Tendências e cenários do jornalismo na internet Dezembro 15, 2007
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14/12/07 – Termina hoje na UFBa um mini-curso em jornalismo na internet como parte do I Colóquio Internacional Brasil-Espanha sobre Cibermeios [acesso]. O Yuri Almeida, que fez a cobertura do mini-curso, conta que foram “cinco dias de palestras sobre narrativas, jornalismo digital, blogs, ensino de jornalismo, entre outros.”
Com uma boa opção de posts, vídeos e podcasts, até agora Yuri dividiu sua cobertura em quatro partes, conforme os dias em que as palestras aconteceram:
Parte I - Redacción para periódicos digitales. “O texto longo não morreu, o que mudou (com a internet) foi a forma de apresentá-lo”. Dr. Javier Díaz Noci, da Universidade del País Vasco.
Parte II - Blogs, esfera pública y periodismo ciudadano. Prof. Dr. Guillermo López (Universidad de Valencia). Neste caso, duas características apontadas na postagem como sendo da sociedade em rede me chamaram atenção:
- Os meios de comunicação são formatados em rede, o que possibilita a descentralização do debate.
- O fluxo comunicacional torna-se multidirecional e em vários níveis.
Como passei boa parte desse período vendo Habermas em Filosofia e Ética [resumo de seminário apresentado], logo lembrei do pensamento habermasiano. Para ele o que deve existir é a intersubjetividade onde o conhecimento é alcançado pela racionalidade centrada na comunicação. Mesmo tendo desenvolvido seu pensamento bem antes da internet, me parece que, como nunca antes, o pensamento de Habermas foi tão atual.
Parte III - Enseñanza del Ciberperiodismo en la Universidad española. Prof. Dr. Koldo Meso (Universidad del País Vasco).
Meso apontou que o jornalista digital deve ter as seguintes características
- Conhecimento das novas ferramentas de informação e comunicação;
- Aquisição de conteúdos teóricos e práticos que orientem a execução do ciberjornalismo;
- Redação de mensagens para diferentes “formatos”, com linguagem próprias a cada um destes;
- Compreender o grau de noticiabilidade para web;
- Possuir uma enorme capacidade para aprender, reciclagem contínua, multifuncionalidade e tecnologicamente ativo.
Parte IV - El impacto de Internet en las rutinas periodísticas. Prof. Dr. Pere Masip (Universidad Ramón Llull).
Yuri traz que Masip contextualizou a relação dos jornalistas com a internet. O professor também teria lembrado do início das primeiras homes e sua lógica de simples transposição de conteúdos bem como das falhas organizacionais empresariais na implantação da internet nas redações. Masip destaca que essa migração digital foi feita de forma improvisada, fragmentada e sem política de conectividade (poucos computadores com acesso à internet) e a web não era vista como possibilidade de negócio e ferramenta de trabalho.
- Acesse mais no blog do Yuri, Herdeiro Caos. Fico devendo as anotações do Fórum de Comunicação que aconteceu aqui na Ufes. Agora que o semestre acabou, vou tentar agilizar isso.
Fórum de comunicação na Ufes com cobertura wiki Novembro 29, 2007
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27/11/07 – A edição do Foco desse ano vem com uma novidade: no lugar de ser criado mais um blog para relatar o que rolou pelas palestras, essa 5ª edição terá uma cobertura wiki.
A surpresa veio quando foi colocada em votação a eliminação do verbete da wikipedia “Página de propaganda de um forum de uma universidade. Não diz de maneira sobre o que o fórum trata. Uso da wiki para propaganda“. O resultado da votação sai no dia três de dezembro. Por lá, o organizador do evento, Fábio Malini, apela para o óbvio:
Não sei quem deliberou que se trata de propaganda de evento. Ao contrário, é um projeto de registro de memória de acontecimento anual da universidade pública no Espírito Santo/Brasil. Um fato com notícias e informações, tal como existe aqui: cobertura do acidente da TAm em São Paulo, Copa do Mundo etc. Estão envolvidos na produção desse verbete mais de 20 colaboradores, que são estudantes de jornalismo, que, em vez de estarem a trabalhar numa mídia proprietária, estão construindo esse ambiente cooperativo.
