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Contas de rss e de email com um único login Novembro 8, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in indicações, tecnologia.
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“Você que é jornalista”, começou um colega no msn ontem pra falar do Thunderbir. Pra variar, eu não conhecia. Ele disse que é uma ferramenta mais ou menos parecida com o meebo, site que reúne e gerencia contas de messenger.

- De arquivo rss eu tenho conta no Bloglines. O site traz opções de tornar público ou não o rss dos endereços assinados. O arquivamento da Daniela Bertocchi do blog Intermezzo, por exemplo, pode ser consultado livremente.

“Simples e útil”, o Thunderbir iria além. Também pode gerenciar arquivos rss (conceito), contas de email e “o nível de proteção é muito maior, as configurações de e-mail são mais amplas que quaisquer serviços gratuítos e de provedor. É muito bom pra quem recebe muitos e-mails de múltiplas pessoas e almeja gerenciar tudo isso.”

A propósitoVia Tiago Dória também fico sabendo do lançamento Brijit. O serviço também seria “uma solução para a quantidade enorme de publicações e informações que recebemos todo dia e não temos tempo de consumir.”

Diariamente, o Brijit fornece de graça um resumo dos assuntos abordados nas principais revistas em inglês do mundo. E ainda – você pode buscar resumos por assunto. É só digitar um termo – “iPhone”, por exemplo. E ele vai mostrar resumos de todas as matérias em revistas que comentam sobre o telefone da Apple. É uma mão na roda para quem não tem tempo de ler várias publicações.

Pra quem é jornalista ou algum outro potencialmente maníaco por informação, fica a dica.

“Temos muitas possibilidades, mas pouca vontade de agir” Setembro 25, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in e-gov, economia, entrevistas, eventos/debates, inclusão digital, internet, política, tecnologia.
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] As palestras da parte da manhã devem ter acabado agora. Talvez, por essa última edição do seminário ter menos dias, dois a menos do de Vitória, por exemplo, se tem vários temas para serem colacados na mesa já no primeiro dia de evento. A programação tá lá no site do Ministério da Cultura – novas tecnologias de comunicação e informação, economia do conhecimento, políticas de comunicação e informação e inclusão digital.

Mas muita calma nessa hora. As discussões apresentadas nas mesas desta e das outras três edições do seminário serão publicadas em livro e na revista Global/Brasil. Assim talvez seja mais fácil digerir, com rabiscos, anotações e leituras mais pausadas, as idéias apresentadas que, só aqui em Vitória, contou com 30 palestrantes.

Em horários diferentes, dois professores daqui da Ufes, Fábio Malini, pela manhã, e José Antonio Martinuzzo, pela tarde, participam hoje como palestrantes.

Essa mini-entrevista foi feita por email com Martinuzzo ainda no sábado. De tudo o que foi programado para esse primeiro dia, ele vai palestrar sobre políticas de informação e comunicação com enfoque para o e-gov: (mais…)

O jornalismo na era da economia da abundância Julho 25, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in internet, jornalismo, tecnologia, web 2.0.
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Juan Varela, do blog Periodistas 21, esquematizou uma apresentação sobre como a digitalização vem atuando no direcionamento das mudanças que vem acontecendo no jornalismo.

Nada de totalmente novo. Ele reafirma que o momento indica de forma contudente a convergência das mídias e, como tal, os desafios seriam

  • Mudar o modo de pensar de jornalistas e editores para uma lógica digital. Tenho colegas que são, digamos, naturalmente de jornalismo impresso.
  • Aceitação da participação do usuário. No site do Observatório da Imprensa, por exemplo, crescem as críticas pelo fato dos comentários serem moderados. Outro dia, um tom impaciente, Alberto Dines, chamou os internautas de patrulheiros.
  • Criar estruturas dinâmicas para a produção e edição de conteúdos pelos leitores/usuários

Um aspecto fundamental apontado foi a nova forma de valoração da informação. Varela vai diferenciar esse valor a partir de dois momentos. A chamada era da escassez e, agora, a era da abundância.

