Autor de “A Cabeça do Brasileiro” estará em mesa-redonda na Ufes Novembro 26, 2007
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24/11/07 – Nesta segunda-feira (26/11) o curso de ciências sociais da Ufes promove uma mesa-redonda com a presença do sociólogo e professor da UFF, Alberto Almeida. Ele, que também esteve no Roda Vida em agosto para debater o mesmo tema, vem falar sobre o seu livro “A Cabeça do Brasileiro” – também tem esse vídeo no Youtube.

Ainda não tive acesso à obra, mas quem já leu diz que ela traz um perfil dos valores, atitudes e opiniões dos brasileiros sobre uma grande variedade de temas como a sexualidade, a família, a economia, a religião etc. O livro, apesar de ter sido fruto de uma pesquisa social quantitativa, vem se tornando um best-seller e atraindo a atenção da impresa e do público em geral.
Para debater a Pesquisa Social Brasileira (PESB) da qual deriva boa parte dos dados do livro, a mesa-redonda também contará com a presença do ex-professor Ufes Jaime Roy Doxsey (responsável pela PESB no ES), da professora da UVV, Maria Angela Soares e do assessor para projetos especiais do governo do estado do ES, Leonardo Bis dos Santos, ambos ex-alunos da Ufes.
Lembro que o Alon, do blog que acompanho com freqüência, fez parte do grupo que entrevistou Alberto Almeida quando ele participou do Roda Viva – mas não consegui ver a íntegra do programa.
A espinha dorsal da tese de Alberto, pelo o que foi explicado nesta postagem, [tem essas outras também] é que existiria uma correlação estatística entre ética e escolaridade. Na prática, isso implicaria que aquele que conta com mais estudo também tem mais consolidado, em princípio, os valores fundamentais que permitem diferenciar entre o bem e o mal, entre o certo e o errado.
Mas se isso é verdade, aponta Alon, então a recíproca também é verdadeira: quem tem menos escolaridade tem, também, taxas menores de convicção quanto a esses valores. “Ou seja, segundo o professor, a baixa escolaridade seria responsável por um ‘déficit ético’ que variaria inversamente ao número de anos passados na escola.”
A mesa-redonda acontece no campus da Ufes em Goiabeiras lá no auditório do IC2, às 19h. Nesse mesmo horário também rola pela universidade o V Fórum Regional de Comunicação (Foco) e as palestras que me interessaram são justamente à noite.
Tal como aqui, vou ter que priorizar de novo. Na terça-feira venho com o resultado de um desses encontros.
Programação do Foco: (mais…)
Volto Logo! Outubro 21, 2007
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Ao visitante fiel, ao ocasional e ao de vôo rasante também:
Tinha feito um post bacana pra dizer que meu status de postagens por aqui vai ficar no Volto Logo por umas duas semanas – mas sempre online para responder a eventuais comentários.
Nesse meio tempo vou colocar em dia algumas tarefas atrasadas e que foram surgindo também.
Mas a rede caiu e o emocionado post se perdeu. Então, pra resumir a história
FUI!
Seminário discute Maioridade Penal Setembro 10, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in cotidiano, eventos/debates, política/ES.add a comment
No próximo dia 21 de setembro acontece um seminário sobre o tema “Maioridade Penal e Exclusão Social”.

É provável que esse encontro ainda seja reflexo do assassinato de João Hélio no começo do ano. Essas foram as postagens do blog lá trás
A maioridade penal e seu absurdo [12/02/07]
Quando um princípio vira dogmatismo paralizante [15/02/07]
Pena de morte e suas contradições [16/02/07]
Assembléia do ES organiza nova temporada para discutir segurança pública [21/02/07]
Do prevenir à certeza da punição [26/02/07]
“Violência urbana crescente é um mito” [27/02/07]
Pobreza não é a determinação da criminalidade, indica estudo [28/02/07]
Onde falta Estado, sobra violência [05/03/07]
Guilherme Canela: pauta de segurança é descritiva e não politizada [12/03/07]
O principal veículo de dominação política e o caso Du Juana [15/03/07]
O evento ocorrerá no Salão Pleno do Tribunal de Justiça, das 8h30 às 17h30. As inscrições podem ser feitas até a próxima segunda-feira (17), por meio do site do TJ/ES.
