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Quando a subjetividade deu sentido às máquinas Setembro 24, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, economia, eventos/debates, redes, web 2.0.
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] - Amanhã começa em Belém a quarta e última edição do seminário. Das discussões que aconteceram aqui em Vitória foram oito relatos publicados. Acho que aquele que chegou mais perto do que foi discutido por aqui foi o post, abaixo, “A fuga das fábricas, o encontro nas redes“. A hipótese é a de que vivemos em um novo tipo de sociedade. Nesse novo cenário o conhecimento não se voltaria mais para que as máquinas se tornem mais dinamizadas e produtivas na intermitente missão de se produzir riqueza e rentabilidade. 

Esse modo alheio ao que a subjetividade, a experiência de vida, a singularidade (…) têm a apresentar como inovação ao trabalho estaria superado. A produção agora passa a ser chamada de trabalho imaterial. O conhecimento não é mais para dinamizar a produção mecanizada. É sim para se produzir mais conhecimento. A informação é matéria-prima e “produto final“.

  • Acho que ainda não se tem um filme como sátira ou mesmo como exemplo. Mas o modo livre, leve e solto de se trabalhar no Google, talvez seja o melhor exemplo desse novo paradigma.

Eis a postagemA fuga das fábricas, o encontro nas redes“: (mais…)

Seminário debate conflitos na produção de comunicação e cultura Setembro 18, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, cibercultura, eventos/debates.
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Depois de passar por Vitória, Rio e Salvador, o seminário “A Constituição do Comum” chega ao Pará para a última edição. Acontece em Belém, nos dias 25, 26 e 27 de setembro, o IV Seminário “A Constituição do Comum: Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo”.

O objetivo é refletir sobre diversos processos culturais, discutindo o lugar da Comunicação e da Cultura no capitalismo cognitivo.

  • O seminário acontece no auditório da Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA). Av. Almirante Barroso (foto), 426, Marco-Belém.

O evento é de curadoria do cientista político Giuseppe Cocco e da diretora da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ, Ivana Bentes.

Fui em algumas palestras da edição daqui de Vitória e o resultado foram as postagens que seguem.

21/05 – “A fuga das fábricas, o encontro nas redes”

24/05 – Internet: “O gato saiu do saco”

24/05 – “A televisão é controle da subjetividade”, diz filosófo

24/05 – “Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul

24/05 – “A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol

25/05 – “A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique

25/05 – Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet

12/06 – A produção do imaterial na cidade

O evento também contou com a cobertura em blog do pessoal do 4º período de jornalismo online daqui da Ufes. As apresentações que aconteceram no Rio tiveram transmissão ao vivo pela internet e podem ser acessadas pelo site da UFRJ.

Mais informações podem ser acessadas no site do Ministério da Cultura.

Marcas globais e o feeling para se anteciparem às mudanças Julho 30, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in Globalidade, capitalismo cognitivo, publicidade.
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A edição do Valor Econômico deste final de semana publicou uma matéria com chamada de leitura praticamente irrecusável – Os segredos das marcas mais poderosas. Mas o que a matéria mostra não é exatamente uma lista completa de segredos nunca dantes revelados. É bem menos do que isso.

 

O que se percebe na reportagem é que, fundamentalmente, as chamadas marcas mais poderosas têm feeling para perceber mudanças e fôlego o bastante para sempre desenvolverem estratégias de adaptação à configuração de uma realidade diferente.

Princípio primeiramente elementar, mas que, pela abordagem dada, parece ser de difícil aplicação. O almejado segredo seria bem no sentido de fazer uma navegação a favor do vento do que o da busca de inspiração para um novo modelo de negócios.

  • De olho nas mudanças que a internet provoca e potencializa, Don Tapscott reavalia exponencialmente um outro velho princípio, o da crucial interação a sempre ser estabelecida com o consumidor. Ele setencia que “as empresas que não incorporarem as tendências de interação surgidas com o advento da internet correm o risco de morrer”. A argumentação de Tapscott está em seu livro “Wikinomics – como a colaboração global está mudando tudo” também comentado pelo ValorCompartilhando é que se recebe.