Na escassez o valor da informação era estabelecido a partir da dificuldade de se conseguir notícias atuais e verdadeiras.

Na era da abundância, Varela diz que o problema não é a falta de informação. Agora tem para todos os gostos espalhada pelos grupos de estilos e afetividades potencializados pela internet. A atitude de agora seria a de apurar qual é a informação mais valiosa e fazer uma reelaboração para que todos, e não apenas um grupo em particular, possam saber.

O I Seminário Capixaba de Ética e Jornalismo que aconteceu aqui na Ufes em maio trouxe uma discussão parecida.

Hess comentou que o momento indica o jornalista muito mais relacionado a desempenhar o papel de organizador de conteúdos, o jornalismo cartógrafo, do que o de ser porta-voz do verdade. Ele fez referência ao livro norte-americano Elementos do Jornalismo para fundamentar essa idéia de cartografia. A coordenadora do seminário, Marcilene Forechi, em um exemplo de valorização da prata da casa, lembrou que a latinidade também desenvolveu esse conceito. Ela disse que o pesquisador colombiano Jesús Matin-Barbero tem um livro intitulado O Ofício de Cartografo [travessias latinoamericanas de comunicação na cultura].

Acesse o post “A opinião distribuída no mercado do diálogo” para saber o que discutido no encontro.

Leia também

02/07 – A virtualidade da comunicação horizontal. A descentralização da produção

Sociedade em rede e novas formas de criação de valor Julho 23, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in Resumos, cvrd, economia, publicidade, sociedade midiatizada, tcc, tecnologia.
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Parei de deixar pra começar amanhã e neste final de semana comecei pelo livro Sociedade Midiatizada a fazer resumos de textos que acredito que vão me ajudar a estruturar meu TCC sobre a Vale.Qualquer sugestão, comentário, indicação de novas leituras, é mais do que bem-vindo. Neste caso, a crítica quanto à organização das idéias também é crucial.

[Migrações midiáticas e criação de valor - Lorenzo Vilches]. Novidade parece ser a palavra fundamental nesse artigo. Mas isso não não é porque o autor se arrisque a fazer exercícios de futorologia. Ao contrário. O pensamento de Vilches expressa bastante problematizações e questionamentos que no artigo se baseiam fundamentalmente na afirmação de que “as contínuas invocações à novidade substituíram a preocupação com um capitalismo sustentável.”

A dúvida que tenho aqui é sobre qual é o entendimento que Vilches tem quando aponta um suposto desdém com um “capitalismo sustentável”. Ora, mutação contínua me parece ser o direcionamento estruturante do capital. Martinuzzo cita Marx e Engels para lembrar que “a burguesia não pode existir sem revolucionar permanentemente os instrumentos de produção; portanto, as relações de produção; e assim o conjunto das relações sociais.”

Martinuzzo destrincha esse trecho para argumentar que o capitalismo ainda mantém-se bastante vívido, “cumprindo sua sina de eterna mutação, antevista pelos fundadores de sua crítica. Na eras dos discursos pós-modernos de fim de tudo, resta essencialmente o metamórfico capital.” (mais…)

Práticas de e-gov confundem promoção de cidadania com prestação de serviços Julho 10, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in e-gov, indicações, internet, política, política/ES, tecnologia.
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Uma pesquisa por aqui, mesmo que rápida, vai indicar que entre o potencial e à promoção de acesso e ao uso efetivo da internet existe um passo homérico. A Assembléia Legislativa capixaba anuncia nesta terça uma iniciativa de tornar “a TV, o site e a rádio da Assembléia Legislativa veículos mais ligados aos interesses dos cidadãos” e entende isso como uma dinamização da “prestação de serviços“.

