A verdade de Al Gore chega ao Cine Metropólis Abril 20, 2007
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Estréia hoje no Cine Metrópolis o documentário (site oficial) em que a Ciência vocacionou Al Gore para uma missão singular - salvar o mundo de uma anunciada catástrofe climática. A música (ouça aqui) que encerra o documentário destaca bem nessa vocação. “I need to wake up” de Melissa Etherigde. Traduzo muito livremente o nome da música por A hora é essa!
Assisti o documentário na aula de Opinião Pública, Mídia e Democracia. O título da postagem publicada em 15/03 foi “Em uma ‘Verdade Inconveniente’ Al Gore recebe um chamado da Ciência”.
“Fabricando Polêmica”, feito por amigos de Michael Moore, coloca o cineasta em xeque (atualizado em 20/03) Março 18, 2007
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A imagem de Michael Moore nunca mais será a mesma depois do documentário canadense “Manufacturing Dissent – Uncovering Michael Moore (fabricando Polêmica – Desmascarando Michael Moore), de Debbie Melnyk e Ruck Caine. Pelo menos essa é a avaliação do diretor-fundador do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, Amir Labaki. “Não se trata de mais um pertardo da direita contra o diretor de ‘Fahrenheit 11 de Setembro’. More acaba de ser ferido por fogo amigo”. E ainda bem que é amigo e não deve está pretendendo ascensão midiática.
“Quando começamos este projeto, esperavámos fazer um documentário que celebrasse Michael Moore”, diz Melnyk citado por Labaki no caderno EU& do Valor Econômico deste final de semana. “Mas descobrimos certos fatos sobre os documentários dele que desconhecíamos. Acabamos desapontados e desiludidos”, confessam os documentaristas, que não sei se estão em começo de carreira, mas parece que só agora deram de cara com esse mundo cruel e comedor de criancinhas. O que seria então se a dupla fosse atrás da dica de uma professora de redação lá do 3º período – A psicanálise dos contos de fadas (Bruno Bettelheim)? Eles iriam ver que Chapeuzinho Vermelho é o retrato de uma sapequinha saliente. É uma leitura que ainda não tive coragem de terminar – hahhaha
Dentre os casos em que a montagem teria ido além daquela que toda produção pede está “Roger &Eu” (1989). Labaki escreve que Moore firmou seu nome entre os documentaristas americanos com seu retrato da insensibilidade corporativa da Genral Motors, simbolizada por seu então CEO Roger Smith, quanto ao fechamento de uma fábrica em Flint, Michigan. “Como satiriza o título, o eixo dramático do filme é a impossibilidade de Moore confrontar-se pessoalmente com o executivo.”
“Fabricando Polêmica” comeceria por aí com sua, sempre amiga, diga-se, desconstrução de consensos. A verdade vale por si mesma, não tem preço e muito menos ressentimentos quando não se tem o espaço aspirado. Então, segundo um colaborador de Moore da época, o cineasta teria registrado não uma, mas duas entrevistas com Roger Smith, que se revelou sempre atencioso e colaborativo. Como os depoimentos não teriam servido ao roteiro de Moore e ao personagem que iria montar, as conversas foram insensivelmente descartadas da edição final.
Cooperação: postagem enviada para votação no Digg e no Linkk. Para saber como funciona, acesse aqui.
- Etc
Li no Comunique-se a notícia de que Mídia bombardeia projeto de TV estatal. O texto afirma que o ataque ao projeto do Governo uniu as tendências ideológicas de maneira muito singular. Pra dar espaço ao contraditório, eis outro ótimo texto do Alon sobre o assunto – Liberalismo com reserva de mercado e de dinheiro público.
Imagem: Icicom
Em “Uma verdade inconveniente” Al Gore recebe um chamado da Ciência Março 15, 2007
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Artur Távola escreve (Livro Comunicação é Mito) que em uma comunicação envolvente, e que possa potencializar os resultados esperados – claro – nela está inerente a alusão a lendas, meta-discursos e mitos dos quais uma sociedade compartilha. É curioso que mesmo sendo predominante o discurso da razão que negativiza as emoções e a religião, o recurso ao meta-discurso messiânico se revela bem atrativo.