Por ora, sigo com minhas anotações. Assim que arrumar um tempinho, publico por aqui as minhas impressões do que acompanhei.
Autor de “A Cabeça do Brasileiro” estará em mesa-redonda na Ufes Novembro 26, 2007
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24/11/07 – Nesta segunda-feira (26/11) o curso de ciências sociais da Ufes promove uma mesa-redonda com a presença do sociólogo e professor da UFF, Alberto Almeida. Ele, que também esteve no Roda Vida em agosto para debater o mesmo tema, vem falar sobre o seu livro “A Cabeça do Brasileiro” – também tem esse vídeo no Youtube.

Ainda não tive acesso à obra, mas quem já leu diz que ela traz um perfil dos valores, atitudes e opiniões dos brasileiros sobre uma grande variedade de temas como a sexualidade, a família, a economia, a religião etc. O livro, apesar de ter sido fruto de uma pesquisa social quantitativa, vem se tornando um best-seller e atraindo a atenção da impresa e do público em geral.
Para debater a Pesquisa Social Brasileira (PESB) da qual deriva boa parte dos dados do livro, a mesa-redonda também contará com a presença do ex-professor Ufes Jaime Roy Doxsey (responsável pela PESB no ES), da professora da UVV, Maria Angela Soares e do assessor para projetos especiais do governo do estado do ES, Leonardo Bis dos Santos, ambos ex-alunos da Ufes.
Lembro que o Alon, do blog que acompanho com freqüência, fez parte do grupo que entrevistou Alberto Almeida quando ele participou do Roda Viva – mas não consegui ver a íntegra do programa.
A espinha dorsal da tese de Alberto, pelo o que foi explicado nesta postagem, [tem essas outras também] é que existiria uma correlação estatística entre ética e escolaridade. Na prática, isso implicaria que aquele que conta com mais estudo também tem mais consolidado, em princípio, os valores fundamentais que permitem diferenciar entre o bem e o mal, entre o certo e o errado.
Mas se isso é verdade, aponta Alon, então a recíproca também é verdadeira: quem tem menos escolaridade tem, também, taxas menores de convicção quanto a esses valores. “Ou seja, segundo o professor, a baixa escolaridade seria responsável por um ‘déficit ético’ que variaria inversamente ao número de anos passados na escola.”
A mesa-redonda acontece no campus da Ufes em Goiabeiras lá no auditório do IC2, às 19h. Nesse mesmo horário também rola pela universidade o V Fórum Regional de Comunicação (Foco) e as palestras que me interessaram são justamente à noite.
Tal como aqui, vou ter que priorizar de novo. Na terça-feira venho com o resultado de um desses encontros.
Programação do Foco: (mais…)
“Perco o amigo mas não perco a notícia. Vivo disso p****!” Novembro 25, 2007
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23/11/07 – Uma Arcelor, uma CVRD, uma Petrobrás da vida sempre investem na formação e capacitação de seus funcionários. A grande pergunta com que Ancelmo Gois começou sua fala na palestra de ontem pela manhã foi: “Por que os jornais não investem na formação de seus quadros?”
Foi bem enfatizado a necessidade da leitura [Ancelmo, por exemplo, adora poesia. Prefiro prosa] de ouvir uma boa música, ver filmes. Em síntese, ter vida social para além do apura e publica.
Se é verdade que a única coisa que jornalista ler é o jornal da concorrência – mas só pra ver se não foi furado – também é fato que ainda são poucos os jornais que promovem cursos de residência por aí. “Uma tragédia”, enfim, como resumiu e dramatizou Ancelmo.
