. Além das matérias também não posso me desgrudar de professores de quem acredito que tenho muito a aprender &#8211; <a target="_blank" href="http://plsql1.cnpq.br/dwdiretorio/pr_detalhe_bt_pesq?strPNroIdCNPq=0406828859473581&amp;strPQuery=&amp;strPConector=ALL">Mauro</a>, <a target="_blank" href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4700343Y4&amp;dataRevisao=">Zorzal</a>, <a target="_blank" href="http://www.bdtd.ndc.uff.br/tde_arquivos/28/TDE-2007-03-12T131719Z-672/Publico/Tese_Martinuzzo.pdf">Martinuzzo</a>, <a target="_blank" href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=N209779">Malini</a>, <a target="_blank" href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;q=%22francisco+albernaz%22+ufes+ciencias+sociais&amp;meta=">Albernaz</a>. Quando eu crescer quero ser uma mescla deles.</p>
<p>Em suma, depois de alguns percalços, alinhavei as anotações que vinha fazendo pro artigo que tinha que fazer para <a target="_blank" href="http://polimidia.wordpress.com/2007/04/09/a-liberdade-que-constitui/">a optativa</a> sobre redes virtuais. Sem muita criavitidade batizei de &#8220;A cooperação como elemento constituinte das redes sociais&#8221;.</p>
<ul>
<li><font color="#ff6600">A quem interessar possa</font>, <a target="_blank" href="http://polimidia.files.wordpress.com/2007/06/artigo-optativa.doc">eis o artigo</a>.</li>
</ul>
<p>Imagem: <a target="_blank" href="http://www.flickr.com/photos/dr/470658347/">Flickr</a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/polimidia.wordpress.com/536/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/polimidia.wordpress.com/536/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polimidia.wordpress.com/536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polimidia.wordpress.com/536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polimidia.wordpress.com/536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polimidia.wordpress.com/536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polimidia.wordpress.com/536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polimidia.wordpress.com/536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polimidia.wordpress.com/536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polimidia.wordpress.com/536/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polimidia.wordpress.com/536/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polimidia.wordpress.com/536/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=536&subd=polimidia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>

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			<media:title type="html">Redes Sociais</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Sistema político cá e lá &#8211; não existe transcendência a ser manifestada</title>
		<link>http://polimidia.wordpress.com/2007/03/14/sistema-politico-ca-e-la-nao-existe-transcendencia-a-ser-manifestada/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2007 13:15:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[mundo afora]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Naomi Klein (Sem Logo) traz uma provocação para o campo da publicidade que no final das contas é muito bem-vinda como metodologia de pensamento. Ela escreve que
Embora haja uma trajetória clara em todas essas histórias, há pouco propósito, nesse estágio de nossa história patrocionda, em imaginar um passado mítico sem marcas ou algum fututo não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=428&subd=polimidia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Naomi Klein (<a href="http://www.4shared.com/dir/1104012/94135a8/sharing.html" target="_blank">Sem Logo</a>) traz uma provocação para o campo da publicidade que no final das contas é muito bem-vinda como metodologia de pensamento. Ela escreve que</p>
<blockquote><p>Embora haja uma trajetória clara em todas essas histórias, há pouco propósito, nesse estágio de nossa história patrocionda, em imaginar um passado mítico sem marcas ou algum fututo não comercial.</p></blockquote>
<p>No campo da política, assim mesmo não tão distante da publicidade &#8211; para desgosto dos puristas  e revolucionários que agem pontualmente em visitas de Bush e cia, tento encontrar a época a qual Bauman se refere como ideal de convívio e atividade politíca coletiva que teria sido deixada para traz e que, como tal, deveria ser resgatada &#8211; <a href="http://www.4shared.com/dir/1104012/94135a8/sharing.html" target="_blank">Modernidade Líquida</a>.</p>
<p>A coluna dessa semana de Cesar Felício (<em>Um debate de críticas irresponsáveis </em>- Valor Econômico 13/03) traz ainda mais luz nessa querela de transcendência  da perfeição política que teria que ser manifestada.</p>
<p>Felício faz o favor de lembrar que o desprestígio do sistema partidário não é uma idiossincrasia tupininquim e sim um fenômeno mundial. Um problema que beira a ser um dado da realidade, para ser mais preciso. O jornalista cita uma pesquisa do Eurobarometro do ano passado e destaca que nos países mais populosos da Europa, como França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha, os partidos são as instituições em que a sociedade menos confia, com índices que vão de 12% (casos francês e inglês)  a 25% (caso espanhol).</p>
<p>A situação não é diferente na América Latina. Outro levantamento citado pelo colunista, o Barômetro Iberoamericano de Governabilidade, apurou entre 2005 e 2006 índices de confiança partidária que variariam entre pífios 2% no Equador a 22% no Chile. A chuva de estatísticas  indicaria que há um problema estrutural dentro dos poderes, seja qual for o nível de consolidação democrática.  Os dados mencionados indicam também que a  desconfiança atinge a maioria dos países com voto distrital puro, distrital misto, proporcional com lista fechada, com lista aberta, com financiamneto público de campanha, &#8220;enfim, com todo o rosário das soluções lembradas pelos que defendem a reforma política.&#8221;</p>