Assisti ontem o documentário de Al Gore na aula de Opinião Pública, Mídia e Democracia. Eis o trailer do dito cujo:
Ele tem de tudo menos o que parece. É uma excelente peça publicitária com uma causa bem atrativa predominante na pauta do jornalismo – o Fantástico que o diga. O eterno vice de Clinton usa muito bem o tema do aquecimento global para se opor ao governo Bush. Este é o retrógado e fundamentalista religioso. Al Gore é o ilustrado, amigo de cientistas conhecidos, e que se segurava pra não estravazar esse slogan “Comigo, seus problemas acabaram, ok!”.
Mas ele não dispensa o recurso de se impor como aquele que recebeu o chamado vocacional e que, como tal, tem a competência do saber, do poder e do como fazer – com o detalhe singelo: se for eleito presidente dos EUA.
A idéia de vocação é normalmente relacionada à religiosidade, mas foi destacado que essa missão veio de outras fontes: a ciência considerada como uma “religião laica” (lembrei da Cientologia, apesar de saber tanto a respeito quanto sei sobre o sistema político da Mongólia).
Se outros presidenciáveis querem furar a mediação da imprensa e se apresentar diretamente ao eleitor (ver postagem Youtube e blogs substituem a mídia convencional em campanhas eleitorais), temos um caso em que isso foi realizado com maestria. Al Gore é um presidente perfeito mas que não conseguiu se eleger por artimanhas do adversário (claro, culpa de Bush, como sempre…). Ele é um legítmo filho de sua terra e que luta por seus ideais – “Sou americano e não desisto nunca!”.
Boa parte da sala, me incluo nisso, (sou um racional emotivo) quase foi às lágrimas. Pena que não posso votar nele – mas pelo menos fiz minha parte pra divulgar essa causa que não é de uma pessoa ou um grupo que o valha, mas de todos nós.
Acesse também
post de 20/04 – A verdade de Al Gore chega ao Cine Metrópolis
Cooperação – essa postagem pode receber votos lá no Linkk , no Digg e no Overmundo (Informações sobre como funciona podem ser acessadas por aqui.)
Etc 1: ao ler Censura à internet aumenta em todo o mundo e fazer o teste que a postagem indica descobri que meu singelo blog é censurado na China? Mas que absurdo! heheh
Etc 2: Para quem é do ES, a partir do próximo dia 20 (terça-feira), a Faesa realiza sua primeira Semana de Comunicação. A programação completa está disponível no site da faculdade.
César Maia em: uma constatação sobre o PT que já virou clichê Fevereiro 7, 2007
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“A verdadeira natureza do PT
1. Meses atrás, no inicio do processo eleitoral, esse Ex-Blog afirmava que numa hipotética vitória do PT na eleição, um segundo governo traria junto a verdadeira natureza do PT.
2. Já está trazendo! O jogo para a presidência da Câmara foi mais pesado do que se supunha. O ministério ainda está – digamos – em negociação. Zé Dirceu diz que consegue cancelar sua inelegibilidade, apesar do processo do MP que o chama de chefe de quadrilha. Lula sonha com o terceiro mandato, no melhor estilo chavista,….E por aí vai.
3. A democracia é flor muito frágil em regimes -como o nosso- onde as instituições democráticas foram relançadas com a constituição de 1988 a menos de 20 anos.
4. Cuidado! Muito cuidado! Eles estão de volta com todas as garras de fora,e de antes, depois de representarem o papel de bonzinhos e democratas.
5. Usam a política de estabilidade monetária como referencia de bom comportamento. Isso nada tem a ver com a democracia. Salazar em Portugal dos anos 30, foi um exemplo disso” Via o Newsletter de seu Ex-Blog.
