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Fórum de comunicação na Ufes com cobertura wiki Novembro 29, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in "Jornalismo Cidadão", cibercultura, comunicação, eventos/debates, internet, jornalismo.
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27/11/07 – A edição do Foco desse ano vem com uma novidade: no lugar de ser criado mais um blog para relatar o que rolou pelas palestras, essa 5ª edição terá uma cobertura wiki.

A surpresa veio quando foi colocada em votação a eliminação do verbete da wikipedia “Página de propaganda de um forum de uma universidade. Não diz de maneira sobre o que o fórum trata. Uso da wiki para propaganda“. O resultado da votação sai no dia três de dezembro. Por lá, o organizador do evento, Fábio Malini, apela para o óbvio:

Não sei quem deliberou que se trata de propaganda de evento. Ao contrário, é um projeto de registro de memória de acontecimento anual da universidade pública no Espírito Santo/Brasil. Um fato com notícias e informações, tal como existe aqui: cobertura do acidente da TAm em São Paulo, Copa do Mundo etc. Estão envolvidos na produção desse verbete mais de 20 colaboradores, que são estudantes de jornalismo, que, em vez de estarem a trabalhar numa mídia proprietária, estão construindo esse ambiente cooperativo.

Por ora, sigo com minhas anotações. Assim que arrumar um tempinho, publico por aqui as minhas impressões do que acompanhei.

Seminário debate conflitos na produção de comunicação e cultura Setembro 18, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, cibercultura, eventos/debates.
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Depois de passar por Vitória, Rio e Salvador, o seminário “A Constituição do Comum” chega ao Pará para a última edição. Acontece em Belém, nos dias 25, 26 e 27 de setembro, o IV Seminário “A Constituição do Comum: Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo”.

O objetivo é refletir sobre diversos processos culturais, discutindo o lugar da Comunicação e da Cultura no capitalismo cognitivo.

  • O seminário acontece no auditório da Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA). Av. Almirante Barroso (foto), 426, Marco-Belém.

O evento é de curadoria do cientista político Giuseppe Cocco e da diretora da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ, Ivana Bentes.

Fui em algumas palestras da edição daqui de Vitória e o resultado foram as postagens que seguem.

21/05 – “A fuga das fábricas, o encontro nas redes”

24/05 – Internet: “O gato saiu do saco”

24/05 – “A televisão é controle da subjetividade”, diz filosófo

24/05 – “Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul

24/05 – “A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol

25/05 – “A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique

25/05 – Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet

12/06 – A produção do imaterial na cidade

O evento também contou com a cobertura em blog do pessoal do 4º período de jornalismo online daqui da Ufes. As apresentações que aconteceram no Rio tiveram transmissão ao vivo pela internet e podem ser acessadas pelo site da UFRJ.

Mais informações podem ser acessadas no site do Ministério da Cultura.

Presidente do Equador se lança na web 2.0 Setembro 15, 2007

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O presidente do Equador, Rafael Correa, lançou na rede um site um pouco mais interativo e não sei o porquê mas o espaço vem recebendo a alcunha de blog.

Nele fica claro o conhecimento dos suportes e ferramentas web 2.0. Correa fala com desenvoltura sobre democratização da informação, redes sociais e de liberdade de produção e divulgação de informações “por encima de medios masivos tradicionales usando medios más participativos, como es el internet. “

No site do presidente, ainda me falta saber se o país tem e-gov e que tipo de uso faz, se tem em destaque a intenção de “¡Todos a construir la Asamblea Constituyente por Internet! “. Entre os desafios de Correa pra construir essa, digamos, nova ágora, vai ser ampliar esse uso potencialmente subversivo e de radicalização democrática para além dos atuais 1.2% da população que são usuários de internet no país, segundo indica o site Internet World Stats.

Isso significa que de um total de mais de 13.7 milhões de equatorianos, pouco mais de 165 mil são usuários da rede.

Pelo Brasil, mesmo com o alcance ainda restrito, a coisa muda um bocado. Até meados de 2006, eram 25.9 milhões de usuários de internet, com um índice total de 14.1% da população. Esse pequeno percentual já era o bastante para o Brasil representar 46.6% dos internautas na América do Sul.