Em um bate-papo bem descontraído e quase confessional, ele reforçou o velho radar do que seria notícia e que acredito que deva ser a primeira coisa ouvida por qualquer o calouro de jornalismo: “Não existe nada de mais em um cachorro morder o homem. Mas se o homem morder o cachorro, isso sim é notícia.” Esse teria sido sempre o príncipio-guia que procuraria adotar nas notícias que publica. “Perco o amigo mas não perco a notícia. Vivo disso porra!”
Acaba ou não acaba – a cantilena sobre o jornalismo impresso
Mais por paixão do que por uma avaliação, digamos, racional, Gois aposta que o papel, e por extensão o jornalismo impresso, tem uma longa vida pela frente. “Pelo menos não quero que acabe.” Ele lembra que, a rigor, a morte do impresso está anunciada desde os anos 1920, época da invenção do rádio. Mas ele avalia que “quem ficar fora desse mundo [internet] é bobo. Deveria ser assim: o que aparecer pela frente eu traço. Seja jornal de TV, rádio, internet […].”
Gois ainda ver que se atribui muito mais legitimidade ao jornalismo impresso do que ao online. “Ainda não podemos apontar nenhum nome importante do jornalismo digital. Mas tudo indica que isso vai mudar: até uns 20 anos atrás, por exemplo, ninguém dava legitimidade pro jornalismo feito na TV.”
Com um reconhecido saudosismo ele comenta que agora ninguém teria mais tempo pra ler um livro, uma poesia.
“Vejo o corre-corre de meus filhos e fico impressionado com aquilo.” A internet seria sim uma grande oportunidade, “mas também é impressionante o quanto ela deixa à mostra o que há de pior na alma humana. No fundo, acredito que seja um grande banheiro de rodoviária do interior do Brasil: cheio de palavrões, baixaria […]”
Um ponto de vista interessante sobre essa, digamos, avalanche de expressividade, pode ser lido na postagem do Henrique Antoun “A garotada pertuba a mídia no orkut”.
Saiu a matéria do JB sobre a garotada que usa o orkut. A Juliana da Rocha me ligou e pediu pra que eu respondesse umas perguntas q me mandou por e-mail. Usou um pouquinho na matéria. Vou publicar tudo aqui. É o mínimo q eu posso fazer pela garotada que começa a enfrentar a caretice familiar alavancada pelo cinismo da mídia de massa nestas plagas.
Ainda do Henrique, uma outra avalição pode ser acompanhada no post “O gato saiu do saco”. Esse texto é sobre a fala dele na edição que aconteceu em Vitória do seminário “A Constituição do Comum“.
Centralidade da informação
Afagando o ego de calouros e focas – mas não deixando de fazer uma constatação – Ancelmo comenta que nunca como agora a sociedade foi tão estruturada pela comunicação. Isso apontaria uma grande oportunidade para quem vive, ó eu aqui, de apurar e transmitar informações. “As pessoas precisam de se alimentar mas também precisam de informação. Sem ela, ninguém sai do lugar. E nós somos catadores de informação. Fomos ‘eleitos’ para isso. Vcs estão na ponta de todo esse processo. É por isso que gosto muito dessa profissão, é a melhor do mundo, e acredito que nunca vai acabar.”
Causos
A tal da objetividade, lembra Ancelmo, não existe e também “não vejo nenhum problema nisso. O que não pode é vc ser desonesto com os fatos.” Tipo: dizer que meia dúzia de pessoas numa passeata era uma multidão.
A partir disso ele comentou que não gosta do Galvão Bueno – ele e mais essa multidão aqui - e aproveitou a deixa pesquisar nas ruas para quem as pessoas repetiriam a tal frase do rei espanhol “Por que nao te calas?“.
Os mais cotados teriam sido Pelé, Caetano Veloso, outros tantos e Galvão. Ancelmo teria dado um jeitinho para o nome do dito cujo também fosse publicado na lista dos desafetos do povão. “Ele é um chato. Se Deus fosse conversar com Galvão, o Criador iria sair com crise de auto-estima.”
