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CVRD sobe a montanha e vira VALE Dezembro 7, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in Globalidade, comunicação, cvrd, marcas, sociedade midiatizada.
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03/12/07 – Nesse final de semana voltei a soprar poeira de algumas coisas que aprendi lá pelo 1º período. Foi muito martelado na disciplina de Comunicação Visual que a logomarca, o nome de alguma coisa, precisa ser claro, simples e de fácil memorização.

Mas ainda assim eu esperava mais da nova logomarca da CVRD. Afinal foram mais de 80 páginas só de briefing com aquilo que a Vale desejava. Minha irmã me lembrou o que eu deveria saber sem muitos questionamentos: é difícil ser simples e comunicar bem ao mesmo tempo. E é isso que a logomarca da Vale faz.

Com essa mudança a CVRD tenta tirar os últimos resquícios de um passado estatal não muito distante. Em 2007 são exatos 65 anos de fundação e 10 anos de privatizada. Os trilhos foram aposentados e o anúncio da alteração diz que “A mudança vem celebrar o processo de transformação da Vale numa empresa de atuação global” e mais alguns blás, blás. Roger Agnelli, presidente da empresa, também buscou destacar essa pretensão de globalidade:

Em qualquer lugar do mundo, a pronuncia Vale é fácil. Vale significa valor. É um nome curto e de fácil fixação. O logo, eu vejo um coração, porque adoro essas coisas de emoção. Pode ser um simbolo de infinito. Ao mesmo tempo, é um símbolo de vale e de uma mineração a céu aberto já em seu plano final. Se colocar de cabeça para baixo, parece o triângulo de Minas Gerais.

A idéia, portanto, é deixar de lado o nome que restrinja a empresa “Companhia Vale do Rio Doce”, “Rio Doce”, “CVRD”. Temos apenas VALE e mais aquilo que vc quiser ver…

Fiquei imaginando o processo dos caras até chegar a esse nome, digamos, tão óbvio. Fui ao dicionário. Vale:

  1. Depressão do terreno entre dois espigões adjacentes
  2. Várzea ou planície à beira do rio.

É claro que o primeiro sentido é o que foi priorizado. A nova logomarca é composta de duas montanhas que juntas formam o V do “novo nome” da empresa. O interessante é que, pela minha viagem, a CVRD subiu a montanha, já que que o segundo sentido que o dicionário me traz foi trocado pelo primeiro. Bendito seja quem visualizou que duas montanhas formam a letra V.

Os trilhos foram apagados, várzea ou planície à beira do rio, e subiu-se às montanhas, depressão do terreno entre dois espigões adjacentes. Essas montanhas eu interpreto da seguinte forma: uma representa o Brasil e a outra o mundo. A Vale já é a maior empresa nacional e tem a pretensão de também estar entre as maiores do mundo. Ou seja: no alto da montanha. A antiga logomarca com seus trilhos já não dizia muita coisa mesmo.

Mas pelo que vejo no site da empresa, a minha interpretação nem chega perto da oficial – ainda prefiro a minha….

Vendo e revendo, percebo, ao mesmo tempo, uma mensagem de solidez e leveza, além da clara valorização nacional; as cores das montanhas são as mesmas da bandeira nacional: verde e amarelo.

O preço da mudança. A Vale vai investir US$ 50 milhões nos próximos quatro anos para alterar todos os logotipos e nomes da empresa ao redor do mundo.

Para divulgar a nova marca no Brasil, desde quinta-feira a agência África começou uma série de teasers na TV e nos principais jornais convidando para ‘um batismo’. Ontem entrou no ar o filme “Surgimento”, que revelou o nome do batizado com o jingle criado pelo próprio Nizan Guanaes com o refrão “Todo brasileiro gosta de dar um apelido”, em referência ao nome Vale. A campanha terá seqüência na mídia impressa e também no exterior.

O site. Agora o endereço da empresa, foco principal de meu tcc, também ganha, ainda mais, ares de globalidade. A terminação .br também foi aposentada. Pode digitar www.cvrd.com.br ou www.vale.com.br, as antigas urls da empresa, que só vai dar página de erro. O novo endereço é vale.com (site), tal como os sites, digamos, sem fronteiras.

Vislumbro pela frente um bom trabalho pro meu tcc

Com: Brainstorm#9

  • Acesse mais informação sobre a repercussão da criação da logomarca e picuínhas sobre semelhanças com a de outras de empresas

05/12/07 – Empresa de calçados Vitelli ameaça processar a Vale por ter logomarca semelhante, mas não pode.