A jornalista, Chris Martinez, faz seu relato a partir da lista das 100 mais valiosas empresas do mundo segundo o ranking da inglesa Interbrand/Business Week – braço de avaliação de marcas do grupo Omnicom.

Os principais exemplos citados foram o caso de três empresas: a Starbucks;a Toyota – que não por acaso configurou um modo de produção de trabalho, o toyotismo; o Google, que obteve um crescimento de 44 % de valorização de sua marca em relação a 2006.

Chris conta que

A Starbucks iniciou sua história vendendo café em carrinhos, tal como se vendiam picolés tempos atrás. Mas conseguiu voar alto e tem mais de dez mil ao redor do mundo. O segredo? A empresa de Seattle entendeu que o consumidor buscava bem mais do que um simples café. Queria uma experiência de compra diferenciada, com um ambiente amigável e “cool”. A veterana Toyota sensibilizou os fregueses ao apostar em um automóvel com forte apelo ambiental. O segredo? A montadora japonesa lançou um carro “verde”, o Prius, que tem sistema híbrido – pode ser movido a gasolina ou a eletricidade. Criado pelos inventivos “meninos da Califórnia”, o Google tornou-se um sinônimo de busca na internet. O segredo? Conseguiu interagir com o consumidor, oferecendo um produto eficiente e gratuito.

Colocados em prática, esses conceitos abarrotaram de dinheiro os caixas dessas empresas e, mais que isso, fizeram delas marcas bilionárias. A Starbucks está avaliada em US$ 3,6 bilhões, a Toyota em US$ 32 bilhões e o Google, US$ 17,8 bilhões.

A propósito. Eis uma reportagem sobre o modo livre, leve e solto de como as pessoas do Google, exemplificado aqui pela filial brasileira, trabalham. É o que autores da escola franco-italiana chamam de capitalismo cognitivo.

Seminário – a virtualidade da comunicação horizontal Julho 2, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, cibercultura, comunicação, economia, internet, política, redes, sociedade midiatizada, ufes.
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Na próxima quarta-feira meu grupo na disciplina que faço em Ciências Sociais apresenta um seminário sobre a relação entre opinião e  internet. Fui montar a minha parte e o resultado ficou mais amplo do que esperava.

A quem interessar possa, eis os slides – está recheado de links.

 

Acesse também

12/07 – “O que significa isso de comunicação horizontal e vertical?”

Internet – mídia de multidão e de controle Junho 29, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, cibercultura, internet, política.
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Juan Freire fez um artigo sobre a seguinte questão Estamos controlando ou somos controlados? “Existe un debate emergente en Internet sobre el poder de “los grandes”, sean estos empresas, gobiernos o grupos de presión, sobre los ciudadanos.”

Freire lembra que o avanço da tecnologia permite fazer a constatação de um crescimento de controle quase absolutto sobre o cotidiano das pessoas.

O lançamento do Street View reacende a luz amarela para Freire. O serviço oferecido dentro do Google Maps traz fotografias com grande resolução de algumas cidades (a princípio norte-americanas) atualizadas  periodicamente.

Essa tecnologia é uma de muitas que proporcionam uma grande capacidade de acesso a informações e isso pode se tornar em um grande pesadelo “si alguien la utiliza con fines de espionaje.”

Esse controle absoluto, de cima para baixo, viria ser, em um olhar apressado, a versão moderna do panóptico – romanceado com temor por George Orwell em seu 1984. Juan acredita que esse temor de Orwell está muito longe de ser uma realidade possível, “al menos generalizada.”

A turma de jornalismo online, 4ºp da Ufes, fez uma prova com essa mesma temática “Internet: mídia de multidão ou de controle da vida?”.

Relaciono os textos de Ludmila, Mônica e Paula.