José Antonio Martinuzzo, professor de comunicação daqui da universidade, em seu mestrado e doutorado, estudou o modo como tem se sido as práticas dos governos no uso da internet, o chamado Governo Eletrônico. No mestrado “A política na rede – tecnologias de comunicação e reprodução do paradigma de mercado“ ele se dedicou à análise do site de prefeituras e no doutorado a temática se extendeu ao estudo dos governos que compõem o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) – “Comunicação, Novas Tecnologias e Informacionalização da Política: o Governo Eletrônico no Mercosul“. As diferenças constatadas ficaram mais no campo do estilo do que no modo estruturante e de uso emancipatório potencializado pelas novas tecnologias.

Em comum ao que vem sendo feito Martinuzzo constata que se tem

  • Prioridade absoluta do e-gov aos conteúdos noticiosos;
  • A formatação dos governos eletrônicos segundo a linguagem jornalístico-publicitária;
  • O investimento na prestação de serviços, tendo sido criado, inclusive a categoria de serviços online;
  • A ausência de interatividade ativa;
  • A imposição da atualização tecnológica e gerencial dos governos , patrocionada pela ideologia neoliberal de reinvenção do Estado.

O comentário feito no doutorado é o de que a se se consolidarem as experiências “de e-government estudadas, governo e política se resumirão, crescentemente, à oferta de discurso oficial disfarçado de notícia jornalística e à prestação de serviços – um modelo inapto à política, avesso à cidadania e originalmente associado ao status quo.”

A prefeitura da Serra também anuncia uma mudança com viés parecido a da Assembléia. Acesse mais em “O Portal on-line da Serra estará online na próxima semana”.

Leia também

02/07 – Seminário – A virtualidade da comunicação horizontal

12/06 – A produção do imaterial na cidade

Da lógica da centralidade à politica em redes Junho 1, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, cibercultura, comunicação, comunidade virtual, economia, eventos/debates, inclusão digital, internet, política, redes, sociedade midiatizada, tecnologia, ufes, web 2.0.
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Foram indicadas três bibliografias para estruturar o artigo, para a aula sobre web 2.0, que se propõe a analisar um fenômeno das redes virtuais – a entrega foi adiada para o final do período. [Essa postagem é parte do que já havia escrito].

> Michel Bauwens – A Economia Política da produção entre Pares 

> Antonio Negri – A Constituição do Comum

> Henrique Antoun – Democracia, Multidão e Guerra no Ciberespaço

Todos os autores trazem, não mais como uma tese, mas como um dado da realidade para argumentação, que as redes sociais representam hoje um novo sujeito político.

Citados por Antoun, Arquilla e Ronfeldt vão dizer, em forma de dúvida retórica

As redes parecem ser as próximas formas dominantes de organização – muito depois das tribos, hierarquias e mercados – a chegar ao seu próprio modo de redefinir as sociedades e assim fazendo, a natureza do conflito e da cooperação.

“A natureza do conflito e da cooperação” porque seriam esses os fundamentos básicos sobre os quais a internet viria a ser constituída. Antoun vai recuperar então que as

Tecnologias informacionais de comunicação (TIC), que constituíram a internet e os sistemas de hipermídia através da comunicação mediada por computador (CMC), teriam uma dupla origem fundada nas necessidades estratégicas da máquina militar e nos investimentos de desejo de política democrática.

Antoun vai lembrar ainda que embora sejam inteiramente diversos esses dois princípios que regem o uso da rede hoje – “tanto na índole quanto no desenvolvimento da argumentação” teórica desencadeante – as discussões vão sempre se perguntar sobre o futuro da cooperação e do conflito “na sociedade pós-moderna a partir do advento das redes constituídas pelas TIC e CMC”.

A discussão sobre comunidades virtuais, por um lado, explorariam o poder de cooperação das organizações em rede, enquanto que as redes de guerra, por outro, assinalariam a de seu assustador poder de fogo em situações de conflito – vide o caso da forma de Bin Laden agir em rede no dantesco 11 de setembro. Estes trabalhos, tão contrários entre si, frisa Henrique, nos fazem perguntar se as redes são características de qualquer organização ou se elas são uma forma própria de organização  – que potencializadas pelas TIC e pela CMC – estaria conquistando suas emancipação na atualidade.