Acesse também
04/05/07 – A opinião distribuída no mercado do diálogo
01/06 – Da lógica da centralidade à politica em redes
22/06 – A cooperação como elemento constituinte das redes sociais
Gazeta e Tribuna com seminários para 22/11, quinta-feira Novembro 20, 2007
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Para essa semana têm dois eventos importantes relacionado à comunicação para acontecer aqui no estado. Um é organizado por a Tribuna e o outro pel’A Gazeta.
Deve fazer mais de um mês que a Tribuna anuncia seu seminário Como Planejar 2008. O grande bam-bam-bam convidado, muito bem destacado nas matérias feitas pelo jornal, era o presidente da Cvrd, Roger Agnelli. Mas de uma hora pra outra, sem explicar o porquê, o nome dele some da lista dos palestrantes. E então eis que surge um novo nome de peso como substituto: Ivan Zurita – presidente da Nestlé do Brasil.
Meu interesse mesmo em ir nesse seminário era para ouvir o Agnelli, auto-intitulado cidadão do mundo. Mas como ele furou, ou foi furado, sei lá, uma palestra que promete ser bem importante pro meu tcc é: “A Comunicação Inserida no Planejamento Estratégico Empresarial”.
O detalhe é que só agora fui reparar que tanto esse seminário d’A Tribuna quanto o da A’Gazeta estão marcados para o mesmo dia – 22/11. Como parte do programa do curso de residência em jornalismo, nesta quinta-feira o Ancelmo Gois vai palestrar no auditório da Rede Gazeta. Com 44 anos de jornalismo, Ancelmo já trabalhou na Exame, Veja e JB. Hoje ele é colunista do jornal O Globo e edita o blog que leva seu nome Ancelmo.com.
O jeito vai ser definir prioridades. A palestra do Ancelmo é pela manhã, 09h; o seminário d’A Tribuna é o dia todo. Vou deletar o Ivan Zurita e ver o que o Ancelmo tem a dizer. A palestra do seminário que realmente importa pra mim parece que só vai ser à tarde, 15h, “A Comunicação Inserida no Planejamento Estratégico Empresarial”.
Para quem é de Sampa ou vai estar por essas bandas por esses dias, também para o dia 22/11 acontece a Conferência de Planejamento 2007, promovida pelo GP. Acesse mais informações no blog Brainstom #9.
Nova edição do Vitória Cine Vídeo na próxima 2ªfeira Novembro 6, 2007
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O 14º Vitória Cine Vídeo começa no dia 12, próxima segunda-feira, e prossegue até o dia 17 de novembro. O evento vai contar com exibição de vídeos, animações e filmes no Teatro Glória (foto), no Centro de Vitória, a partir das 19 horas, e no Cine Metrópolis, na Ufes, às 21 horas. A entrada é franca. A Mostra Competitiva vai exibir 101 obras de todo o Brasil: 32 filmes, 57 vídeos e 12 animações.
- A resolução não tá lá muito boa, mas essa é uma matéria do Em Movimento sobre a Mostra do ano passado
O festival apresentará trabalhos procedentes de 13 estados: Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, São Paulo, Ceará, Paraíba, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. O Espírito Santo está representado na mostra com 21 obras (03 filmes, 17 vídeos e 01 animação) selecionadas entre as 78 produções capixabas inscritas. Em 2006, 12 trabalhos capixabas (entre filmes e vídeos) foram selecionados.
Mais informações no site da Prefeitura de Vitória.
Comunicação no movimento estudantil ainda é pensada na lógica do impresso Outubro 15, 2007
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Semana de Democratização da Comunicação é mal divulgada. Mesmo partindo dos organizadores
Se diz sempre que a grande mídia não divulga. É uma verdadeira luta de Davi X Golias pra tentar entrar na pauta da manipulora-neoliberal-golpista (…) imprensa. Neste caso, nem mesmo a organização do evento parece ter se preocupado tanto assim com a divulgação de mais uma (V) Semana Nacional pela Democratização da Comunicação – 16 a 19 de outubro.