05/12/07 – Vale copiar?

Claro! Também vale muito a pena, sem trocadilhos, conferir os mais de 90 comentários do blog Brainstorm#9 sobre essa mudança da, agora sim, VALE.

Fórum de comunicação na Ufes com cobertura wiki Novembro 29, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in "Jornalismo Cidadão", cibercultura, comunicação, eventos/debates, internet, jornalismo.
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27/11/07 – A edição do Foco desse ano vem com uma novidade: no lugar de ser criado mais um blog para relatar o que rolou pelas palestras, essa 5ª edição terá uma cobertura wiki.

A surpresa veio quando foi colocada em votação a eliminação do verbete da wikipedia “Página de propaganda de um forum de uma universidade. Não diz de maneira sobre o que o fórum trata. Uso da wiki para propaganda“. O resultado da votação sai no dia três de dezembro. Por lá, o organizador do evento, Fábio Malini, apela para o óbvio:

Não sei quem deliberou que se trata de propaganda de evento. Ao contrário, é um projeto de registro de memória de acontecimento anual da universidade pública no Espírito Santo/Brasil. Um fato com notícias e informações, tal como existe aqui: cobertura do acidente da TAm em São Paulo, Copa do Mundo etc. Estão envolvidos na produção desse verbete mais de 20 colaboradores, que são estudantes de jornalismo, que, em vez de estarem a trabalhar numa mídia proprietária, estão construindo esse ambiente cooperativo.

Por ora, sigo com minhas anotações. Assim que arrumar um tempinho, publico por aqui as minhas impressões do que acompanhei.

Autor de “A Cabeça do Brasileiro” estará em mesa-redonda na Ufes Novembro 26, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in comunicação, cotidiano, eventos/debates, política, ufes.
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24/11/07 – Nesta segunda-feira (26/11) o curso de ciências sociais da Ufes promove uma mesa-redonda com a presença do sociólogo e professor da UFF, Alberto Almeida. Ele, que também esteve no Roda Vida em agosto para debater o mesmo tema, vem falar sobre o seu livro “A Cabeça do Brasileiro” – também tem esse vídeo no Youtube.

Ainda não tive acesso à obra, mas quem já leu diz que ela traz um perfil dos valores, atitudes e opiniões dos brasileiros sobre uma grande variedade de temas como a sexualidade, a família, a economia, a religião etc. O livro, apesar de ter sido fruto de uma pesquisa social quantitativa, vem se tornando um best-seller e atraindo a atenção da impresa e do público em geral.

Para debater a Pesquisa Social Brasileira (PESB) da qual deriva boa parte dos dados do livro, a mesa-redonda também contará com a presença do ex-professor Ufes Jaime Roy Doxsey (responsável pela PESB no ES), da professora da UVV, Maria Angela Soares e do assessor para projetos especiais do governo do estado do ES, Leonardo Bis dos Santos, ambos ex-alunos da Ufes.

Lembro que o Alon, do blog que acompanho com freqüência, fez parte do grupo que entrevistou Alberto Almeida quando ele participou do Roda Viva – mas não consegui ver a íntegra do programa.

A espinha dorsal da tese de Alberto, pelo o que foi explicado nesta postagem, [tem essas outras também] é que existiria uma correlação estatística entre ética e escolaridade. Na prática, isso implicaria que aquele que conta com mais estudo também tem mais consolidado, em princípio, os valores fundamentais que permitem diferenciar entre o bem e o mal, entre o certo e o errado.

Mas se isso é verdade, aponta Alon, então a recíproca também é verdadeira: quem tem menos escolaridade tem, também, taxas menores de convicção quanto a esses valores. “Ou seja, segundo o professor, a baixa escolaridade seria responsável por um ‘déficit ético’ que variaria inversamente ao número de anos passados na escola.”

A mesa-redonda acontece no campus da Ufes em Goiabeiras lá no auditório do IC2, às 19h. Nesse mesmo horário também rola pela universidade o V Fórum Regional de Comunicação (Foco) e as palestras que me interessaram são justamente à noite.

Tal como aqui, vou ter que priorizar de novo. Na terça-feira venho com o resultado de um desses encontros.

