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“Temos muitas possibilidades, mas pouca vontade de agir” Setembro 25, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in e-gov, economia, entrevistas, eventos/debates, inclusão digital, internet, política, tecnologia.
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] As palestras da parte da manhã devem ter acabado agora. Talvez, por essa última edição do seminário ter menos dias, dois a menos do de Vitória, por exemplo, se tem vários temas para serem colacados na mesa já no primeiro dia de evento. A programação tá lá no site do Ministério da Cultura – novas tecnologias de comunicação e informação, economia do conhecimento, políticas de comunicação e informação e inclusão digital.

Mas muita calma nessa hora. As discussões apresentadas nas mesas desta e das outras três edições do seminário serão publicadas em livro e na revista Global/Brasil. Assim talvez seja mais fácil digerir, com rabiscos, anotações e leituras mais pausadas, as idéias apresentadas que, só aqui em Vitória, contou com 30 palestrantes.

Em horários diferentes, dois professores daqui da Ufes, Fábio Malini, pela manhã, e José Antonio Martinuzzo, pela tarde, participam hoje como palestrantes.

Essa mini-entrevista foi feita por email com Martinuzzo ainda no sábado. De tudo o que foi programado para esse primeiro dia, ele vai palestrar sobre políticas de informação e comunicação com enfoque para o e-gov: (mais…)

A história de que Jó foi paciente é mito Julho 9, 2007

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O caderno Eu & Cia do Valor Econômico deste final de semana publicou uma entrevista com Antonio Negri (foto). O assunto foi sobre o mais novo ensaio que o filósofo e cientista político italiano publica – “Jó, a Força do Escravo“.

Uma afirmativa do senso comum que Negri combate é aquela que recomenda ou ecoa ”a paciência de Jó“. O que na verdade é bem mais fácil de questionar do que se imagina – basta uma leitura mesmo que superficial do livro de Jó no antigo testamento.

O que Negri traz de provocação, pela análise que fez do comportamento de Jó, é que não se deve buscar uma causa misteriosa ou surreal para a dor mas sim “identificar a origem do mal e enfrentá-lo. O mal, então, deixa de ser um mistério, deixa de ser uma ameaça difusa, e toma uma forma”. Não por acaso, Paulo Coelho foi citado na entrevista.

Eis a entrevista completa: (mais…)

“Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças”, diz Antoine Rebiscoul Maio 25, 2007

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[Seminário A Constituição do Comum - blog]

Cheguei atrasado nas palestras de ontem pela manhã por que acreditava que o tema tinha um “quê” de chatisse – Criação de ativos imateriais e desenvolvimento das cidades. Então vem a Juliana, com seu jeito bem empolgado, e fala que perdi uma das melhores apresentações.

De fato. Esse relato me convenceu. Eis a reportagem que ela fez em parceria com Thaís Paoliello. Também tem essa entrevista feita por Juliana Tinoco e Eduardo Valente

A globalização, a identidade, a marca e o papel da comunicação na nova relação de trabalho e consumo, característicos do capitalismo cognitivo, foram alguns dos temas discutidos nas entrevistas com Yann Moulier e o Antoine Rebiscoul.

No cenário de produção colaborativa, socializada e difusa no capitalismo imaterial, as novas relações de trabalho e a importância da atuação dos setores de comunicação passam a ser reavaliadas e questionadas .

Neste contexto, Yann repensa o papel da esquerda na mobilização social

“As proposições de esquerda foram marginalizadas, após a mudança do capitalismo industrial. Os programas de socialismo são fracos. Hoje, ninguém vai dizer que a solução é nacionalizar a indústria. A esquerda tem que aprender a ter uma proposta a altura do desafio. Além de ter a preocupação em se adaptar a esta relação capitalista atual”.

 

Outro ponto de debate foi a ruptura de paradigmas impostos pelo capitalismo industrial em que somente os países desenvolvidos teriam por direito o acesso aos artigos de luxo. Yann destaca um exemplo interessante acerca do consumo de celulares. “Após a globalização, os aparelhos que circulam na Europa são os mesmos que chegam nas lojas do Brasil e países sub-desenvolvidos. Antes, estes países estavam fadados a ter celulares com poucos recursos”.

Identidade

Quando o assunto é o conceito de identidade, Yann Moulier aponta o possível mascaramento das pessoas por meio do nacionalismo, ou seja, uma tentativa de preservar a cultura local e combater ao internacionalismo cultural, o que vai de encontro ao intercâmbio proposto pela globalização.