<blockquote><p>Partidos e parlamentos são impopulares em todo o mundo, mas é óbvio que não fazem da tábua rasa das diferenças entre a democracia na Europa e na América Latina. A linha divisória está no grau de confianaça nas instituições responśaveis po políticas permanentes no Estado. Sabe-se onde o calo aperta. Os pesquisados no Haiti declraram confiança no Congresso igual à francesa: 27%. Quando se pergunta sobre Justiça, a credibilidade do judiciário francês vai a 40% e a do haitiano a 5%. Ao se tratar de Igreja, a da França consegue 35% de confiança e a do Haiti 82%. Nos países europeus, invariavelmente, desponta com maior credibilidade a polícia e as Forças Armadas. Nos latino-americanos, com exceção do Chile e da Venezuela, só Deus salva: a Igreja Católica é a instituição mais confiável para todos as demais países.</p></blockquote>
<p><strong>Etc </strong>- Acesse também a <a href="http://gjol.blogspot.com/2007/03/orkut-d-poder-de-censura-polcia.html#links" target="_blank">postagem</a> <em>Orkut dá poder de censura à política brasileira: repercussão na blogosfera</em> no Jornalismo e Internet</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/polimidia.wordpress.com/428/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/polimidia.wordpress.com/428/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polimidia.wordpress.com/428/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polimidia.wordpress.com/428/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polimidia.wordpress.com/428/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polimidia.wordpress.com/428/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polimidia.wordpress.com/428/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polimidia.wordpress.com/428/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polimidia.wordpress.com/428/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polimidia.wordpress.com/428/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polimidia.wordpress.com/428/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polimidia.wordpress.com/428/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=428&subd=polimidia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Ez</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Pena de morte e suas contradições</title>
		<link>http://polimidia.wordpress.com/2007/02/16/pena-de-morte-e-suas-contradicoes/</link>
		<comments>http://polimidia.wordpress.com/2007/02/16/pena-de-morte-e-suas-contradicoes/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2007 16:25:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://polimidia.wordpress.com/2007/02/16/pena-de-morte-e-suas-contradicoes/</guid>
		<description><![CDATA[por Elaine Dal Gobbo &#8211; Estudante do 7ºp de jornalismo/Ufes
Tenho certeza que a pena de morte não impedirá atos violentos cometidos por essa juventude. Sabe por que? Porque essa juventude sabe que vai morrer, com ou sem pena de morte.
Sempre que ocorre um crime com requintes de crueldade tem início a discussão sobre a pena [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=403&subd=polimidia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>por Elaine Dal Gobbo &#8211; Estudante do 7ºp de jornalismo/Ufes</p>
<blockquote><p>Tenho certeza que a pena de morte não impedirá atos violentos cometidos por essa juventude. Sabe por que? Porque essa juventude sabe que vai morrer, com ou sem pena de morte.</p></blockquote>
<p>Sempre que ocorre um crime com requintes de crueldade tem início a discussão sobre a pena de morte no Brasil e a redução da maioridade penal. Tenho que admitir que em relação à segunda medida mencionada para diminuir a violência eu ainda não tenho opinião formada. Preciso ler mais sobre o assunto e conversar com quem possui uma postura contrária, já que os argumentos de quem é favorável eu já conheço, pois são sempre os mesmos: “uma pessoa que pode votar também pode responder pelo crime que cometeu” ou “uma pessoa de quinze, dezesseis anos sabe muito bem o que faz”.<br />
 <br />
No que diz respeito à pena de morte eu tenho uma opinião formada: sou contra. Muitos fatores me influenciaram na adoção dessa postura, e esses fatores vão desde visitas a presídios, conversas com detentos, agentes penitenciários e jovens inseridos na criminalidade até convicções religiosas. Gostaria de narrar algumas experiências que vivi e que me fizeram crer que a pena de morte é um equívoco. Tive a oportunidade, por meio da Pastoral Carcerária, de visitar o Departamento de Polícia de Jardim América e o Mosesp, em Viana, o que foi uma experiência ímpar. Não vou aqui relatar as condições das cadeias, e sim, falar sobre as conversas que tive com pessoas lá de dentro.<span id="more-403"></span></p>
<p>Dialogando com um presidiário, ele me falou o seguinte: “sabe, moça, se alguém for acusado de um crime que não cometeu, se o acusado não tiver informação, e a família também não, ele fica aqui dentro, mesmo que não haja provas contra ele. Sabe por que, moça? Porque quanto mais gente presa, mais o Estado precisa gastar dinheiro com os presos, quanto mais dinheiro enviado, mais dinheiro desviado para o bolso de algumas pessoas”. </p>