Programação do Foco: (mais…)

Gazeta e Tribuna com seminários para 22/11, quinta-feira Novembro 20, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in comunicação, eventos/debates.
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Para essa semana têm dois eventos importantes relacionado à comunicação para acontecer aqui no estado. Um é organizado por a Tribuna e o outro pel’A Gazeta.

Deve fazer mais de um mês que a Tribuna anuncia seu seminário Como Planejar 2008. O grande bam-bam-bam convidado, muito bem destacado nas matérias feitas pelo jornal, era o presidente da Cvrd, Roger Agnelli. Mas de uma hora pra outra, sem explicar o porquê, o nome dele some da lista dos palestrantes. E então eis que surge um novo nome de peso como substituto: Ivan Zurita – presidente da Nestlé do Brasil.

Meu interesse mesmo em ir nesse seminário era para ouvir o Agnelli, auto-intitulado cidadão do mundo. Mas como ele furou, ou foi furado, sei lá, uma palestra que promete ser bem importante pro meu tcc é: “A Comunicação Inserida no Planejamento Estratégico Empresarial”.

O detalhe é que só agora fui reparar que tanto esse seminário d’A Tribuna quanto o da A’Gazeta estão marcados para o mesmo dia – 22/11. Como parte do programa do curso de residência em jornalismo, nesta quinta-feira o Ancelmo Gois vai palestrar no auditório da Rede Gazeta. Com 44 anos de jornalismo, Ancelmo já trabalhou na Exame, Veja e JB. Hoje ele é colunista do jornal O Globo e edita o blog que leva seu nome Ancelmo.com.

O jeito vai ser definir prioridades. A palestra do Ancelmo é pela manhã, 09h; o seminário d’A Tribuna é o dia todo. Vou deletar o Ivan Zurita e ver o que o Ancelmo tem a dizer. A palestra do seminário que realmente importa pra mim parece que só vai ser à tarde, 15h, “A Comunicação Inserida no Planejamento Estratégico Empresarial”.

Para quem é de Sampa ou vai estar por essas bandas por esses dias, também para o dia 22/11 acontece a Conferência de Planejamento 2007, promovida pelo GP. Acesse mais informações no blog Brainstom #9.

Comunicação no movimento estudantil ainda é pensada na lógica do impresso Outubro 15, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in comunicação, eventos/debates, política, ufes.
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Semana de Democratização da Comunicação é mal divulgada. Mesmo partindo dos organizadores

Se diz sempre que a grande mídia não divulga. É uma verdadeira luta de Davi X Golias pra tentar entrar na pauta da manipulora-neoliberal-golpista (…) imprensa. Neste caso, nem mesmo a organização do evento parece ter se preocupado tanto assim com a divulgação de mais uma (V) Semana Nacional pela Democratização da Comunicação – 16 a 19 de outubro.

Na universidade, que dirá fora dela, ainda se pensa muito no impresso, naquela panfletagem em que poucos prestam atenção. Não existe a preocupação em ocupar a internet e usar as potencialidades que ela oferece.

É interessante a idéia que as TICs, mesmo longe se serem uma panacéia, “sejam potencialmente revolucionárias na capacidade de dispor conteúdos para além da [malfamada] pauta hegemônica, conectar pessoas mundo afora, reforçar comunidades, contradizer “verdades”, articular movimentos etc” [postagem].

Biblioteca central

Entrada da biblioteca da universidade

Fui saber dessa tal Semana de Democratização pelos cartazes que vi espalhados pela Ufes. Olhei pra um lado e pro outro e como quem não quer nada, um deles eu catei pra mim. Achava que era só em cartaz que iria encontrar a programação da Semana. Agora vi que tava certo.

Em sites de pesquisa, tá, no Google, nada consta desse evento. Aliás, consta sim, mas é do ano passado. De 2007 nada emcontrei. Achei que fosse conspiração das elites que conseguiram vetar os resultados de busca que levassem aos nossos Davis. Mas não.

Também não aparece nada nos endereços dos seis organizadores do evento

- . “Olho da Rua” não conta porque nem site tem. Mas relacionado a esse projeto, no primeiro dia de eventos da Semana de Democratização se tem, para 18h30, a estréia Cine Clube “De olho na tela”. Exibição do filme : Uma onda no ar. No cartaz só informa que vai ser na “Casa da Mulher – (bairro 1º de maio – Vila Velha”.