Programação: (mais…)
Tese de golpe de Estado a todo custo Agosto 2, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in catarse, cotidiano, jornalismo, televisão.1 comment so far
Outro dia registrei por aqui o tipo de afeição que tenho por Marilena Chauí. Isso até me rendeu uma ácida crítica de meu professor de então. No entanto, a impressão que tenho dela não mudou muito.
Até onde sei a especialidade e autoridade de Marilena pode ser evidente quando ela se ocupa em falar de Spinosa. Não deveria ser diferente para quem fez doutorado e tem livre docência sobre o pensamento desse filósofo – A nervura do real: Espinosa e a questão da liberdade. Desconheço a desenvoltura dela em outros assuntos. Mas quando ela se arrisca a falar de política parece não ir muito longe. Acredita-se muito, interpreta-se pouco.
Ontem um coleguinha me veio com um viral que teria começado por email e agora se espalha mais livremente pela internet de uma entrevista que teria sido feita com Chauí – hoje descubro que a iniciativa da entrevista foi de Paulo Henrique Amorim. No viral ela tem a crença, e quer vender como dado da realidade, de que de que a “grande mídia” quer fazer um golpe de Estado balizado na crise áerea.
Ela teria dito que quando ligou a TV para acompanhar os jogos pan-americanos chegou a “um canal que exibia um incêndio de imensas proporções enquanto a voz de um locutor dizia: ’O governo matou 200 pessoas!. ‘”
Acontece que ela não menciona onde viu essa notícia cuidadosamente colocada em aspas como sinal de fiel transcrição. Meu coleguinha retruca: “Quem estava transmitindo os jogos?” Respondo: “Band, Record, Globo, TV Cultura….”. Meu coleguinha devolve: “Não, não. Era a Globo quem mais transmitia e foi onde Marilena viu a notícia e isso pode ser interpretado no próprio texto.”
Reli o texto e então pergunto: “Isso pode ser interpretado ou é nisso em que você quer acreditar?”
No fim não interessava mais onde Marilena teria visto a tal informação para fundamentar sua tese de golpe midiático de Estado. Esse seria um óbvio ululante que, por corporativismo talvez, eu fazia questão de não querer ver ou reconhecer.
Sim, sim. É uma variante que pode ser considerada nessa questão…. Mas ainda não vi sinais ululantes de golpe. Ainda mais se se apoiar na argumentação de pessoas assim. Uma possível crença vai a zero.
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18/07 – Acidente da TAM e a informação produzida por pessoas comuns
24/07 – Acidente da TAM. Sadismo e misticismo
Acidente da TAM – sadismo e misticismo Julho 24, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in cotidiano.36 comments
O sadismo fica solto nessas horas. Dentre as pessoas que acessaram o blog como resultado de busca sobre o acidente em Congonhas, boa parte queria ver “fotos de corpos carbonizados”.
Também chamou atenção a busca por uma suposta profecia sobre o acidente – a Sônia Abrão deve ter feito alguma coisa do tipo no “A tarde é sua”.
Eis a lista completa até hoje à tarde
fotos dos corpos carbonizados do acidente tam
a mídia e o acidente da tam
orkut ou comunidade de alguma vitima do acidente da tam
quero ver fotos dos corpos carbonizados
pressentimento acidente TAM
comentarios sobre acidente em congonhas
fotos corpos carbonizados avião
“canal livre” privatização congonhas
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Fotos do Acidente TAM 17 Julho 2007
FOTOS DOS CORPOS CARBONIZADOS DA TAM VOO
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Brasileiros no exterior comentam acidente em Congonhas Julho 19, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in cotidiano, mundo afora.4 comments
Fui acessar o Mundo Pequeno, um site que reúne blogs de brasileiros que estão no exterior. Muito dos relatos era comentar as notícias que a imprensa local de lá está publicando ou para questionar o que foi considerado o estado de crise permanente no Brasil.
Não acessei a todos os blogs da lista, mas por aqueles que visitei, foram os brasileiros na Itália e Inglaterra os que mais comentaram o acidente com o avião da TAM.