Na universidade, que dirá fora dela, ainda se pensa muito no impresso, naquela panfletagem em que poucos prestam atenção. Não existe a preocupação em ocupar a internet e usar as potencialidades que ela oferece.
É interessante a idéia que as TICs, mesmo longe se serem uma panacéia, “sejam potencialmente revolucionárias na capacidade de dispor conteúdos para além da [malfamada] pauta hegemônica, conectar pessoas mundo afora, reforçar comunidades, contradizer “verdades”, articular movimentos etc” [postagem].
Entrada da biblioteca da universidade
Fui saber dessa tal Semana de Democratização pelos cartazes que vi espalhados pela Ufes. Olhei pra um lado e pro outro e como quem não quer nada, um deles eu catei pra mim. Achava que era só em cartaz que iria encontrar a programação da Semana. Agora vi que tava certo.
Em sites de pesquisa, tá, no Google, nada consta desse evento. Aliás, consta sim, mas é do ano passado. De 2007 nada emcontrei. Achei que fosse conspiração das elites que conseguiram vetar os resultados de busca que levassem aos nossos Davis. Mas não.
Também não aparece nada nos endereços dos seis organizadores do evento
- “Olho da Rua”
- Enecos
- Intervozes
- DCE/Ufes
- AExcom [Agência Experimental de Comunicação/Ufes] e
- Sindicato dos Jornalistas/ES.
- . “Olho da Rua” não conta porque nem site tem. Mas relacionado a esse projeto, no primeiro dia de eventos da Semana de Democratização se tem, para 18h30, a estréia Cine Clube “De olho na tela”. Exibição do filme : Uma onda no ar. No cartaz só informa que vai ser na “Casa da Mulher – (bairro 1º de maio – Vila Velha”.
Em uma pesquisa encontro mais. A Casa da Mulher tem o nome “Núcleo de Práticas Comunitárias – Casa da Mulher”. O endereço fica na Rua Maria do Nascimento, nº10, bairro 1º de Maio , Vila Velha -ES. Tels: 3391-4940 / 3326-0743.
- . Do site da Enecos só sei que acontece alguma eleição entre 01/10 e 20/11.
- . Do Intervozes vejo a cantilena sobre as concessões de rádio e TV. Muitas delas teriam vencido no último dia cinco. Da grande imprensa, claro, nenhuma linha ou byte.
- . DCE…. Nenhuma informação sobre. Mas hein, isso é site?
- . AExCom. Ela é uma agência nova para atuar “como intermediadora e difusora de material jornalístico e publicitário referentes a movimentos sociais e setores organizados da sociedade civil”.
Ela até reconhece que a “comunicação tem se apresentado como prática fundamental na constituição da esfera pública e do espaço democrático contemporâneo”, mas desde maio não publica mais nada.
- . Sindicato dos Jornalistas. Nada consta.
Pra não dizer que sou cruel o bastante e nunca fiz uma boa ação na vida, eis minha contribuição com a programação – boa parte pensada para acontecer na Ufes: (mais…)
“Temos muitas possibilidades, mas pouca vontade de agir” Setembro 25, 2007
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] As palestras da parte da manhã devem ter acabado agora. Talvez, por essa última edição do seminário ter menos dias, dois a menos do de Vitória, por exemplo, se tem vários temas para serem colacados na mesa já no primeiro dia de evento. A programação tá lá no site do Ministério da Cultura – novas tecnologias de comunicação e informação, economia do conhecimento, políticas de comunicação e informação e inclusão digital.
Mas muita calma nessa hora. As discussões apresentadas nas mesas desta e das outras três edições do seminário serão publicadas em livro e na revista Global/Brasil. Assim talvez seja mais fácil digerir, com rabiscos, anotações e leituras mais pausadas, as idéias apresentadas que, só aqui em Vitória, contou com 30 palestrantes.