  • Para mais informações sobre a internet no Brasil, acesse o estudo publicado pelo IBGE “Acesso à Internet e posse de telefoen móvel celular para uso pessoal”.

Via ALT1040

Acesse também

02/07 – A virtualidade da comunicação horizontal. A descentralização da produção

10/07 – Práticas de e-gov confundem promoção de cidadania com prestação de serviços

29/06 – Internet. Mídia de multidão e de controle. Essa tecnologia é uma de muitas que proporcionam uma grande capacidade de acesso a informações e isso pode se tornar em um grande pesadelo “si alguien la utiliza con fines de espionaje.”

22/07 – A cooperação como elemento constituinte das redes sociais

11/07 – Livro problematiza redes P2P e propriedade intelectual

Acidente da TAM e a informação produzida por pessoas comuns Julho 18, 2007

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11h50 – Soube da notícia do acidente com o avião do TAM e fui tentar confirmar o relato do blog Código Aberto de que “O tiroteio na Virginia Tech muda rumos da cobertura jornalística de grandes eventos na era da internet”.

Usando câmeras digitais, laptops, telefones celulares, blogs, podcastas, videoblogs, chats e toda a parafernália contemporânea de comunicação, as testemunhas da tragédia começaram a divulgar informações mesmo antes do segundo e mais mortal tiroteio, quando a imprensa ainda não havia acordado para o fato. A Wikipédia foi apenas uma amostra do emaranhado de fluxos informativos que se formaram autonomamente, sem controle centralizado, quase uma anarquia organizada. Houve um momento, no quarto dia depois da tragédia, que a enciclopédia virtual correu o risco de se transformar o seu material sobre a Virginia Tech num mega tributo às vítimas, tal o volume de informações que começaram a ser postadas sobre os mortos e feridos.

Também tem esse post no mesmo blog “Usuários publicam cada vez mais na web e começam a mudar padrões informativos”.

De fato. Hoje pela manhã o Primeiro Jornal da Band e o Hoje em Dia da Record já traziam gravações e imagens feitas por pessoas que teriam testemunhado o acidente. No Jornal Nacional o William Bonner frizava o fato das notícias serem transmitidas a “partir de testemunhas oculares” - este vídeo de 43 segundos é de quem teria filmado o acidente que aconteceu a duas quadras de onde mora.

A frase vinda no final deste vídeo, “Acidente da TAM. 1ª Imagem. Exclusivo”, já pensando para quem mandar o seu furo de reportagem, é “tô filmando e vou vê se jogo pra Globo”.

- Até agora se pode encontrar no Youtube 20 vídeos com as palavras “tam avião congonhas acidente”.

- No Flickr, para as mesmas palavras digitadas, o número de fotos é um pouco maior, 23, mas a maioria delas dizem a mesma coisa e as aquelas que são mais expressivas sobre o acidente são do Estadão.

- O sistema de busca para blogs do Google traz 289 referências e o Technorati esse número se eleva a 420 links como resultado de busca. O Estadão lembra que entre os blogs, ainda ontem à noite, o Dcccarbono trazia infografias “infografias sobre o acidente e imagens captadas pelos diversos canais de TV e links para comunidades criadas no site de relacionamentos Orkut”.

O Uol trouxe uma chamada de capa só para depoimentos de internautas “Internautas relatam acidente em Congonhas”.

- No orkut existe um caso curioso que não conhecia. Comunidades que foram criadas há mais tempo e com outros objetivos mudaram de nome. Não sei se pra reter atenção, por solidariedade, mas o fato é que isso existe. É a caso da comunidade “Acidente com avião da TAM”. Ela agora tem 400 membros e foi criada em abril – foram relacionadas 15 comunidades para as palavras “acidente TAM”.

A maior de todas as comunidades até agora é “Luto e Solidaridaridade vôo 3054″ com 4.054 membros e criada duas horas depois do acidente. A segunda maior comunidade era a  TAM – Vôo 3054, com 477 membros, também discutindo as causas do acidente e trazendo ainda um tópico com a cobertura minuto a minuto do acidente.