<p>Depois dessa conversa passei a refletir melhor sobre essa questão, até que fui conversar com um agente penitenciário numa entrevista para o Primeira Mão, o jornal laboratório do curso de Comunicação Social da UFES. No final das entrevistas que faço sempre pergunto se há algo mais que o entrevistado acha importante dizer. Para minha surpresa, o agente penitenciário falou o seguinte: “olha, acho que é importante você colocar aí (na matéria) que no presídio tem gente inocente e tem gente que realmente é criminoso, já cumpriu pena, mas está lá dentro ainda. Isso acontece porque o preso custa caro. Se tem muito preso, o investimento tem que ser maior, e é aí que entra o desvio de verba. Há algum tempo foi enviado dinheiro para reforma do Mosesp. Não foi feito praticamente nada lá. Para onde foi essa verba?”. </p>
<p>A certeza de que muitos inocentes irão morrer é um dos motivos que me impulsionam a ser contra a pena de morte. Porém, não é só isso. Também acredito que tal medida será um genocídio de pobres, jovens e negros. De acordo com pesquisa encomendada pela Organização das Nações Unidas (ONU), 70% dos jovens assassinados no Brasil são negros, moradores de periferia e têm entre 15 e 18 anos. Numa outra entrevista que fiz, dessa vez para uma pesquisa do Programa Conexões de Saberes/UFES, o gestor da Secretaria de Segurança Pública do Governo do Estado do Espírito Santo Coronel José Campos Nivaldo me informou que mais de 90% dos detentos em presídios capixabas tem no máximo 25 anos. O que está acontecendo com esses jovens? São pessoas totalmente sem oportunidades. Não possuem área de lazer em suas comunidades para se distrair, muitas vezes são filhos de pais que vêem no alcoolismo a única forma de não pensar nos próprios problemas e não sabem o que é uma universidade porque não conhecem ninguém que estuda lá e porque a escola não estimula o ingresso no curso superior por achar que esses jovens são incapazes. Além disso, quando circulam em locais de maior projeção social são discriminados por serem negros e pobres. Esse preconceito se reflete nas piadas ofensivas, nos olhares de desprezo e no ato de negar um emprego para esses jovens por não querer empregar um “neguinho favelado”.<br />
 <br />
Isso tudo contribui para o aumento da criminalidade. Tenho certeza que a pena de morte não impedirá atos violentos cometidos por essa juventude. Sabe porque? Porque essa juventude sabe que vai morrer, com ou sem pena de morte. A frase dita por eles é a seguinte: “quem entra nessa vida não vive muito não. Ou é morto por policial, ou é morto por comparsa ou é morto por alguém de um grupo rival. A gente sabe que vai morrer”. Conversando com um amigo que morou no Morro do Bangú, no Rio de Janeiro, ele falou que se for hoje lá no morro vai ver quem são os criminosos, se ele for no ano que vem verá que os criminosos já não são mais os mesmos, serão outros. Ou seja, os bandidos morrem e novos bandidos ocupam o lugar daqueles que se foram.  Portanto, dizer que a pena de morte vai exterminar todos os bandidos é um equívoco, pois, em virtude da falta de políticas públicas, de ações afirmativas, sempre haverá novas pessoas entrando no mundo do crime.</p>
<p>Não estou dizendo, de forma alguma, que os únicos criminosos são negros e pobres. Sei que o tráfico de êxtase, as brigas em diversas boates de classe média que culminam em várias mortes e outras atrocidades são, na grande maioria dos casos, de autoria de jovens que estudam em escolas caras, alimentam-se muito bem e possuem as “bochechas rosadinhas”. Creio que as famílias de classe média precisam rever o tipo de educação que dão para os seus filhos. Encher crianças e adolescentes de bens materiais e esquecer de transmitir valores é uma aberração. Entupir os “pimpolhos” de brinquedos caros e ser um pai ou uma mãe ausente achando que a boneca da Emília é capaz de substituir as figuras paterna e materna é um erro. Torna-los consumidores em potencial faz deles eternos insatisfeitos, achando sempre que têm pouco. Por causa disso, os filhos da elite e da classe média fazem qualquer barbaridade para ter sempre mais e mais e para chamar atenção dos pais.</p>
<p>“Os responsáveis pela violência devem ser mortos”. Então ta. Vamos acabar com a raça humana, não vai sobrar mais ninguém no planeta! Vamos exterminar todos os políticos que nós elegemos e que deixaram diversas pessoas morrerem sem atendimento nos hospitais por terem utilizado o dinheiro da saúde para comprar carros, casas e, inclusive, a boneca da Emília para cuidar de seus filhos. Vamos matar todas as pessoas que ao verem uma briga, seja na rua, ou na porta da escola, incentivaram achando isso a coisa mais legal do mundo, dando estímulo à violência. Vamos dar dez tiros na cabeça de cada pessoa que teve a oportunidade de transformar a vida de alguém por meio de um trabalho voluntário ou de outras formas mas não quis fazer isso porque acha que todo e qualquer trabalho requer uma remuneração. Vamos tirar a vida de quem está no “asfalto” e quando olha para a pobreza do morro sente desprezo, sendo que deveria sentir indignação.</p>
<p>E, para finalizar, você, que assim como eu, é Católico Apostólico Romano, seguidor da Teologia da Libertação, ou simplesmente simpatiza com a essa linha da Igreja Católica, lembre-se de que Jesus Cristo foi condenado à morte, crucificado ao lado de mais duas pessoas, sem ter cometido crime nenhum. Ele apenas incomodou os poderosos com ensinamentos de ideais que priorizam a igualdade, a justiça social e o coletivismo em detrimento do individualismo.</p>
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		<title>&#8220;Para onde vai a esquerda?&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jan 2007 10:50:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei esse texto na seção de artigos do site Assessoria Política e acredito que, até certo ponto, possa servir como uma continuidade de dois posts atrás: América Latina &#8211; o avanço de qual esquerda estamos falando?