Leia mais

01/06 – Da lógica da centralidade à politica em redes

12/06 – A produção do imaterial na cidade

22/06 – A cooperação como elemento constituinte das redes sociais.

“Internet é a nova realidade”, afirma diretor do Yahoo! Junho 15, 2007

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El poder  del social  media“. Esse foi o nome de uma conferência de que participou o diretor do Yahoo! na Espanha e América Latina, Ricardo Baeza-Yates. Ele destacou que a internet é cada vez mais fundamental e determinante da maneira como a sociedade vem se organizando. “Amplificar las redes sociales que siempre han existido pero que antes no era posible reunirlas en un mismo lugar.”

las personas se mantienen conectadas para comunicarse, informarse o entretenerse, y también cada vez más porque quieren ser parte de nuevas formas de participación con un sentido de pertenencia. Hoy en día cada vez más la web es usada para sentirse parte de algo y compartir con otros

 

Ricardo lembrou que o próprio conceito do que seja a web vem sofrendo mutações. Deixa-se para trás a idéia de uma web alheia ao usuário para uma que responda àquilo que o internauta deseja. Aqui o conteúdo produzido nas margens,  a partir do usuário comum,  passa a protagonizar o que vai se constituir na chamada web social, resultado das interações feitas em rede – “obra que va mucho más allá de las fotos y videos”.

Leia mais

11/12/06 – David Ugarte lança livro “El Poder de las Redes”

01/06/07 – Da lógica da centralidade à políica em redes

12/06/07 – A produção do imaterial na cidade

Via Atina Chile

A produção do imaterial na cidade Junho 12, 2007

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[Seminário A Constituição do Comum - blog] Com essa postagem chega ao fim as anotações que fiz durante o seminário. As postagens publicadas sobre o evento foram

21/05 – “A fuga das fábricas, o encontro nas redes”

24/05 – Internet: “O gato saiu do saco”

24/05 – “A televisão é controle da subjetividade”, diz filosófo

24/05 – “Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul

24/05 – “A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol

25/05 – “A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique

25/05 – Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet

As anotações que publico agora são das apresentações feitas na quinta-feira. O tema foi “Dinâmicas metropolitanas e políticas de desenvolvimento” (mais…)

Da lógica da centralidade à politica em redes Junho 1, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, cibercultura, comunicação, comunidade virtual, economia, eventos/debates, inclusão digital, internet, política, redes, sociedade midiatizada, tecnologia, ufes, web 2.0.
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Foram indicadas três bibliografias para estruturar o artigo, para a aula sobre web 2.0, que se propõe a analisar um fenômeno das redes virtuais – a entrega foi adiada para o final do período. [Essa postagem é parte do que já havia escrito].

> Michel Bauwens – A Economia Política da produção entre Pares 

> Antonio Negri – A Constituição do Comum

> Henrique Antoun – Democracia, Multidão e Guerra no Ciberespaço

Todos os autores trazem, não mais como uma tese, mas como um dado da realidade para argumentação, que as redes sociais representam hoje um novo sujeito político.

Citados por Antoun, Arquilla e Ronfeldt vão dizer, em forma de dúvida retórica

As redes parecem ser as próximas formas dominantes de organização – muito depois das tribos, hierarquias e mercados – a chegar ao seu próprio modo de redefinir as sociedades e assim fazendo, a natureza do conflito e da cooperação.

“A natureza do conflito e da cooperação” porque seriam esses os fundamentos básicos sobre os quais a internet viria a ser constituída. Antoun vai recuperar então que as

Tecnologias informacionais de comunicação (TIC), que constituíram a internet e os sistemas de hipermídia através da comunicação mediada por computador (CMC), teriam uma dupla origem fundada nas necessidades estratégicas da máquina militar e nos investimentos de desejo de política democrática.

Antoun vai lembrar ainda que embora sejam inteiramente diversos esses dois princípios que regem o uso da rede hoje – “tanto na índole quanto no desenvolvimento da argumentação” teórica desencadeante – as discussões vão sempre se perguntar sobre o futuro da cooperação e do conflito “na sociedade pós-moderna a partir do advento das redes constituídas pelas TIC e CMC”.