- No Google Trends são as cidades, nessa ordem, de São Paulo, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Rio as que mais procuram pelas palavras “acidente TAM”. É curioso que nessa lista não esteja Porto Alegre, cidade de onde o avião partiu.

- Mas o que chama atenção mesmo é quando se acessa a Wikipédia. Há um amplo material com

  • Um relato sobre o que foi o acidente
  • As características do avião
  • Buscas por sobreviventes e número de vítimas
  • Relato sobre provavéis delineamentos de investigação da tragédia
  • Comunicados oficiais da TAM
  • Condolências Oficiais
  • Fotografias e muitos outros links onde se pode fazer uma leitura aprofundada.

Logo no cabeçalho o site informa que “Este artigo é sobre um evento atual. A informação apresentada pode mudar rapidamente. A edição desta página por usuários não-cadastrados está desabilitada devido a vandalismos recentes. Se não puder editar esta página, discuta sobre o seu conteúdo na página de discussão ou faça login.”

Seminário – a virtualidade da comunicação horizontal Julho 2, 2007

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Na próxima quarta-feira meu grupo na disciplina que faço em Ciências Sociais apresenta um seminário sobre a relação entre opinião e  internet. Fui montar a minha parte e o resultado ficou mais amplo do que esperava.

A quem interessar possa, eis os slides – está recheado de links.

 

Acesse também

12/07 – “O que significa isso de comunicação horizontal e vertical?”

Internet – mídia de multidão e de controle Junho 29, 2007

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Juan Freire fez um artigo sobre a seguinte questão Estamos controlando ou somos controlados? “Existe un debate emergente en Internet sobre el poder de “los grandes”, sean estos empresas, gobiernos o grupos de presión, sobre los ciudadanos.”

Freire lembra que o avanço da tecnologia permite fazer a constatação de um crescimento de controle quase absolutto sobre o cotidiano das pessoas.

O lançamento do Street View reacende a luz amarela para Freire. O serviço oferecido dentro do Google Maps traz fotografias com grande resolução de algumas cidades (a princípio norte-americanas) atualizadas  periodicamente.

Essa tecnologia é uma de muitas que proporcionam uma grande capacidade de acesso a informações e isso pode se tornar em um grande pesadelo “si alguien la utiliza con fines de espionaje.”

Esse controle absoluto, de cima para baixo, viria ser, em um olhar apressado, a versão moderna do panóptico – romanceado com temor por George Orwell em seu 1984. Juan acredita que esse temor de Orwell está muito longe de ser uma realidade possível, “al menos generalizada.”

A turma de jornalismo online, 4ºp da Ufes, fez uma prova com essa mesma temática “Internet: mídia de multidão ou de controle da vida?”.

Relaciono os textos de Ludmila, Mônica e Paula.

Leia mais

01/06 – Da lógica da centralidade à politica em redes

12/06 – A produção do imaterial na cidade

22/06 – A cooperação como elemento constituinte das redes sociais.

“Internet é a nova realidade”, afirma diretor do Yahoo! Junho 15, 2007

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El poder  del social  media“. Esse foi o nome de uma conferência de que participou o diretor do Yahoo! na Espanha e América Latina, Ricardo Baeza-Yates. Ele destacou que a internet é cada vez mais fundamental e determinante da maneira como a sociedade vem se organizando. “Amplificar las redes sociales que siempre han existido pero que antes no era posible reunirlas en un mismo lugar.”

las personas se mantienen conectadas para comunicarse, informarse o entretenerse, y también cada vez más porque quieren ser parte de nuevas formas de participación con un sentido de pertenencia. Hoy en día cada vez más la web es usada para sentirse parte de algo y compartir con otros

 

Ricardo lembrou que o próprio conceito do que seja a web vem sofrendo mutações. Deixa-se para trás a idéia de uma web alheia ao usuário para uma que responda àquilo que o internauta deseja. Aqui o conteúdo produzido nas margens,  a partir do usuário comum,  passa a protagonizar o que vai se constituir na chamada web social, resultado das interações feitas em rede – “obra que va mucho más allá de las fotos y videos”.