Que matiz de esquerda se distingue nesse lamaçal? Apenas traços quase indistintos de uma ou outra sigla nanica de entonação trotskista. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=371&subd=polimidia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Encontrei esse texto na <a target="_blank" href="http://www.assessoriapolitica.com/mostra_artigo.asp?id=38">seção de artigos</a> do site Assessoria Política e acredito que, até certo ponto, possa servir como uma continuidade de dois posts atrás: <em>América Latina &#8211; o avanço de qual esquerda estamos falando?</em></p>
<blockquote><p>Que matiz de esquerda se distingue nesse lamaçal? Apenas traços quase indistintos de uma ou outra sigla nanica de entonação trotskista. O velho PC do B, do neocristão Aldo Rebelo, não pode mais se classificar como ícone esquerdista. O que se distingue é um espaço central onde as siglas vegetam. Todas elas pregam posições social-democratas como liberdade política, controle social do mercado e organização da sociedade civil. Nada disso, porém, resiste às injunções do patrimonialismo, praga que consome a lavoura partidária. Por isso, ante a pergunta sobre os rumos da esquerda, só há uma resposta: ela caminha para o centrão das conveniências. Até porque o Brasil repele as margens radicais. O perfil do País – extensão territorial, sistemas econômico e tecnológico, infra-estrutura, integração geoeconômica, cultura e organização social – se encaixa numa moldura social-democrata de tom progressista. Coisas como neocomunista ou neofascista se tornam extravagâncias.<span id="more-371"></span></p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Há duas semanas, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, um deputado do PT da Bahia abordou, aos brados, o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), com uma provocação que causou frisson: “Como é que você deixa o campo da esquerda para fazer aliança com a direita?” O parlamentar pernambucano não deixou por menos e retrucou: “Faço aliança com quem quero, menos com ladrão.” Risos e aplausos dos ouvintes. O bate-boca não mereceria registro, não fosse pelo fato de que revela a cegueira que turva a visão de parcela do corpo parlamentar do País. O Muro de Berlim caiu, as duas Alemanhas se unificaram e conceitos de esquerda e direita perderam o sentido clássico. Sobranceiros representantes do povo brasileiro, porém, continuam a enxergar na careca de Lenin o farol da consciência. E, pior, não se dão conta de que é extemporâneo falar em esquerda quando ondas tsunâmicas de corrupção devastam sua praia, afogando mensaleiros e sanguessugas, nivelando partidos e corroendo os últimos vestígios da imagem parlamentar.</p>
<p>Do diálogo ríspido entre os dois parlamentares, indagações e ilações podem ser extraídas, entre elas a questão central suscitada na interpelação: onde está e para onde vai a esquerda no Brasil? É um verbete que funciona como graxa para limpar perfis corroídos. Tem perdido charme. Não incorpora mais o escopo do socialismo marxista, inspirado na brilhante análise do velho Karl Marx sobre a formação do capitalismo e a previsão de sua catastrófica evolução. Driblando situações e esbarrando em contradições, a esquerda tupiniquim amalgamou-se, substituindo o socialismo revolucionário, com seu corolário maniqueísta do bem contra o mal, para ingressar no terreno fofo de uma “socialização humanizada”.</p>
<p>A “violência como parteira da História”, dogma apregoado por Engels e que se firmou na segunda metade do século 19, até que tentou fazer escola entre nós, nos idos de 1960, mas foi repelida pela ditadura militar. A redemocratização do País abriu espaço para vastas áreas no canto esquerdo do arco ideológico. Formava-se nova argamassa para acomodar as estacas do alquebrado socialismo revolucionário e os tijolos do liberalismo político e econômico. Nem Estado mínimo nem Estado máximo, mas um ente de tamanho adequado. A essa composição se agregaram expressões como “capitalismo de face humana” e “socialismo de feição liberal”, tentativa de convergir eficiência econômica com bem-estar social. O nome de tudo isso? Social-democracia. A formosa dama chegou ao Brasil em fins dos anos 1980, com interpretação do PSDB, cujos ideólogos escreveram um texto, Os desafios do Brasil, sobre as crises da contemporaneidade, a textura da democracia social na Europa, as estratégias de crescimento e as políticas para o nosso desenvolvimento. Por tentativa e erro, nosso arremedo social-democrata entrou no terceiro milênio, ganhou o centro do poder e foi acusado de se curvar ao Consenso de Washington. De onde partia a crítica? Do PT e pequenos satélites. Deu certo. De tanto bater, as “esquerdas” alcançaram a alforria. Adentraram o Palácio do Planalto. Mas as linhas gerais da tal política neoliberal foram preservadas.</p>
<p>Aí veio o mensalão. Soçobram as últimas pilastras leninistas-marxistas do PT. Sujam-se bandeiras de todos os partidos. Agora, da lama saem os sanguessugas. Que matiz de esquerda se distingue nesse lamaçal? Apenas traços quase indistintos de uma ou outra sigla nanica de entonação trotskista. O velho PC do B, do neocristão Aldo Rebelo, não pode mais se classificar como ícone esquerdista. O que se distingue é um espaço central onde as siglas vegetam. Todas elas pregam posições social-democratas como liberdade política, controle social do mercado e organização da sociedade civil. Nada disso, porém, resiste às injunções do patrimonialismo, praga que consome a lavoura partidária. Por isso, ante a pergunta sobre os rumos da esquerda, só há uma resposta: ela caminha para o centrão das conveniências. Até porque o Brasil repele as margens radicais. O perfil do País – extensão territorial, sistemas econômico e tecnológico, infra-estrutura, integração geoeconômica, cultura e organização social – se encaixa numa moldura social-democrata de tom progressista. Coisas como neocomunista ou neofascista se tornam extravagâncias.</p>
<p>Ao deputado baiano que questionou o colega do PPS resta a esperança de que, um dia, sairá do coma como a mãe do personagem Alex, que não viu a queda do Muro de Berlim, no engraçado filme Adeus, Lenin. E, se persistir com as furiosas interpelações, poderá ser condenado a ouvir um pito semelhante ao que Churchill passou num sujeito chato que se engasgou ao aparteá-lo: “V. Exa. não devia deixar crescer uma indignação maior que a que pode suportar.”&#8221;</p></blockquote>