- Esses blogs são daqueles que estão na Itália
- Pensieri e Parole
“… pelas vítimas de Congonhas… ”[I]
“Video da Infraero” [II]
“JJ 3054″
“River Raid”
La Pietá – Michelangelo
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Relato de uma estagiária de redação online na noite da tragédia do vôo 3054 Julho 18, 2007
Posted by Gabriely Sant'Ana in cotidiano, jornalismo.3 comments
Terça-feira à noite. Fim de expediente para alguns. Pessoas chegam em casa e se amontoam em frente à TV para assistir uma coisa que as faça esquecer dos problemas cotidianos. De repente a música de plantão surge, e com ela a sensação de que alguma tragédia aconteceu. O pressentimento se torna certeza: labaredas e fumaça invedem a tela e uma voz rouca e nervosa anuncia o desastre. Estamos prestes a participar “virtualmente” do maior acidente aéreo da história brasileira (até o momento). Corremos para a internet, para termos mais informações instantaneamente, afinal, nos tempos pós-modernos, quem vai esperar o jornal impresso do dia seguinte para ver os detalhes? Zapeamos os canais para conferir qual deles oferece a melhor cobertura. A maioria fica na Band, pois a Globo, após um breve comunicado, continua com sua programação normal, repleta de melodramas ficcionais.
O clima de catarse coletiva se instala. Testemunhos pipocam. Imagens de um prédio caindo. Explosões. Os corpos carbonizados extirados no chão. O Brasil sofre, chora. Ficará em luto por três dias. Estou em uma redação de jornalismo online. Tenho que atualizar as matérias sobre o acidente no mesmo ritmo em que elas aparecem nos sites de agências de notícia. Estou distante de São Paulo. Pra falar a verdade, nunca estive lá nem a passeio. Mas estou bem perto das vítimas. As informações aparecem, nem dá muito tempo de analisar, e tenho que publicar. Corto fotos. Seleciono trechos. Meus olhos ardem, só que não é apenas por desgaste, é por tristeza. Sou humana e sofro, mesmo não conhecendo ninguém envolvido. Os comentários com meus colegas provam que não sou a única nesta situação. Uma piada surge, mas quem a proferiu logo se corrige. Não é o momento. Vou embora à meia-noite com sensação que deveria ficar um pouco mais. Só que eu não estou resgatando corpos, estou amontoando-os para você ver.
Não quero entrar em detalhes sobre a importância do jornalista em informar a população. Quero falar que acontecimentos como esse nos calejam. Tudo o que se pode pensar é quem foi o culpado, quem “famoso” morreu, o que o governo vai fazer com o caos aéreo, a reforma da pista, quando será o próximo acidente que superará este. Quase 200 pessoas estão mortas. Seus planos acabaram. Suas famílias se desestabilizaram. E nós? Continuamos assistindo televisão. Assim como na novela da Globo, a vida segue.
Acidente da TAM e a informação produzida por pessoas comuns Julho 18, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in cibercultura, cotidiano, jornalismo, web 2.0.1 comment so far
11h50 – Soube da notícia do acidente com o avião do TAM e fui tentar confirmar o relato do blog Código Aberto de que “O tiroteio na Virginia Tech muda rumos da cobertura jornalística de grandes eventos na era da internet”.
Usando câmeras digitais, laptops, telefones celulares, blogs, podcastas, videoblogs, chats e toda a parafernália contemporânea de comunicação, as testemunhas da tragédia começaram a divulgar informações mesmo antes do segundo e mais mortal tiroteio, quando a imprensa ainda não havia acordado para o fato. A Wikipédia foi apenas uma amostra do emaranhado de fluxos informativos que se formaram autonomamente, sem controle centralizado, quase uma anarquia organizada. Houve um momento, no quarto dia depois da tragédia, que a enciclopédia virtual correu o risco de se transformar o seu material sobre a Virginia Tech num mega tributo às vítimas, tal o volume de informações que começaram a ser postadas sobre os mortos e feridos.
Também tem esse post no mesmo blog “Usuários publicam cada vez mais na web e começam a mudar padrões informativos”.
De fato. Hoje pela manhã o Primeiro Jornal da Band e o Hoje em Dia da Record já traziam gravações e imagens feitas por pessoas que teriam testemunhado o acidente. No Jornal Nacional o William Bonner frizava o fato das notícias serem transmitidas a “partir de testemunhas oculares” - este vídeo de 43 segundos é de quem teria filmado o acidente que aconteceu a duas quadras de onde mora.
A frase vinda no final deste vídeo, “Acidente da TAM. 1ª Imagem. Exclusivo”, já pensando para quem mandar o seu furo de reportagem, é “tô filmando e vou vê se jogo pra Globo”.
- Até agora se pode encontrar no Youtube 20 vídeos com as palavras “tam avião congonhas acidente”.