“Com a economia intangível, a identidade se torna algo em construção, aberto a mudanças. Por exemplo, o Ipod é apenas um dispositivo vazio. Quem define o que ele será é o usúario quando insere suas músicas (discoteca) e o personaliza”, disse Antoine Rebiscoul.

O papel da Comunicação

Antes, o processo de produção era a fabricação de produtos e, depois que estes estivessem prontos, se pensava a estratégia de atuação no mercado. No entanto, Antoine ressalta que atualmente as empresas criam conceitos e os incorporam na forma de produtos. Assim, o departamento de comunicação das companhias, anteriormente secundário, passa a concentrar uma maior responsabilidade. Logo, a grade curricular de comunicação tem que reavaliar a sua forma de ensino. Rebiscoul destaca também a importância de se pensar numa graduação mais integrada, antenada ao contexto de economia, administração e finanças.

“A televisão é controle de subjetividade”, diz filósofo Maio 24, 2007

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[Seminário A Constituição do Comum - blog]Vamos de entrevista. Não peguei as anotações de Juliana sobre a fala em francês de Lazzarato, mas ela fez uma entrevista com ele para o blog O Comum.

Eis o resultado (mais…)

Entrevistas feitas pela Câmara discute a atuação dos deputados na última legislatura Janeiro 29, 2007

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‘Na série de entrevistas com líderes e vice-líderes partidários sobre a atuação da Câmara na legislatura que se encerra nesta semana, conheça aqui a avaliação do líder do PMDB na Câmara, deputado Wilson Santiago (PB). Ele defende a necessidade de limitar o número de partidos políticos, que, a seu ver, é exagerado. Para ele, a queda da cláusula de barreira, considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), é mais um motivo para se agilizar a reforma política. “A democracia precisa de partidos políticos fortes, de representantes com posicionamentos firmes e com interesse de contribuir para o bem-estar do País e da sociedade brasileira”, afirmou o deputado. Ele também abordou temas como o trabalho das comissões parlamentares de inquérito, a posição do PMDB no novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nepotismo.

Texto publicado na Agência Câmara. O acesso a essa e a outras entrevistas da série no mesmo endereço.

“A modernidade quis organizar a agonia” Janeiro 29, 2007

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Uma continuidade à postagem anterior

O caderno Ilustrada da edição de sábado da Folha publicou uma entrevista com Luiz Felipe Pondé sobre o lançamento de seu livro “Do Pensamento no Deserto”. A abertura da entrevista traz que a publicação trata-se de uma análise sobre a disputa “entre pensamento conservador e a modernidade, entendida como a crença na promessa de que a razão humana, de que a ciência, daria conta da realidade e seria capaz de reformar a vida e a sociedade, visando à melhoria do homem.”

De minha parte acrescento o primarismo na crença da promessa de que a política, em sentido estrito, seja capaz de atender à exigência de clareza e coesão que sempre buscamos.

O autor, que é professor do Departamento de Teologia da PUC-SP e da Faculdade de Comunicação da Faap, acredita que a modernidade é a utopia de que a gente seja capaz de organizar a agonia. Para ele, o ser humano não pode fugir daquilo que o fundamenta, agonia e incertezas. Pondé arremata dizendo que “O ser humano não é alguma coisa que tenha solução”.

Pra falar de verdades, acredito que o dito verdadeiro tenha que necessariamente tangenciar o pensamento de Camus quando escreve

Posso negar tudo dessa parte de mim que vive de nostalgias incertas, salvo esse desejo de unidade, esse apetite de resolver, essa exigência de clareza e de coesão. Posso refutar tudo nesse mundo que me rodeia, me choca e me arrebata, excepto este caos, este acaso-rei e esta equivalência divina que nasce da anarquia. Não sei se este mundo tem um sentido que o ultrapassa. Mas sei que não conheço tal sentido e que de momento me é impossível conhecê-lo. Que significa para mim um significado fora da minha condição? Só posso compreender em termos humanos. O que toco, o que me resiste, eis o que compreendo. E ainda sei que não posso conciliar essas duas certezas, o meu apetite de absoluto e de unidade e a irredutibilidade deste mundo a um princípio racional e razoável. Que outra verdade posso reconhecer sem mentir, sem fazer intervir uma esperança que não tenho e nada siginifica nos limites da minha condição?. Camus – O Mito de Sísifo. Ensaio sobre o absurdo

“A política substituiu o mito e a religião na modernidade” Janeiro 28, 2007

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A minha sorte é que o salão de doação da biblioteca da Ufes é pouco visitado. E das visitas que recebem poucos sabem que algumas obras podem ser levadas pra casa. Não é empréstimo. Viu. Gostou. Levou. Dia desses encontrei um caderno de debates da Associação de Magistrados do Rio onde havia uma entrevista com Muniz Sodré.