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		<title>América Latina &#8211; o avanço de qual esquerda estamos falando?</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jan 2007 15:41:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre uma explicação e outra  na aula de Comportamento Político, o professor brincou que três coisas se esperam de quem se forma num curso de humanas: que seja sexualmente plural, ateu e militante de esquerda. Céus! Falta um ano pra me formar em jornalismo e não me identifico com nada disso. Me consola o fato [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=367&subd=polimidia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Entre uma explicação e outra  na aula de Comportamento Político, o professor brincou que três coisas se esperam de quem se forma num curso de humanas: que seja sexualmente plural, ateu e militante de esquerda. Céus! Falta um ano pra me formar em jornalismo e não me identifico com nada disso. Me consola o fato de que pelo menos uma coisa ficou bem clara &#8211; é anátema suprimir as singularidades de uma tendência em uma única categoria.</p>
<p>O <a target="_blank" href="http://www.pt.org.br/site/noticias/noticias_int.asp?cod=46918">13º Encontro do Foro de São Paulo</a> termina hoje e teve como desafio algo parecido &#8211; &#8220;la nueva etapa de la integración latinoamericana y caribeña&#8221; e &#8220;la relación entre las forças políticas, los movimentos sociales y los gobiernos de izquierda e progresistas&#8221;.</p>
<p>São <a target="_blank" href="http://www.univision.com/content/content.jhtml?cid=568514">12 os governos</a> que fazem pensar em um avanço da esquerda na América Latina, mas a atuação política deles põe em xeque a tradicional alcunha de esquerdismo que algumas análises ainda costumam dar. É um exercício de muita concentração e paciência pensar o que existe de similar entre os governos de Bachelet e Lula de um lado e o do missionário Chávez de outro. O documento base do Foro<em> (1)</em> prefere tangenciar e dizer que &#8220;los caminhos que la izquierda latinoamericana son diversos y plurales&#8221;. Na mesma seqüência a vitimazação aflora</p>
<p><font size="2" face="Verdana"></p>
<blockquote>
<p align="left">Llaman a nuestros gobiernos “populistas” en el afán de estigmatizar y descalificar nuestra política, asociándola con el pasado. Al mismo tiempo, intentan dividir a los gobiernos progresistas en dos grupos: la “izquierda moderna” y la “izquierda atrasada” con la intención de borrar los muchos objetivos comunes que unen a nuestros gobiernos y partidos. Esta diferencia es falsa y lo que en verdad existe es una diversidad de estrategias que responden a las realidades y condiciones de lucha que existen en cada país.</p>
</blockquote>
<p align="left">O fato da forma de governo no Brasil e na Inglaterra ter como pontos em comum eleições regulares e oposição ao governo, não faz com que se denomine, genericamente, que em ambos um mesmo sistema de governo se manifeste. Com o mesmo racicínio, mas na direção oposta, receber o nome de <em>esquerda</em> não significa que os governos tenham atuação similar. Nesse caso, as diferenças na América Latina são tão grandes que é melhor rever os termos que estão sendo usados.</p>
<p align="left"> &#8221;La denominación de izquierda confunde a la opinión pública&#8221;, segundo a diretora executiva do <a target="_blank" href="http://www.latinobarometro.org/">Latino Barometro</a>, Marta Lagos<strong> </strong><em>(2)</em>, porque seria um conceito nascido no palco da Guerra Fria e associado a &#8220;movimientos revolucionarios del Che Guevara, el gobierno de Salvador Allende en Chile y la propia Revolución Cubana&#8221;.</p>
<p align="left">Lagos acredita que a nova esquerda  não pode mais ser chamada de esquerda e sim de sociodemocrata. O direcionamento dessa forma de governo se basearia em &#8220;la construcción de redes sociales de apoyo a los más desvalidos de la sociedad, pero sin rupturas, y en su mayoría asumiendo orientaciones económicas conservadoras&#8221;.</p>
<blockquote>
<p align="left">Tal como la palabra izquierda, también América Latina fomenta el &#8220;engaño&#8221;, haciendo creer &#8220;que existen más similitudes de las que hay&#8221;, porque &#8220;cada día hay más diferencias&#8221; entre los países o grupos de países de la región, desde el fin del autoritarismo&#8221;, sentenció Lagos, recomendando &#8220;distinguir fenómenos que se dan en dos, en tres países&#8221;.</p>
</blockquote>
<p align="left">1.Para ler o documento-base do foro, em espanhol, visite o <a target="_blank" href="http://www.pt.org.br/">site do PT</a> </p>
<p align="left">2. <a target="_blank" href="http://ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=39712">ver texto</a> Desafios 2006-2007 <em>America Latina y el enigma de la izquierda</em> por Mario Osava</p>
<p align="left">3. <a target="_blank" href="http://www.noticierodigital.com/forum/viewtopic.php?t=155584">Artigo</a> no Noticiero Digital, de oposição a Chávez  &#8211; El día en que Chávez mató otra véz a Léon Trotski</p>
<p align="left">4. <a target="_blank" href="http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&amp;p2=idnot%3D33762%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D52907360256%26fnt%3Dfntnl">Texto no Comunique-se</a>: O que os jornalistas pensam de Chávez?</p>
<p></font></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/polimidia.wordpress.com/367/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/polimidia.wordpress.com/367/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polimidia.wordpress.com/367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polimidia.wordpress.com/367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polimidia.wordpress.com/367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polimidia.wordpress.com/367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polimidia.wordpress.com/367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polimidia.wordpress.com/367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polimidia.wordpress.com/367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polimidia.wordpress.com/367/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polimidia.wordpress.com/367/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polimidia.wordpress.com/367/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=367&subd=polimidia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ciclo de Conferências &#8211; Vozes do pensamento político contemporâneo</title>
		<link>http://polimidia.wordpress.com/2007/01/13/ciclo-de-conferencias-vozes-do-pensamento-politico-contemporaneo/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Jan 2007 12:58:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Essa semana passei pelo site de algumas assembléias legislativas pra começar a pensar e organizar meu projeto de TCC &#8211; como se pautam o legislativo e a imprensa no ES.