Em uma pesquisa encontro mais. A Casa da Mulher tem o nome “Núcleo de Práticas Comunitárias – Casa da Mulher”. O endereço fica na Rua Maria do Nascimento, nº10, bairro 1º de Maio , Vila Velha -ES. Tels: 3391-4940 / 3326-0743.

- . Do site da Enecos só sei que acontece alguma eleição entre 01/10 e 20/11.

- . Do Intervozes vejo a cantilena sobre as concessões de rádio e TV. Muitas delas teriam vencido no último dia cinco. Da grande imprensa, claro, nenhuma linha ou byte.

- . DCE…. Nenhuma informação sobre. Mas hein, isso é site?

- . AExCom. Ela é uma agência nova para atuar “como intermediadora e difusora de material jornalístico e publicitário referentes a movimentos sociais e setores organizados da sociedade civil”.

Ela até reconhece que a “comunicação tem se apresentado como prática fundamental na constituição da esfera pública e do espaço democrático contemporâneo”, mas desde maio não publica mais nada.

- . Sindicato dos Jornalistas. Nada consta.

Pra não dizer que sou cruel o bastante e nunca fiz uma boa ação na vida, eis minha contribuição com a programação – boa parte pensada para acontecer na Ufes: (mais…)

Presidente do Equador se lança na web 2.0 Setembro 15, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in cibercultura, comunicação, mundo afora, política, web 2.0.
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O presidente do Equador, Rafael Correa, lançou na rede um site um pouco mais interativo e não sei o porquê mas o espaço vem recebendo a alcunha de blog.

Nele fica claro o conhecimento dos suportes e ferramentas web 2.0. Correa fala com desenvoltura sobre democratização da informação, redes sociais e de liberdade de produção e divulgação de informações “por encima de medios masivos tradicionales usando medios más participativos, como es el internet. “

No site do presidente, ainda me falta saber se o país tem e-gov e que tipo de uso faz, se tem em destaque a intenção de “¡Todos a construir la Asamblea Constituyente por Internet! “. Entre os desafios de Correa pra construir essa, digamos, nova ágora, vai ser ampliar esse uso potencialmente subversivo e de radicalização democrática para além dos atuais 1.2% da população que são usuários de internet no país, segundo indica o site Internet World Stats.

Isso significa que de um total de mais de 13.7 milhões de equatorianos, pouco mais de 165 mil são usuários da rede.

Pelo Brasil, mesmo com o alcance ainda restrito, a coisa muda um bocado. Até meados de 2006, eram 25.9 milhões de usuários de internet, com um índice total de 14.1% da população. Esse pequeno percentual já era o bastante para o Brasil representar 46.6% dos internautas na América do Sul.

  • Para mais informações sobre a internet no Brasil, acesse o estudo publicado pelo IBGE “Acesso à Internet e posse de telefoen móvel celular para uso pessoal”.

Via ALT1040

Acesse também

02/07 – A virtualidade da comunicação horizontal. A descentralização da produção

10/07 – Práticas de e-gov confundem promoção de cidadania com prestação de serviços

29/06 – Internet. Mídia de multidão e de controle. Essa tecnologia é uma de muitas que proporcionam uma grande capacidade de acesso a informações e isso pode se tornar em um grande pesadelo “si alguien la utiliza con fines de espionaje.”

22/07 – A cooperação como elemento constituinte das redes sociais

11/07 – Livro problematiza redes P2P e propriedade intelectual

ES volta a debater Rede Pública de Televisão Julho 6, 2007

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Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa e a Rede de Comunicação e Articulação Popular (Recapes) organizam para a próxima semana um debate sobre o tema das “Redes de TVs Públicas no Brasil” – o convidado é o presidente  da Radiobrás, José Roberto Garcez. Também participam representantes da TVE, TV Assembléia e TVs Universitárias.

Os organizadores contam que o objetivo é o de iniciar um diálogo com a sociedade capixaba e seus movimentos organizados sobre TV Pública e como se dará a implantação, a gestão e o financiamento deste novo sistema de comunicação no país e no Estado.

 

O evento acontece no dia  12 de Julho/07, quinta-feira, 9 h, Plenário da Assembléia Legislativa, e é aberto ao público.