- Etc: uma dica interessante de site que recebi nessa semana foi o Coletivo Sabotagem. O endereço tem um sem número de livros, autores, artigos, documentários etc etc para download gratuito. A propósito do tema acesse também a postagem da Letícia “E-Book is on the table”. Uma opção no orkut é a comunidade E-Books.
prospecção de fontes Dezembro 18, 2006
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As agências de comunicação falam em prospecção de clientes, nesse caso foi uma tentativa, tardia é verdade, (o Congresso se renova em 2007) de prospecção de fontes. Como pretendo fazer jornalismo político, em novembro mandei emails para senadores, deputados capixabas em Brasília e para o governo capixaba pedindo que as informações enviadas para a imprensa em geral também fossem repassadas para mim. Eu sei, essas são as fontes mais imediatas, mas começar pelo óbvio já é alguma coisa também.
Até agora recebi quatro respostas: um cartão de natal; uma confirmação de recebimento da mensagem; um parabéns pela iniciativa e do mesmo remetente um release sem assunto e com legendas para fotos que não vieram em anexo – fiquei surpreso com uma falha desse quilate; e do governo estadual recebi a resposta de que as informações não são enviadas aos jornalistas e sim disponibilizadas no próprio site do governo – falha minha.
Em fevereiro retomo os meus releases dizendo para fontes em potencial que eu existo. No fundo também é uma tentativa de regionalizar o blog – descobri que não conheço quase nada de política capixaba.
Talvez seja por isso que dentre os temas que pensei para o meu TCC no ano que vem esteja: ‘Mídia e interesse público. Como se pautam o legislativo e o jornalismo capixabas’.
Em breve postagens sobre o assunto!
“Para além da aritmética” Novembro 13, 2006
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Em parte como consequência desse realinhamento, o grau de disciplina partidária também foi alterado. Nos quatro anos de governo Lula, o PT, apesar de manter-se disciplinado, não alcançou o extraordinário índice de 97% de coesão partidária obtido durante primeiro mandato de FHC.
texto de Maria Cristina Fernandes, editora de política do jornal Valor Econômico (mais…)
“O PMDB é o campeão disparado de parlamentares detentores de concessão” Novembro 9, 2006
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“Dura batalha: Se promover democratização, Lula encontrará 133 parlamentares donos de concessões no Congresso Nacional
O ‘coronelismo eletrônico’ contará, depois destas eleições, com 53 deputados estaduais, 53 federais e 27 senadores, segundo lista elaborada pela Agência Repórter Social, com dados do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, da Universidade de Brasília, UnB, e do Instituto de Pesquisas e Estudos em Comunicação, Epcom – confira a lista abaixo.
O PMDB é o campeão disparado de parlamentares detentores de concessão: são 12 deputados estaduais, 13 federais e sete senadores. Logo atrás, vêm o PFL e o PSDB, com 12 e oito estaduais, nove e dez federais e nove e seis senadores, respectivamente.”
A propósito: Sarney é a excelência que mais se destaca na sua missão de levar o leite e o mel da informação para que os cidadãos exerçam sua cidadania democraticamente. Ele conta com a bagatela de 12 concessões de radiodifusão.
José Sarney (PMDB-AP)
TV Mirante
Rádio Mirante
Rádio Interior AM, de Caxias (MA)
Rádio Interior AM, de Pinheiro (MA)
Rádio Mirante do Maranhão AM, de Imperatriz (MA)
Rádio Mirante do Maranhão FM, de Timon (MA)
Rádio Difusora de Timon FM
TV Itapicuru, de Codó (MA)
TV Mirante do Maranhão, de Imperatriz (MA)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Rede Tropical de Comunicação FM, de Boa Vista
TV Rede Tropical de Comunicação
Está no Portal da Imprensa a matéria completa e a lista com todos aqueles que detém instrumentos de luz.
Elogio a nós, jornalistas? (aspirante no meu caso) isso é impensável! Outubro 26, 2006
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Outro dia a Folha publicou uma pesquisa em que se procurava demonstrar o seu grau de imparcialidade na cobertura das eleições. O jornal se deu por satisfeito quando descobriu que a maior parte dos que apontavam parcialidades no seu conteúdo editorial era de uma tendência oposta a corrente ideológica a que se julgava favorecimento.
O site Política para Políticos nessa semana procurou demonstrar que a mesma coisa acontece com os políticos. “Candidatos são inevitavelmnte ‘paranóicos’ em relação à mídia, ‘ciumentos’ em relação a seus adversários e nunca estão satisfeitos com o que recebem.”