No site da assembléia fluminense tenho a supresa de encontrar um amplo material resultado de um Ciclo de Conferências organizado entre os anos de 2001 e 2004, Vozes do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=365&subd=polimidia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>1. Essa semana passei pelo site de algumas assembléias legislativas pra começar a pensar e organizar meu projeto de TCC &#8211; como se pautam o legislativo e a imprensa no ES.</p>
<p>No site da assembléia fluminense tenho a supresa de encontrar um amplo material resultado de um <a target="_blank" href="http://www.alerj.rj.gov.br/ciclo_conf.asp">Ciclo de Conferências</a> organizado entre os anos de 2001 e 2004, <em>Vozes do pensamento político contemporâneo</em>.</p>
<p>Ao todo são 28 palestras que discutem temas que passam pelo terceiro setor, eleições nos EUA e Império, uma das muitas referências feitas por Chávez em seu discurso de perpetuamento no governo da Venezuela, para quem o socialismo não é um projeto político arcaico, mas cuja reinvenção e sucesso passa por ele &#8211; <em>El Socialismo del Siglo XXI. ?El Evangelho según Chávez?</em> por <em><a target="_blank" href="http://www.noticierodigital.com/forum/viewtopic.php?t=153177">José Andrés</a></em></p>
<p>2. A Assembléia Legislativa do Ceará traz a biografia de todos os <a target="_blank" href="http://www.al.ce.gov.br/institucional/expresidentes/expresidentes.htm">ex-presidentes</a> da Casa. Tem nomes de 1835, Joaquim José Barbosa, até o ano de 2002, José Welington landin.</p>
<p>3. O Legislativo do Paraná, em um nítido reconhecimento do elo  que existe hoje entre política e mídia, traz um <a target="_blank" href="http://www.alep.pr.gov.br/geral_principaisjornais.htm">link</a> para os principais jornais do estado.</p>
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		<title>Corrupção deve ser controlada pela melhoria das instituições</title>
		<link>http://polimidia.wordpress.com/2007/01/08/a-corrupcao-deve-ser-controlada-pelo-amadurecimento-das-instituicoes/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Jan 2007 13:53:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Em minhas previsões para 2007 escrevi que segui a tradição e também fiz minhas promessas e planejamentos para o ano. Um deles era escrever um artigo por mês, pelo menos. Ontem à noite comecei a rabiscar alguma coisa e eis o resultado
Provocativo, discípulo de Foucault e opositor da racionalidade que negativize as emoções humanas, não necessariamente nessa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=361&subd=polimidia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Em minhas previsões para 2007 escrevi que segui a tradição e também fiz minhas promessas e planejamentos para o ano. Um deles era escrever um artigo por mês, pelo menos. Ontem à noite comecei a rabiscar alguma coisa e eis o resultado</p>
<blockquote><p>Provocativo, <em>discípulo</em> de Foucault e opositor da racionalidade que negativize as emoções humanas, não necessariamente nessa ordem harmônica, Júlio Pompeu costuma dizer que uma sociedade pode ser entendida pela análise de suas microinstâncias*. Ora, o que pensar quando esse mesmo raciocínio é usado para se debruçar sobre a ação política em um sistema representativo como o nosso? Para dizer o mínimo, fica marcada pela hipocrisia a afirmação de quem se declara desiludido e faz uma associação direta entre política e corrupção.</p>
<p>Uma moral nunca pode ser coletiva se antes ela não for individual. Um Congresso, uma Assembléia, uma Câmara não é palco de uma moral diferente daquela que é cotidiana. Para ficar com o pensamento de Foucault, macro e micro se constituem por meio de ações que se ampliam e que também podem ser verificadas ao longo de uma rede. </p>
<p>O que é gritante em um caso como esse é que a moral de ação pode ser a mesma, mas a responsabilidade por ela é maior para quem fica na macroinstância social e se compromete com os rumos de uma comunidade e de uma nação por inteiro. Esse não é, porém, a caso de negar os vícios e paixões humanas, e sim o de reforçar e fazer valer as formas de controle institucional e social do poder público.</p>
<p>Espinosa aqui é perfeito. Ele não considera as paixões humanas como vícios ou defeitos, mas algo tão natural como os elementos e os fenômenos da natureza. O filósofo afirma que é ficção e loucura querer que os governantes ajam como se não tivessem paixões e interesses. Querer isso seria o mesmo que exigir que eles deixassem de ser humanos, tornando-se anjos.</p>
<p>Os princípios para uma ética da ação pública se encontrariam então na qualidade das instituições republicanas e democráticas. São as instituições que devem ter o poder de cercear e impedir que as paixões (os interesses) pessoais dos governantes tenham força para esmagar, ferir ou bloquear os direitos dos governados.</p>
<p>Marilena Chauí, cujo defeito de endeusar Lula e <em>cia</em> não deve ser considerado agora, também diz que o maior perigo para o Estado, em Espinosa, é o indivíduo privado ou grupos de indíviduos privados que se apresenta como defensor das leis, abolindo as existentes para decretar outras que atendam seus próprios interesses.</p>
<p>A corrupção, portanto, seria isso. Ela só acontece quando a fraqueza das instituições ou sua má qualidade permite a privatização do que é público.</p>