A democratização por uma perspectiva diferente

Esse tipo de discussão também esteve presente no seminário que aconteceu em maio na Estação Porto – A Constituição do Comum – a produção de comunicação e cultura na cidade (posts do blog sobre o evento). A tese foi a de que “os sistemas sociais, econômicos e políticos vem se transformando em redes distribuídas” e, como tal, a realidade e as estratégias de ação devem ser projetadas dessa forma.

Na versão do seminário que aconteceu aqui em Vitória foi a professora Ruth Reis, na mesa Desafios para a democratização da mídia, quem mencionou diretamente a questão de que “o modelo de comunicação de massa nasceu e entrou em crise ainda no século XX”.

Ela fez um rápido resgate sobre os movimentos pela democratização da comunicação no sentido de ressaltar que essas iniciativas datam de muito tempo, mas que seria inegável que “a luta reacendeu com uma força fantástica com o advento da internet”.

Toda a discussão anterior, sublinhou Ruth, seguia, e pelo visto ainda segue muito de perto, a lógica de uma matriz de massa. “Tinha que haver uma centralidade (legislação, iniciativa do Estado etc). A digitalização traz uma matriz distribuída”. Um novo paradigma que se caracteriza pela horizontabilidade cooperativa.

Agora, no que foi o delineamento marcante do seminário, se faz necessário descobrir novas formas de narrativas e de se fazer política. Uma vez que “os modelos anteriores parecem esgotados”.

Um exemplo irrecusável para aplicação dessa discussão caminha em direção do que Michel Bauwens argumenta em seu artigo “A Economia Política da Produção entre Pares”. Seria fora da nova realidade que está se configurando a partir da constituição de redes debater uma Rede Pública de Televisão nos moldes como a discussão bem sendo apresentada. O modelo público repetiria em forma estatal a mesma lógica empresarial de centralidade “esgotada” de produzir comunicação e cultura.

A discussão em torno desse tema ficou vem mais demarcada na versão desse mesmo seminário que aconteceu no Rio de Janeiro – assista “O Comum, para além do Mercado e do Estado – O Embate da TV Digital” disponível no site da UFRJ.

Leia também

02/07 – Seminário – A virtualidade da comuniação horizontal

22/06 - A cooperação como elemento constituinte das redes sociais

Seminário – a virtualidade da comunicação horizontal Julho 2, 2007

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Na próxima quarta-feira meu grupo na disciplina que faço em Ciências Sociais apresenta um seminário sobre a relação entre opinião e  internet. Fui montar a minha parte e o resultado ficou mais amplo do que esperava.

A quem interessar possa, eis os slides – está recheado de links.

 

Acesse também

12/07 – “O que significa isso de comunicação horizontal e vertical?”

A Crise do Sentido – Mídia e Violência Junho 26, 2007

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O congresso “Adolescência, Violência e a Lei”, que acontece esta semana no Centro de Convenções de Vitória, contará com a presença da doutora em Comunicação e Semiótica, Malena Segura Contrera, para discutir o tema “Mídia e Violência”. O congresso começa na quarta (27) e vai até a sexta-feira (29).

Na manhã de sexta-feira (29), Malena, que é autora do livro “Mídia e Pânico: saturação da informação, violência e crise cultural na mídia”, irá apresentar a conferência “A Crise do Sentido – Mídia e Violência”, na qual vai discutir a maneira como a violência é noticiada nos meios de comunicação.

  • Pelo Projeto Pacto Pela Paz, Malena também esteve no estado em 2005 para uma palestra com a mesma temática ”Consumo Cultural e Violência”. Os slides apresentados foram esses

Para debater o assunto, farão parte da mesa o editor geral do jornal A Gazeta, Antônio Carlos Batista Leite e o editor executivo do jornal A Tribuna, Elimar Cortês.

Leia mais – Ciclo de Cinema debate Cultura da Violência

Via Governo do ES

A produção do imaterial na cidade Junho 12, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, cibercultura, comunicação, economia, inclusão digital, política, política/ES, redes.
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] Com essa postagem chega ao fim as anotações que fiz durante o seminário. As postagens publicadas sobre o evento foram

21/05 – “A fuga das fábricas, o encontro nas redes”

24/05 – Internet: “O gato saiu do saco”

24/05 – “A televisão é controle da subjetividade”, diz filosófo

24/05 – “Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul

24/05 – “A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol

25/05 – “A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique

25/05 – Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet

As anotações que publico agora são das apresentações feitas na quinta-feira. O tema foi “Dinâmicas metropolitanas e políticas de desenvolvimento” (mais…)