A discussão sobre comunidades virtuais, por um lado, explorariam o poder de cooperação das organizações em rede, enquanto que as redes de guerra, por outro, assinalariam a de seu assustador poder de fogo em situações de conflito – vide o caso da forma de Bin Laden agir em rede no dantesco 11 de setembro. Estes trabalhos, tão contrários entre si, frisa Henrique, nos fazem perguntar se as redes são características de qualquer organização ou se elas são uma forma própria de organização  – que potencializadas pelas TIC e pela CMC – estaria conquistando suas emancipação na atualidade.

A leitura da íntegra desse artigo de Antoun vai indicar uma contundente aposta na segunda hipótese.

Redes colaborativas (mais…)

Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet Maio 25, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, cibercultura, comunicação, economia, eventos/debates, inclusão digital, internet, política, sociedade midiatizada, tecnologia.
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] - O seminário a Constituição do Comum termina hoje no ES e, nessa ordem, segue para o Rio de Janeiro, Bahia e Pará - saiba mais no site do evento. As palestras programadas para o Rio, entre 28 de maio e 01 de junho, poderão ser acompanhadas ao vivo pelo site do Telejornal Online da Escola de comunicação da UFRJ – os seminários vão está arquivados para livre acesso nesse mesmo endereço.

- A pauta da manhã de hoje foi “Programas Públicos de acesso à internet pública: estratégias e parcerias”. Não pude acompanhar as apresentações, mas a temática deve ter passado por aqui

11/04/07 – Vitória organiza projeto de acesso livre à internet

09/05/07 – Autonomia na produção de comunicação e cultura é tema de seminário

21/05/07 - A fuga das fábricas, o encontro nas redes

07/04/07 – Linux para além de um software livre

- O tema da tarde foi “Nós a mídia: jornalismo cidadão e o futuro do jornalismo profissional”. Um post do blog bem relacionado ao tema é “A opinião distribuída no mercado do diálogo”.

- Ainda tenho muita coisa para postar por aqui e quisera eu que a digestão das discussões fosse mais fácil. Em algumas temáticas me senti contemplado e bem a vontade para escrever. Em outros temas, como ativos imateriais na cidade -  um dos assuntos do seminário da quinta-feira – ainda vou organizar o texto melhor para não ficar uma tradução simultânea mal feita – me surpreendi com meu interesse pelo tema.

“A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique Maio 25, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, cibercultura, comunicação, copyleft, economia, eventos/debates, inclusão digital, internet, jornalismo, política, sociedade midiatizada, tecnologia.
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] - Ainda na manhã de quarta

O editor da Lemonde Diplomatique no Brasil, Antonio Martins, constata que houve uma mudança muita grande na forma de se alcançar o direito de se produzir informação. “Muito diferente de como se deveria agir há 20 anos atrás, por exemplo”. Martins usou dessa constatação para dizer que é necessário pensar então em novas formas de emancipação sóciocomunicativa.

Projetos que realcem a ação autonôma implica responsabilidades maiores. Autonomia para enxergar novas formas de luta.

Essa conquista do direito à comunicação não passa mais – como nunca viria a se passar, mas o contexto político hoje grita isso – por uma centralização dos meios de se produzir comunicação, – um verdadeiro crtl c crttl v do modelo tradicional a que tanto a chamada esquerda viria a contestar – ou seja, muito pensamento a partir do que já está proposto e nada de autonomia de pensamento político. “Querer enfrentar os veículos de comunicação era quase sempre uma batalha perdida”, reconhece catarticamente.

Martins vai argumentar que a internet traz uma realidade alternativa e não dialética – o que também não significaria afirmar que ela represente uma panacéia. “As pessoas deixam a TV e passam então a valorizar as múltiplas possibilidades da internet.”

Impossível não citar aqui Derrick de Kerckhove quando diz (mais…)