<p>* ver <a href="http://polimidia.wordpress.com/2006/09/17/palestra-de-sexta-a-noite-o-presidio-e-a-lata-de-lixo-para-uma-massa-que-deixou-de-gerar-interesse/">post</a> <em>O presídio é a lata de lixo pata uma massa que deixou de gerar interesse</em></p></blockquote>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/polimidia.wordpress.com/361/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/polimidia.wordpress.com/361/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polimidia.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polimidia.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polimidia.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polimidia.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polimidia.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polimidia.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polimidia.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polimidia.wordpress.com/361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polimidia.wordpress.com/361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polimidia.wordpress.com/361/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=361&subd=polimidia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Para além da aritmética&#8221;</title>
		<link>http://polimidia.wordpress.com/2006/11/13/para-alem-da-aritmetica/</link>
		<comments>http://polimidia.wordpress.com/2006/11/13/para-alem-da-aritmetica/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Nov 2006 11:53:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ezequiel Vieira</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[do bastidor ao palco]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Em parte como consequência desse realinhamento, o grau de disciplina partidária também foi alterado. Nos quatro anos de governo Lula, o PT, apesar de manter-se disciplinado, não alcançou o extraordinário índice de 97% de coesão partidária obtido durante primeiro mandato de FHC.
texto de Maria Cristina Fernandes, editora de política do jornal Valor Econômico
Em contrapartida, o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=307&subd=polimidia&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Em parte como consequência desse realinhamento, o grau de disciplina partidária também foi alterado. Nos quatro anos de governo Lula, o PT, apesar de manter-se disciplinado, não alcançou o extraordinário índice de 97% de coesão partidária obtido durante primeiro mandato de FHC.</p>
<blockquote><p>texto de Maria Cristina Fernandes, editora de política do jornal Valor Econômico<span id="more-307"></span></p></blockquote>
<p>Em contrapartida, o PSDB, no início do governo Lula, quando a pauta parlamentar foi marcada pela continuidade das reformas da gestão anterior, caiu seu grau de disciplina partidária para 84%, índice que foi subindo ao longo do governo até atingir 97% em 2006, permanecendo como o partido mais coeso do último ano desta legislatura.</p>
<p>Num governo, concluem os pesquisadores, uma coalizão enxuta de centro-direita, montada em torno de uma agenda liberal funcionou de maneira previsível e disciplinada. No outro, uma coalizão ampla, composta pelos extremos do espectro ideológico do Congresso, em torno de uma agenda herdada e liderada por um partido profundamente dividido, resultou num equilíbrio parlamentar mais frágil.</p>
<p>As lições para o segundo mandato petista, portanto, vão além da contagem de cadeiras para a maioria nominal. O presidente tem pela frente o desafio de harmonizar a generosa agenda de governo, maciçamente referendada pelo eleitorado, com os limites orçamentários que se lhe impõem e os imperativos do crescimento econômico. Da capacidade de montar uma base parlamentar antes parceira que claque remunerada dessa agenda, dependerá o seu sucesso.<!--more--></p>
<p><em><strong>A bancada da coligação partidária </strong></em>que, no segundo turno, formalizou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT, PCdoB, PRB e PSB) é de 124 deputados. A bancada acanhada, decorrente da verticalização, é drasticamente inferior à coligação que o apoiou no segundo turno de 2002 (218). As expectativas sobre o futuro da base parlamentar do segundo mandato, no entanto, são mais otimistas do que a conflituosa relação estabelecida até aqui entre Lula e o Congresso.</p>
<p>O otimismo é pautado, por um lado, pelo encaminhamento exitoso da aliança parlamentar com o PMDB, partido cujo apoio a Lula não foi formalizado nesta eleição nem na anterior e, por outro, pelo controle que o presidente aparenta ter adquirido sobre o apetite do PT na ocupação do poder.</p>
<p><font face="verdana">Tanto as sólidas relações com o PMDB quanto o maior controle sobre o PT, trazem perspectivas até então desconhecidas para o governo Lula. Mesmo se concretizadas, no entanto, essas perspectivas não são um atestado de estabilidade na relação com o Legislativo. Num trabalho de 25 páginas &#8211; &#8220;Do cartel ao condomínio parlamentar: análise comparativa dos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula&#8221; &#8211; apresentado no último encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (Anpocs), os pesquisadores do Iuperj Fabiano Santos, Márcio Grijó Vilarouca e Thaís Mantovani mostram que o equilíbrio parlamentar não se resume à aritmética.</font></p>
<p><font face="verdana">As diferenças começam pelo número de partidos representados no ministério e pela frequência das trocas. Nos dois mandatos de FHC, o número de legendas participantes dos ministérios variou de três a seis, enquanto que, no governo Lula, ficou entre sete e nove o número de partidos com pasta. No primeiro governo FHC, foram montados dois gabinetes em comparação com os seis até agora constituídos por Lula.</font></p>