- No Flickr, para as mesmas palavras digitadas, o número de fotos é um pouco maior, 23, mas a maioria delas dizem a mesma coisa e as aquelas que são mais expressivas sobre o acidente são do Estadão.
- O sistema de busca para blogs do Google traz 289 referências e o Technorati esse número se eleva a 420 links como resultado de busca. O Estadão lembra que entre os blogs, ainda ontem à noite, o Dcccarbono trazia infografias “infografias sobre o acidente e imagens captadas pelos diversos canais de TV e links para comunidades criadas no site de relacionamentos Orkut”.
O Uol trouxe uma chamada de capa só para depoimentos de internautas “Internautas relatam acidente em Congonhas”.
- No orkut existe um caso curioso que não conhecia. Comunidades que foram criadas há mais tempo e com outros objetivos mudaram de nome. Não sei se pra reter atenção, por solidariedade, mas o fato é que isso existe. É a caso da comunidade “Acidente com avião da TAM”. Ela agora tem 400 membros e foi criada em abril – foram relacionadas 15 comunidades para as palavras “acidente TAM”.
A maior de todas as comunidades até agora é “Luto e Solidaridaridade vôo 3054″ com 4.054 membros e criada duas horas depois do acidente. A segunda maior comunidade era a TAM – Vôo 3054, com 477 membros, também discutindo as causas do acidente e trazendo ainda um tópico com a cobertura minuto a minuto do acidente.
- No Google Trends são as cidades, nessa ordem, de São Paulo, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Rio as que mais procuram pelas palavras “acidente TAM”. É curioso que nessa lista não esteja Porto Alegre, cidade de onde o avião partiu.
- Mas o que chama atenção mesmo é quando se acessa a Wikipédia. Há um amplo material com
- Um relato sobre o que foi o acidente
- As características do avião
- Buscas por sobreviventes e número de vítimas
- Relato sobre provavéis delineamentos de investigação da tragédia
- Comunicados oficiais da TAM
- Condolências Oficiais
- Fotografias e muitos outros links onde se pode fazer uma leitura aprofundada.
Logo no cabeçalho o site informa que “Este artigo é sobre um evento atual. A informação apresentada pode mudar rapidamente. A edição desta página por usuários não-cadastrados está desabilitada devido a vandalismos recentes. Se não puder editar esta página, discuta sobre o seu conteúdo na página de discussão ou faça login.”
Artigos sobre redes sociais Maio 22, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in blogs, cibercultura, cotidiano, ufes, web 2.0.add a comment
- E o seminário na Estação Porto continua, mas hoje eu não vou. Tenho que estudar uns três textos para analisar uma mídia social qualquer – é para a matéria sobre web 2.0 de que falei por aqui. É tanta opção que nem sei qual mídia escolher e que tipo de análise fazer. Até agora a principal inspiração tem sido os textos da Raquel Recuero.
- E eis que surge mais um caso de corrupção denunciado a partir de uma ação de nome cuidadosamente pinçado Operação Navalha. Acredito que meu in progress já purgou esse tema do blog. Mas não sem antes deixar um bom material de consulta…
24/02/07 – Negri e Cocco: O moralismo impotente e a cantilena sobre a verdade do poder
28/01/07 – “A política substituiu o mito e a religião na modernidade”
08/01/07 – Corrupção deve ser controlada pela melhoria das instituições
02/01/07 – Minhas previsões para 2007
Sem contar o meu projeto de iniciação científica feito em 2005 – A crise política no governo Lula pelos jornais capixabas (download).
Em que medida a passividade é determinação técnica ou escolha humana? Maio 15, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in blogs, comunicação, cotidiano, inclusão digital, internet, sociedade midiatizada, televisão, ufes.4 comments
A minha sala fala pouco, tá, eu também não falo muito. Na 5ª série me chamavam de mosquinha morta. Agora, num claro sinal de in progress, recebi a alcunha de come-quieto.
O professor de Mercadologia, José Antonio Martinuzzo (1) , decidiu forçar as pessoas a falarem e fez com nesse período os estudantes passassem a dar seminários.
(1) A tese de doutorado defendida no ano passado teve como título “Comunicação, Novas Tecnologias e Informacionalização da Política: O Governo Eletrônico no Mercosul“.
Fiz hoje minha apresentação, junto com minha colega Liege, sobre o capítulo usuários do livro A Migração Digital. Acredito que fui muito bem, obrigado!
Eis os tópicos feitos pro seminário: (mais…)