A leitura da íntegra desse artigo de Antoun vai indicar uma contundente aposta na segunda hipótese.

Redes colaborativas (mais…)

Seminário “Cultura e Conflitos no Capitalismo Contemporâneo” via internet Maio 25, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in capitalismo cognitivo, cibercultura, comunicação, economia, eventos/debates, inclusão digital, internet, política, sociedade midiatizada, tecnologia.
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] - O seminário a Constituição do Comum termina hoje no ES e, nessa ordem, segue para o Rio de Janeiro, Bahia e Pará - saiba mais no site do evento. As palestras programadas para o Rio, entre 28 de maio e 01 de junho, poderão ser acompanhadas ao vivo pelo site do Telejornal Online da Escola de comunicação da UFRJ – os seminários vão está arquivados para livre acesso nesse mesmo endereço.

- A pauta da manhã de hoje foi “Programas Públicos de acesso à internet pública: estratégias e parcerias”. Não pude acompanhar as apresentações, mas a temática deve ter passado por aqui

11/04/07 – Vitória organiza projeto de acesso livre à internet

09/05/07 – Autonomia na produção de comunicação e cultura é tema de seminário

21/05/07 - A fuga das fábricas, o encontro nas redes

07/04/07 – Linux para além de um software livre

- O tema da tarde foi “Nós a mídia: jornalismo cidadão e o futuro do jornalismo profissional”. Um post do blog bem relacionado ao tema é “A opinião distribuída no mercado do diálogo”.

- Ainda tenho muita coisa para postar por aqui e quisera eu que a digestão das discussões fosse mais fácil. Em algumas temáticas me senti contemplado e bem a vontade para escrever. Em outros temas, como ativos imateriais na cidade -  um dos assuntos do seminário da quinta-feira – ainda vou organizar o texto melhor para não ficar uma tradução simultânea mal feita – me surpreendi com meu interesse pelo tema.

“A mudança não passa pela delegação de representação”, conclui editor da Le Diplomatique Maio 25, 2007

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[Seminário A Constituição do Comum - blog] - Ainda na manhã de quarta

O editor da Lemonde Diplomatique no Brasil, Antonio Martins, constata que houve uma mudança muita grande na forma de se alcançar o direito de se produzir informação. “Muito diferente de como se deveria agir há 20 anos atrás, por exemplo”. Martins usou dessa constatação para dizer que é necessário pensar então em novas formas de emancipação sóciocomunicativa.

Projetos que realcem a ação autonôma implica responsabilidades maiores. Autonomia para enxergar novas formas de luta.

Essa conquista do direito à comunicação não passa mais – como nunca viria a se passar, mas o contexto político hoje grita isso – por uma centralização dos meios de se produzir comunicação, – um verdadeiro crtl c crttl v do modelo tradicional a que tanto a chamada esquerda viria a contestar – ou seja, muito pensamento a partir do que já está proposto e nada de autonomia de pensamento político. “Querer enfrentar os veículos de comunicação era quase sempre uma batalha perdida”, reconhece catarticamente.

Martins vai argumentar que a internet traz uma realidade alternativa e não dialética – o que também não significaria afirmar que ela represente uma panacéia. “As pessoas deixam a TV e passam então a valorizar as múltiplas possibilidades da internet.”

Impossível não citar aqui Derrick de Kerckhove quando diz (mais…)

“A Internet é a utopia de que qualquer um comunica”, provoca midiativista espanhol Maio 25, 2007

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[Seminário A Constituição do Comum - blog] – De volta ao debate de quarta pela manhã, Raul Sanchez destacou aquilo que, pelo que venho escrevendo das discussões que se tem em aula, já não é bem uma novidade. Sim, o potencial técnico da internet traz uma grande virtualidade democrática.  ”Ela pode ser uma forma de democracia expressiva e não representativa” – muito diferente do que Muniz Sodré teoriza sobre a televisão O Monopólio da Fala.