Fiquei satisfeito quando notei que o hermertismo dos livros dele parece não se repetir em suas entrevistas. Pra variar, se analisou a política atual e uma das conclusões foi a de que muito da corrupção se deve a falta de representatividade das massas na política – mas ainda prefiro acreditar que a decepção que sempre é ouvida não é porque a representatividade diminuiu, como se em algum tempo mítico e ideal ela houvesse existido de forma satisfatória.

O mesmo Sodré acredita que a política passou a ter que responder por aquilo que antes seria buscado no mito e na religião. Como não se encontra abrigo esperado a decepção é certa. Simples, não?…

Enfim, segue um trecho da entrevista

A política deixou de ser expressão das grandes discussões?

A política não é mais o lugar de escuta de grandes razões, de grandes causas. A política se tornou um lugar de circulação de imagens, de circulação de aparências e, de certo modo, está-se votando na aparência dela. No caso da Jandira, é a aparência da integridade, aquela coisa forte que é ser mãe. Ter filho é uma das grandes causas das mulheres e dos homens também.

Então é isso, a política se tornou um lugar de aparências, fortes e fracas. Por esse motivo é preciso estar atento a essa transformação, a essa mutação da política, bastante distanciada daquilo que nós estamos chamando de ética. Assim sendo, essa falta de ética corrói a representatividade, que é o que lastreava classicamente a política: a representatividade e a liberal. Porque a política substituiu o mito e a religião na modernidade, quando passa a ser o lugar das esperanças terrenas – porque antes do advento da grande política, da política liberal, você tinha esperanças que eram alimentadas pela religião. Se você se comporta bem, não perde muito. Tenha seus filhos! Trabalhe! Mas não peque muito, porque morrendo, você vai ter uma vida melhor lá no reino dos céus, sua esperança de além-túmulo. (mais…)

Política para Políticos entrevista governadores Janeiro 2, 2007

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O Política para Políticos começou hoje uma série especial onde faz entrevistas com todos os 27 governadores que tomaram posse ontem. Todos os dias duas novas entrevistas vão ser exibidas. Os primeiros da lista foram o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o de Pernambuco, Eduardo Campos.

O questionário contém 10 perguntas básicas e também poderá ser visto por uma interface onde será possível fazer um comparativo entre aquilo que foi respondido.

Entrevistas de 2006 do Atina Chile Dezembro 28, 2006

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O Atina Chile organizou em uma postagem aquelas que considera as melhores entrevistas feitas em 2006. Destaque para a entrevista feita com Marcelo Trivelli que recebe a seguinte chamada: “Somos resentidos, amargados y le tenemos miedo al fracaso”.

Lá pelas tantas é questionado sobre qual momento vivem os partidos políticos chilenos. A resposta de Triveli, mesmo tendo como parâmetro o Chile, mais parece um comentário sobre os partidos do Brasil

Yo creo que en general están complicados por dos cosas. Uno porque se han quedado atrás, están en otra época y dos, porque esa pérdida de sintonía con la ciudadanía se hace más evidente por las decisiones que ha tomado la Presidenta. Esa es una discusión antigua, que tenerla a estas alturas, en el 2006, a mi me da vergüenza. Me da vergüenza porque están absolutamente fuera de sintonía con la ciudadanía, entonces la gente está pidiendo participación, está pidiendo democracia, está pidiendo libertad y los señores que ostentan y se reparten el poder a veces uno, a veces el otro, dicen “no, este club somos nosotros pocos”. Hay ciudadanos de primera y de segunda en los partidos políticos hoy día.

Sem fatalismos, mas a qual momento histórico a gente pode se referir pra afirmar que a política, hoje, perdeu seu vínculo, ou compromisso, com a cidadania?

Enfim, a entrevista como um todo não deixa de ser boa e vale a pena se arriscar no portunhol!

Francis Pisani: novas tecnologias e indicativos de como a sociedade se reconstitui Dezembro 7, 2006

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Colunista de jornais na Espanha e na França, em entrevista ao blog Atina Chile, Francis Pisani, fala sobre temas como jornalismo cidadão, web 2.0 e também comenta sobre ‘La Sociedad en que Vivimos’.

ps.: se a foto do Pisani não aparecer, ela também pode ser vista lá na postagem do Atina Chile. Está escrito na imagem Os blogs constituem uma mudança profunda e enriquecedora para o jornalismo. O blog dele é este aqui. Vale conhecer o blog. Por ora, gostei bastante da postagem Como a web 2.0 afeta os meios de comunicação.