Em horários diferentes, dois professores daqui da Ufes, Fábio Malini, pela manhã, e José Antonio Martinuzzo, pela tarde, participam hoje como palestrantes.
Essa mini-entrevista foi feita por email com Martinuzzo ainda no sábado. De tudo o que foi programado para esse primeiro dia, ele vai palestrar sobre políticas de informação e comunicação com enfoque para o e-gov: (mais…)
Quando a subjetividade deu sentido às máquinas Setembro 24, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, economia, eventos/debates, redes, web 2.0.5 comments
[Seminário A Constituição do Comum - blog] - Amanhã começa em Belém a quarta e última edição do seminário. Das discussões que aconteceram aqui em Vitória foram oito relatos publicados. Acho que aquele que chegou mais perto do que foi discutido por aqui foi o post, abaixo, “A fuga das fábricas, o encontro nas redes“. A hipótese é a de que vivemos em um novo tipo de sociedade. Nesse novo cenário o conhecimento não se voltaria mais para que as máquinas se tornem mais dinamizadas e produtivas na intermitente missão de se produzir riqueza e rentabilidade.
- O modelo produtivo fordista a que Chaplin satiriza em seu Tempos Modernos é superado
Esse modo alheio ao que a subjetividade, a experiência de vida, a singularidade (…) têm a apresentar como inovação ao trabalho estaria superado. A produção agora passa a ser chamada de trabalho imaterial. O conhecimento não é mais para dinamizar a produção mecanizada. É sim para se produzir mais conhecimento. A informação é matéria-prima e “produto final“.
- Acho que ainda não se tem um filme como sátira ou mesmo como exemplo. Mas o modo livre, leve e solto de se trabalhar no Google, talvez seja o melhor exemplo desse novo paradigma.
Eis a postagem “A fuga das fábricas, o encontro nas redes“: (mais…)
Aberta inscrição para a VI Semana de Ciências Sociais Setembro 21, 2007
Posted by Ezequiel Vieira in eventos/debates, ufes.add a comment
Sei lá eu a quantas anda a blogosfera pelos cursos da universidade. O que sei é que desde 07 de setembro as Ciências Sociais conta com um blog na rede. A criação do espaço teve como mote a divulgação da VI Semana de Ciências Sociais da Ufes que acontece entre os dias 05 e 09 de novembro – “Dilemas e Perspectivas da Sociedade Contemporânea“. O período pra enviar resumos de trabalhos vai até 29 de setembro. O divulgação da lista das produções selecionadas acontece no dia 16/10.
Podem participar professores, alunos de graduação, pós graduação e autores de monografias de conclusão de curso. Serão aceitos trabalhos de Ciências Sociais e áreas afins: como História, Geografia, Serviço Social, Direito, Economia, Filosofia, Pedagogia, Comunicação Social, Psicologia, Arquitetura.
Replicado, lincado e comentado por aqui não sei quantas acabei de encaminhar o resumo de meu relatório de iniciação científica. Fiquei sabendo que não conta lá muita coisa, na inscrição para o cada vez mais provável mestrado, o fato do relatório já ter sido apresentado na Jornada de Iniciação Científica. Digamos que é uma obrigação fazer isso, do contrário não se tem o almejado certificado de 960 horas extras que a iniciação científica oferece.
O detalhe é quando apresentei só tinha a banca para certificar que eu era eu, não dá pra explicar muita coisa em 10 minutos, e mais uns três colegas que resistiram até o final – fui último a apresentar no dia.
Uma pena que dessas quase 1000 horas, pela equivalência que o curso faz por aqui, só vão ser computadas 40 horas extras das 120 que são obrigatórias apresentar no final do curso.
Mas se souber de alguma outra semana e/ou evento parecido, me avisa aê!