<p><font face="verdana"><font face="verdana">Além da quantidade de partidos e da frequência das trocas, os pesquisadores ressaltam o maior grau de heterogeneidade política da aliança lulista, além do superdimensionamento petista no ministério causado, em grande parte, pela necessidade de acomodar as várias facções internas do partido.</font></font></p>
<p><font face="verdana"><font face="verdana">FHC conseguiu melhores resultados em sua relação com o Legislativo a despeito de ter tido, em seu gabinete, um percentual bem superior de ministros sem filiação partidária do que aquele registrado no governo Lula. No último ano do seu segundo mandato, por exemplo, o levantamento indica que 63% das pastas no governo tucano eram ocupadas por ministros sem partido. Ao longo dos quatro anos do governo Lula esse patamar nunca foi superior a 22%.</font></font></p>
<p><font face="verdana"><font face="verdana">As lógicas que guiaram a relação dos dois governos com suas coalizões tiveram, por consequência, resultados parlamentares distintos. Nos dois mandatos FHC, a produção legislativa é afetada pelas eleições municipais de 1996 e 2000. No governo Lula, a eleição municipal não alterou significativamente a produção legislativa de 2004 comparativamente a de 2003. É apenas com a CPI dos Correios, em 2005, que o levantamento indica queda na produção legislativa durante o governo Lula.</font></font></p>
<p><font face="verdana"><font face="verdana">A maior facilidade de FHC com sua base parlamentar é retratada, por exemplo pelo regime de tramitação dos projetos de lei aprovados durante seu governo. Nos seus oito anos, 38 projetos aprovados tiveram encaminhamento de urgência urgentíssima, rito cuja adoção depende do apoio da maioria da Casa.</font></font></p>
<p><font face="verdana"><font face="verdana">Com Lula, alinhamento ideológico evaporou-se.</font></font></p>
<p>Nos quatro anos do governo Lula, nenhum dos projetos aprovados se utilizou desse recurso regimental. Em contrapartida, o levantamento indica, nos dois primeiros anos do governo Lula, a inflação no número de medidas provisórias que, pelo regime de tramitação, provocam frequentemente o trancamento da pauta.</p>
<p>A conclusão mais importante do trabalho dos pesquisadores do Iuperj, no entanto, é aquela que indica como o governo Lula rompeu o padrão ideológico a partir do qual as lideranças se posicionam em votações nos últimos 20 anos desde a redemocratização. No segundo governo FHC, por exemplo, lideranças do PFL e do PP marcharam juntas em 93% das votações. No governo Lula coincidiram em apenas 31% das vezes. O PP passou a ser parceiro preferencial do PT com encaminhamentos similares em 82% das votações. O posicionamento dos partidos perdeu viés ideológico e passou a obedecer mais estritamente ao padrão governo versus oposição.</p>
<p>Em parte como consequência desse realinhamento, o grau de disciplina partidária também foi alterado. Nos quatro anos de governo Lula, o PT, apesar de manter-se disciplinado, não alcançou o extraordinário índice de 97% de coesão partidária obtido durante primeiro mandato de FHC.</p>
<p>Em contrapartida, o PSDB, no início do governo Lula, quando a pauta parlamentar foi marcada pela continuidade das reformas da gestão anterior, caiu seu grau de disciplina partidária para 84%, índice que foi subindo ao longo do governo até atingir 97% em 2006, permanecendo como o partido mais coeso do último ano desta legislatura.</p>
<p>Num governo, concluem os pesquisadores, uma coalizão enxuta de centro-direita, montada em torno de uma agenda liberal funcionou de maneira previsível e disciplinada. No outro, uma coalizão ampla, composta pelos extremos do espectro ideológico do Congresso, em torno de uma agenda herdada e liderada por um partido profundamente dividido, resultou num equilíbrio parlamentar mais frágil.</p>
<p>As lições para o segundo mandato petista, portanto, vão além da contagem de cadeiras para a maioria nominal. O presidente tem pela frente o desafio de harmonizar a generosa agenda de governo, maciçamente referendada pelo eleitorado, com os limites orçamentários que se lhe impõem e os imperativos do crescimento econômico. Da capacidade de montar uma base parlamentar antes parceira que claque remunerada dessa agenda, dependerá o seu sucesso.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/polimidia.wordpress.com/307/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/polimidia.wordpress.com/307/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/polimidia.wordpress.com/307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/polimidia.wordpress.com/307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/polimidia.wordpress.com/307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/polimidia.wordpress.com/307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/polimidia.wordpress.com/307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/polimidia.wordpress.com/307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/polimidia.wordpress.com/307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/polimidia.wordpress.com/307/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/polimidia.wordpress.com/307/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/polimidia.wordpress.com/307/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=polimidia.wordpress.com&blog=426149&post=307&subd=polimidia&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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