A constatação faz parte de uma série de artigos (Como conseguir uma mídia hostil a sua candidatura) em que se argumenta que é um erro crucial político elogiar jornalista por alguma matéria, ainda mais se esse ato impensável for feito em público. Se defende a tese de que o camarada vai entender que foi parcial com o nobre notável e da próxima vez vai descer a lenha só pra provar que é independente e objetivo sim, e não aluga sua pauta pra ninguém!
uma relíquia: um modelo de comunicação do governo capixaba Outubro 16, 2006
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“As pessoas estão hoje ávidas por boas notícias, que dêem conta de avanços econômicos e sociais importantes, e tendem a esperar que o Governo seja a principal fonte de informações positivas e reconfortantes. Desinteressada de debates puramente teóricos, a população aspira por fatos concretos e atitudes claras de mudanças de rumos, nas áreas em que julga ainda sem sintonia com os novos tempos.
No Espírito Santo, particularmente, onde os institutos de pesquisa identificam certa perda de auto-estima, a expectativa em relação ao futuro é ainda maior, e a Comunicação Social pode ter papel decisivo no processo de recuperação do sentimento de auto-confiança da população.
Como parâmetro de orientação dos futuros programas, projetos e campanhas de comunicação, propomos que a Superintendência fixe alguns objetivos básicos:
1. fotalecer a auto-estima dois capixabas, através da difusão de grande volume de informações positivas sobre o Estado;
2. consolidar, fora do Estado, a imagem positiva do Espírito Santo e seu povo, já que o conceito externo influencia automaticamente a avaliação do público interno;
3. projetar, nacionalmente, a imagem de que o Espírito Santo vem melhorando seus índices de tranquilidade social e criando um clima favorável de investimentos, com amplas oportunidades para novos negócios;
4. projetar politicamente o Governo do Estado, no plano nacional, contribuindo para ampliar sua influência no processo decisório federal e superar os sentimentos de marginalização que afetam nosso povo”.
- não, esse não é parte do projeto de comunicação do atual governo capixaba. Parece, não é? No sindicato onde comecei a estagiar na semana passada (sindicomerciários), encontrei Um novo modelo de comunicação social para o governo do Estado do Espírito Santo – a caminho de ser jogado no lixo. Não deu pra saber de que data o documento é. Mas pelo estado deplorável, tem pelo menos uns 20 anos. O tom do plano de comunicação como um todo me lembrou muito as editorias de economia de A Gazeta e A Tribuna e o seu discurso de um novo tempo de paz e alegria sob o governo Hartung. Sinal de que a tônica da publicidade governista capixaba vai continuar a mesma por um bom tempo – mérito para quem souber aplicar esse conceito com mais eficiência.
Eleições 2006 em: a difícil tarefa dos aspirantes a cargos no legislativo Agosto 9, 2006
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O interesse do eleitor pela política pode ser baixo, mas é ainda menor quando se refere às funções do legislativo (deputado, vereador). No site Política para Políticos há uma interessante análise a respeito onde se destaca que tomado isoladamente e em comparação com os demais políticos, o legislador é aquele que possui menos poder. Por consequência, a cobertura desse setor tende a ser menor e o interesse do eleitorado também seguiria por esse caminho.Aliado ao menor poder que deputados e vereadores possuem, existe ainda o fator de que na atividade não existe a empolgação, o drama e a facilidade para a criação de personagens que tanto direciona o critério do que será noticiado:a ausência da dramaticidade do conflito existente entre candidatos a cargos do executivo;
a condição da escolha exclusiva – no executivo apenas um ganha, os demais perdem, enquanto que no legislativo vários ganham;
o fator de que a eleição para o executivo é reportada pela mídia como uma “corrida de cavalos”, identificando com clareza os concorrentes, acompanhando nos mínimos detalhes as ações, as estratégias, as mudanças de posição, que são praticadas durante a corrida etc.
Claro, o nome do site é Política para Políticos. A mesma série de textos sobre o legislativo em que se despeja um mundo de problemas também é possível encontrar o que pode ser feito para atrair o eleitor e se destacar no meio de tantas caras pálidas.