Leia mais

11/12/06 – David Ugarte lança livro “El Poder de las Redes”

01/06/07 – Da lógica da centralidade à políica em redes

12/06/07 – A produção do imaterial na cidade

Via Atina Chile

A produção do imaterial na cidade Junho 12, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, cibercultura, comunicação, economia, inclusão digital, política, política/ES, redes.
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] Com essa postagem chega ao fim as anotações que fiz durante o seminário. As postagens publicadas sobre o evento foram

21/05 – “A fuga das fábricas, o encontro nas redes”

24/05 – Internet: “O gato saiu do saco”

24/05 – “A televisão é controle da subjetividade”, diz filosófo

24/05 – “Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul

24/05 – “A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol

25/05 – “A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique

25/05 – Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet

As anotações que publico agora são das apresentações feitas na quinta-feira. O tema foi “Dinâmicas metropolitanas e políticas de desenvolvimento” (mais…)

Livro problematiza redes P2P e propriedade intelectual Junho 11, 2007

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- Nesta semana participo da edição final do VibeRock. É mais do que bem-vindo qualquer sugestão de lincagem, vídeo ou imagem de apoio.

 copia_este_libro.jpg

- David Bravo logo no título vai direto ao assunto para problematizar questões sobre redes P2P e propriedade intelectual. “Copia este livro“, em espanhol, foi editado em papel e logo distribuído na internet para os interessados em fazer download do livro. A novidade é que o livro está disponível em PDF e em versão online – onde não precisa fazer download.

Leia mais

01/06 – Da lógica da centralidade à politica em redes. Textos lincados no post

- A Economia Política da produção entre pares

- A Constituição do Comum

- Democracia, Multidão e Guerra no Ciberespaço

Da lógica da centralidade à politica em redes Junho 1, 2007

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Foram indicadas três bibliografias para estruturar o artigo, para a aula sobre web 2.0, que se propõe a analisar um fenômeno das redes virtuais – a entrega foi adiada para o final do período. [Essa postagem é parte do que já havia escrito].

> Michel Bauwens – A Economia Política da produção entre Pares 

> Antonio Negri – A Constituição do Comum

> Henrique Antoun – Democracia, Multidão e Guerra no Ciberespaço

Todos os autores trazem, não mais como uma tese, mas como um dado da realidade para argumentação, que as redes sociais representam hoje um novo sujeito político.

Citados por Antoun, Arquilla e Ronfeldt vão dizer, em forma de dúvida retórica

As redes parecem ser as próximas formas dominantes de organização – muito depois das tribos, hierarquias e mercados – a chegar ao seu próprio modo de redefinir as sociedades e assim fazendo, a natureza do conflito e da cooperação.

“A natureza do conflito e da cooperação” porque seriam esses os fundamentos básicos sobre os quais a internet viria a ser constituída. Antoun vai recuperar então que as

Tecnologias informacionais de comunicação (TIC), que constituíram a internet e os sistemas de hipermídia através da comunicação mediada por computador (CMC), teriam uma dupla origem fundada nas necessidades estratégicas da máquina militar e nos investimentos de desejo de política democrática.

Antoun vai lembrar ainda que embora sejam inteiramente diversos esses dois princípios que regem o uso da rede hoje – “tanto na índole quanto no desenvolvimento da argumentação” teórica desencadeante – as discussões vão sempre se perguntar sobre o futuro da cooperação e do conflito “na sociedade pós-moderna a partir do advento das redes constituídas pelas TIC e CMC”.

A discussão sobre comunidades virtuais, por um lado, explorariam o poder de cooperação das organizações em rede, enquanto que as redes de guerra, por outro, assinalariam a de seu assustador poder de fogo em situações de conflito – vide o caso da forma de Bin Laden agir em rede no dantesco 11 de setembro. Estes trabalhos, tão contrários entre si, frisa Henrique, nos fazem perguntar se as redes são características de qualquer organização ou se elas são uma forma própria de organização  – que potencializadas pelas TIC e pela CMC – estaria conquistando suas emancipação na atualidade.

A leitura da íntegra desse artigo de Antoun vai indicar uma contundente aposta na segunda hipótese.

Redes colaborativas (mais…)