É necessário dar às pessoas meios de produção para que elas divulguem também a “configuração da verdade”

Mas Sanchez  faz a ressalva de que essa virtualidade de produção democrática só se materializa com a universalização do acesso às novas tecnologias – o que também dialoga com a fala de Giuseppe Cocco na 2ª feira. 

Acredito que Sanchez lembrou em muito meus tópicos de seminário sobre Lorenzo Vilches  – também espanhol – quando ele fazia provocações do tipo “Quem constrói a rede? Aonde ela chega?”; “Internet – utopia de que qualquer comunica”.

  • Da esquerda para direita – Ruh Reis, sec. de comunicação de Vitória; Antonio Martins, editor da Le Monde Diplomatique; André Passos, presidente da Câmara de Vereadores de Vitória; Raul Sanchez, professor na Universidade Nomada e Pablo Ortellado, do Centro de Mídia Independente.

Leia também – A segregação socioespacial no mapa mundial de acessos a internet (02/05)

Acesse o perfil de Raul Sanchez: (mais…)

Internet: “O gato saiu do saco” Maio 24, 2007

Posted by Ezequiel Vieira in blogs, cibercultura, comunicação, copyleft, economia, eventos/debates, internet, jornalismo, mundo afora, política, tecnologia, web 2.0.
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[Seminário A Constituição do Comum - blog] – Duvido que alguém tenha saído da Estação do Porto na tarde de ontem sem pelo menos ter esboçado um sorriso. Bem ao seu estilo Show-Men, Henrique Antoun fez parte da mesa “Internet:  Novas Formas de Opinião Pública e de Consumo“. Também participaram da mesa Gustavo Fortes e Edney Souza – têm muitas novidades ainda e pouco a pouco faço meus relatos das paletras de que participei.

Henrique baseou sua fala no tópico que postou em sua comunidade do orkut Ciberidea Guerra do Código incendeia a web – leia mais abaixo.

Ele entende que esse caso seja bem ilustrativo do que representa a internet. Espaço a que, por mais que se tente, é difícil que alguma ação ou caracterização, consiga domesticar, “tornar a fera mais mansa”.

“A internet dá vazão a sua expressividade. Não é lógica de massa e nem de nichos [domestificação].” É então imanência cooperativa. A subjetividade, “a verdade que te inclui”, vem a ser o grande valor.

Blogs. Credibilidade. Fim do jornalismo

Tão à queima roupa quanto a pergunta, Antoun diz que os blogs não vão fazer com que os veículos tradicionais desapareçam. Isso porque, lembra, a lógica que os mantém são bem diferentes.

“O veículo veicula o preconceito de sua audiência. Você só arregimenta as massas  a partir de grandes preconceitos. Ela [massa] é mantida dócil pelos proprietários de comunicação fazendo com que desconfie de sua capacidade de ação.” Mauro lembraria também que o cinema sempre representa a chamada massa, como não sendo capaz de se autogerenciar. Sempre quando isso vem a acontecer nos filmes, frisa o professor de Opinião Pública, Mídia e Democracia, o caos se estabelece.

A lógica dos blogs se destoaria no sentido de que eles não representam “uma comunicação para os outros. É antes uma perspectiva a partir do mundo de quem produz. “O que leva ao necessário reconhecimento no enunciado do sujeito produtor de seus discursos. Muito diferente dos efeitos de objetividade e realidade buscados pelo jornalismo tradicional.

“Além de produzir o efeito de verdade objetiva, o jornal, com a aparência de afastamento, evita arcar com a responsabilidade do que é dito, já que transmite sempre a opinião dos outros, o saber das fontes” – Dalva Ramaldes em sua dissertação de mestrado

A guerra do código incendeia a web: (mais…)